O caso ocorreu na madrugada deste domingo, 04, em Cruzeiro do Sul
Um sargento do Exército Brasileiro, 61 Bis, chegou na unidade de saúde com a esposa para atendimento. Segundo ele, a mulher teria caído e batido à cabeça e braço.
Dentro da sala de trauma, o militar teria engatilhado a arma. Homens da Polícia Militar e do BIS foram chamados para controlar a situação. Foi um Policial Militar quem desengatilhou a arma.
“Ele e a esposa estavam visivelmente sob o efeito de bebida alcoólica. Ele estava bem alterado e o tempo todo repetia que era Militar. Vieram entregar uma mochila pra ele e aí ele tirou a arma de dentro e engatilhou aqui na nossa frente e nos afrontava com a arma mesmo a esposa sendo atendida. Acionamos a Polícia Militar e chegaram oficiais da Pm e do BIS. O porte de arma dele nem estava em dia e a Pm desengatilhou e tirou a arma dele. Foram todos para a Delegacia e depois voltaram e ele pegou a moto dele, então não ficou preso . A esposa do Militar tirou o acesso por conta própria e saiu do Pronto Socorro dizendo que ia processar todo mundo”,relatou uma testemunha, que preferiu não se identificar.
Há menos de 3 semanas, um caso de agressao ocorreu dentro da UPA de Cruzeiro do Sul, quando o pai de uma paciente deu um tapa na cara de um médico e depois fugiu.
Em nota, o Sindmed-AC (Sindicato dos Médicos do Acre), repudiou mais um ato de violência e desacato dentro de uma unidade de saúde de Cruzeiro do Sul e chamou de prevaricação, a soltura do militar.
Nota de Repúdio
O Sindicato dos Médicos do Estado do Acre (Sindmed-AC) repudia mais um repugnante ato de violência e desacato que vitimou uma médica e a equipe de plantonistas do Pronto Socorro (PS) Humberto Grandidier, em Cruzeiro do Sul, na madrugada deste domingo, 04.
O crime vil e covarde – cujas notícias apontam como autor um sargento do Exército Brasileiro – carece de punição exemplar.
Os relatos causaram ainda mais asco e indignação depois da divulgação da negativa de prisão em flagrante do autor das ameaças à equipe médica, o que levanta a possível existência do crime de prevaricação por parte de autoridades responsáveis.
Se um sargento membro das Forças Armadas, acusado de embriaguez, ameaça e faz uso ostensivo de arma de fogo, sem a devida autorização de porte, não foi preso, então é imperioso que haja o encaminhamento do caso para o general incumbido para a devida apuração e punição exemplares, evitando que ocorrências similares se perpetuem, maculando o nome e a imagem da corporação.
O Sindmed-AC solidariza-se com todos os servidores afetados pela situação traumática e exige do governo do estado ação efetiva contra os crimes cometidos dentro das unidades de saúde, ambiente em que as pessoas buscam apoio e onde os trabalhadores necessitam de condições de trabalho suficientes e adequadas para atender de forma eficiente todos os pacientes.
Os Diretores deste Sindicato também anunciam que ampliarão a frequência das visitas técnicas para que o estado cumpra com a decisão da ação civil pública (ACP), ajuizada pela entidade, que determina a utilização de segurança armada em todas as unidades de saúde e a utilização de equipamentos eletrônicos de vigilância para reduzir a violência.
A Diretoria do Sindmed-AC