Cruzeiro do Sul, Acre 23 de julho de 2026 16:20

Veja o que se sabe sobre agressão a jornalista que teve casa invadida e assaltada no Acre

O jornalista e radialista Chico Melo, de 54 anos, teve a casa invadida por quatro criminosos na madrugada dessa quarta-feira (22), em Cruzeiro do Sul, no interior do Acre. Durante o assalto, ele foi agredido com socos e uma coronhada na cabeça, teve dinheiro e celulares roubados e precisou de atendimento médico.

O caso é investigado pela Polícia Civil e passou a ser acompanhado pelo Ministério Público do Acre (MP-AC), que abriu um procedimento para cobrar informações sobre as diligências feitas. O caso também gerou manifestações de apoio de entidades e autoridades.

Jornalista ficou com ferimentos nas costas e na cabeça após agressões — Foto: Reprodução/Rede Amazônica Acre
Jornalista ficou com ferimentos nas costas e na cabeça após agressões — Foto: Reprodução/Rede Amazônica Acre

Veja o que se sabe e o que ainda falta esclarecer sobre o caso:

  • Quem é o jornalista?
  • O que aconteceu?
  • Como ocorreu o assalto?
  • O que foi levado da casa?
  • O jornalista já havia recebido ameaças?
  • O que a Polícia Civil investiga?
  • O que o Ministério Público determinou?
  • O que disseram as entidades e autoridades?
  • O que acontece agora?

Chico Melo foi agredido durante assalto na madrugada dessa quarta-feira (22) — Foto: Reprodução/Rede Amazônica Acre
Chico Melo foi agredido durante assalto na madrugada dessa quarta-feira (22) — Foto: Reprodução/Rede Amazônica Acre

1. Quem é o jornalista?

Chico Melo, de 54 anos, é jornalista e radialista da TV e Rádio Integração, em Cruzeiro do Sul, no interior do estado.

2. O que aconteceu?

Na madrugada de quarta-feira (22), quatro criminosos invadiram a casa onde o jornalista mora, no bairro Telégrafo, em Cruzeiro do Sul.

Durante a ação, o jornalista foi agredido com socos e uma coronhada na cabeça, enquanto os suspeitos exigiam dinheiro, documentos e outros bens.

3. Como ocorreu o assalto?

Segundo a Polícia Militar do Acre (PM-AC), os criminosos quebraram uma janela para entrar na residência e foram diretamente ao quarto onde estava a vítima.

Eles permaneceram no imóvel por mais de meia hora, reviraram os dois andares da casa e obrigaram o jornalista a entregar dinheiro, celulares e desbloquear o aparelho telefônico.

Após a fuga dos suspeitos, a Polícia Militar informou que ainda fez buscas na região, mas ninguém foi preso.

4. O que foi levado da casa?

Conforme o registro policial, os criminosos levaram cerca de R$ 3 mil, celulares e outros pertences da vítima.

Durante a fuga, eles deixaram para trás um telefone celular e uma faca, que foram apreendidos pela Polícia Militar.

Jornalista Chico Melo sofreu um corte na cabeça ao levar uma coronhada de criminoso — Foto: Reprodução
Jornalista Chico Melo sofreu um corte na cabeça ao levar uma coronhada de criminoso — Foto: Reprodução

5. O jornalista já havia recebido ameaças?

Após prestar depoimento na delegacia, Chico Melo afirmou que já vinha recebendo ameaças antes do crime e disse acreditar que os avisos acabaram se concretizando.

Segundo ele, durante o assalto um dos criminosos afirmou que ele sabia o motivo de estar sendo atacado.

Até o momento, a Polícia Civil trata o caso como roubo e não confirmou relação entre o crime e a atividade profissional do jornalista.

6. O que a Polícia Civil investiga?

A Polícia Civil instaurou inquérito para apurar as circunstâncias do crime e identificar os responsáveis. Segundo o delegado Jadson Santos, o caso é tratado inicialmente como roubo.

“Foram apreendidos alguns objetos encontrados no local pela polícia. Já instauramos inquérito para apurar”, destacou o delegado.

A investigação busca esclarecer também a motivação da invasão e das agressões. Além disso, o Grupo Especial de Atuação de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) também acompanhará as investigações juntamente com a Promotoria Criminal de Cruzeiro do Sul.

7. O que o Ministério Público determinou?

O Ministério Público do Acre instaurou uma notícia de fato criminal para acompanhar a investigação. Entre as primeiras medidas, a Promotoria requisitou à Polícia Civil:

  • informações sobre o inquérito policial;
  • cópia do boletim de ocorrência;
  • eventual laudo do exame de corpo de delito;
  • detalhes das diligências já realizadas.

O MP também deu prazo de 30 dias para que a Polícia Civil informe o andamento da investigação, especialmente sobre a identificação dos suspeitos, existência de imagens de câmeras de segurança, dados de geolocalização dos celulares roubados e outros elementos que possam ajudar na elucidação do caso.

8. O que disseram as entidades e autoridades?

O ataque ao radialista gerou revolta e manifestações de apoio, confira abaixo:

  • Governo do Acre: informou que a Polícia Civil instaurou inquérito e afirmou que atuará para identificar e prender os responsáveis.
  • Sindicato dos Jornalistas Profissionais do Estado do Acre (Sinjac) e a Federação Nacional dos Jornalistas (Fenaj): classificaram o episódio como grave, cobraram investigação rápida e defenderam que seja apurada eventual relação entre o crime e a atividade jornalística. A Fenaj informou que levará o caso ao Observatório da Violência contra Jornalistas, vinculado ao Ministério da Justiça.
  • Ordem dos Advogados do Brasil, Seccional Acre (OAB-AC): pediu investigação rigorosa e informou que vai acionar o Ministério Público e o Ministério da Justiça para acompanhar o caso.
  • Prefeitura de Cruzeiro do Sul: prestou solidariedade ao jornalista e afirmou que ataques contra profissionais da imprensa representam ameaça à liberdade de expressão.
  • Tribunal de Contas do Estado (TCE-AC): afirmou que qualquer tentativa de intimidar jornalistas representa afronta à democracia e defendeu a rápida apuração do caso.

9. O que acontece agora?

A Polícia Civil investiga o caso e a autoria e a motivação do crime contra o jornalista. O Ministério Público também acompanhará o andamento do inquérito e, após receber as informações solicitadas à polícia, avaliará se será necessário adotar novas medidas.