Líder da oposição venezuelana e vencedora do Nobel da Paz, María Corina Machado se encontra com o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, nesta quinta-feira (15/1), após a ação militar dos EUA na Venezuela que capturou Nicolás Maduro e a esposa dele, Cilia Flores.
O líder norte-americano deve receber Corina na Casa Branca, em Washington, às 14h30 (horário do Brasil).
A Casa Branca autorizou que veículos de comunicação estejam no local para cobrir o encontro das duas lideranças políticas, que desaprovam Nicolás Maduro. A Nobel da Paz vai a Washington para encontrar Trump e, posteriormente, tem um compromisso marcado com senadores norte-americanos no Capitólio.
A reunião ocorre em meio a um clima de incertezas sobre o futuro da Venezuela, após Trump discordar que Corina deveria assumir a Presidência do país.
Trump deu sinalizações negativas quanto ao nome da oposicionista para governar a Venezuela ao dizer que a Nobel da Paz não tem apoio popular suficiente nem “o respeito de todo o país” para governar a Venezuela.
Relembre a captura e acusação contra Maduro
- Nicolás Maduro e sua esposa, Cilia Flores, foram capturados em 3 de janeiro por forças militares norte-americanas e levados a Nova York, onde respondem à Justiça.
- Segundo a denúncia apresentada pelas autoridades americanas, Maduro teria liderado por mais de duas décadas uma organização criminosa dentro do Estado venezuelano voltada ao envio de cocaína para os EUA.
- As acusações incluem narcoterrorismo, tráfico internacional de drogas e lavagem de dinheiro, crimes que podem resultar em penas que variam de 20 anos de prisão a prisão perpétua.
- Trump recusou sobre acusação contra Maduro, enquanto o líder chavista afirma ser inocente.
Após a captura do líder chavista, Trump afirmou que os EUA devem assumir a nação latino-americana até um período de uma transição “justa e democrática”.
No entanto, autoridades chavistas, que exigem o retorno de Maduro, mostraram-se contrárias aos planos de Trump governar a Venezuela; por isso, Delcy Rodríguez assumiu como presidente interina.
Apesar da recente tensão entre as duas lideranças, há alguns dias Trump se mostrou “ansioso” para se reunir com Corina, que deixou a Venezuela de forma clandestina em dezembro de 2025, ainda perseguida pelo governo venezuelano.
Corina se encontrará com Trump na sala de jantar privada da Casa Branca, e os dois devem falar com uma imprensa restrita, selecionada pelo governo norte-americano.
Nobel da Paz
Após María Corina Machado sugerir que ela poderia abrir mão do Nobel da Paz para dar ao presidente Donald Trump, o Instituto Nobel Norueguês afirmou que a honraria é intransferível e não pode ser revogada ou compartilhada.
Em entrevista, Corina havia declarado que entregaria o Nobel da Paz dela para Trump, após os Estados Unidos terem capturado o ditador Nicolás Maduro na semana passada.