O réu Francimar Conceição da Silva passa por julgamento em duas sessões ao mesmo tempo, nesta terça-feira (2), no Fórum Criminal por homicídios ocorridos em 2017 e 2018 no bairro Taquari, região do segundo distrito de Rio Branco.
As sessões ocorrem, simultaneamente, na 1ª e 2ª Vara do Tribunal do Juri em Rio Branco. Como as varas ficam uma ao lado da outra no fórum, o réu vai ser interrogado nos dois julgamentos. Nos dois casos, ele é defendido por advogados diferentes. A advogada Thais Moura, que representa ele em um dos processos, disse que ele ainda deve ser interrogado na 1ª Vara.
Conforme o Tribunal de Justiça do Acre (TJ-AC), ele já foi interrogado na 2ª Vara do Júri e, por volta das 10h, foi para o plenário da 1ª Vara do Júri para também ser ouvido após o interrogatório das testemunhas.
Na 1ª Vara, Francimar e Antônio Francisco da Silva são acusados pelo assassinato de Edson Pereira da Silva. A vítima foi executada a tiros no dia 1 de abril de 2018 no bairro Taquari.
Segundo consta na denúncia, eles decidiram matar Edson depois que ele se recusou a dirigir um carro para levar Antônio à maternidade, por estar sob efeito de bebida alcoólica, o que caracteriza motivo torpe, segundo o Ministério Público. Contrariados, os denunciados saíram da casa da vítima com intuito de despistá-la e, pouco tempo depois, um deles entrou de surpresa pelos fundos e efetuou os disparos de arma de fogo, dificultando a defesa da vítima.
Já na 2ª Vara, Francimar Conceição é julgado junto com o réu Douglas Neves de Araújo. A dupla foi denunciada pelo assassinato de João Souza de Oliveira, ocorrida em janeiro de 2017 também no Taquari. A investigação apontou que a vítima foi morta por dívida de drogas.
Francimar tem extensa ficha criminal, inclusive com condenações por tortura e por homicídios, sendo uma delas a 77 anos pelo triplo homicídio e ocultação de cadáver dos três adolescentes que desapareceram após saíram da Expoacre no dia 5 de agosto de 2018. Ele também é condenado por pertencer a organização criminosa.