Cruzeiro do Sul, Acre 10 de maio de 2026 23:35

Servidores técnicos-administrativos da Universidade Federal do Acre entram em greve por melhorias no trabalho

Os servidores técnicos-administrativos da Universidade Federal do Acre (Ufac) aderiram ao movimento nacional e entraram em greve por tempo indeterminado na última segunda-feira (11).

O movimento, organizado pelo Sindicato Estadual dos Trabalhadores em Educação de Terceiro Grau do Acre (Sintest/AC), ocorre em conformidade com a Federação de Sindicatos de Trabalhadores Técnico-administrativos em Educação das Instituições de Ensino Superior Públicas do Brasil (Fasubra), que deflagrou greve em todo país.

A categoria reivindica as seguintes melhorias:

  • Recomposição salarial
  • Restruturação do Plano de Cargas, Carreira e Remuneração (PCCR)
  • Recomposição do orçamento das universidades, que há bastante tempo vem sofrendo cortes e restrições
  • Revogação de atos administrativos que foram criados no governo Bolsonaro e que precarizam o trabalho
  • Contra reforma administrativa

“É importante frisar que essa greve é uma greve nacional. Até ontem [sexta-feira,15] , 81% das universidades federais já tinham iniciado a greve. Foram 56 de 69 universidades que já tinham aderido à greve. A gente tem hoje no Acre, aproximadamente, mil técnicos. Não fizemos o levantamento ainda, mas de modo geral, quase todos aderiram”, explicou o presidente do Sintest/AC, Alexsandro Braz.

Carreata na última quarta-feira (13) pelas ruas de Rio Branco para chamar atenção para o movimento — Foto: Arquivo pessoal

Carreata na última quarta-feira (13) pelas ruas de Rio Branco para chamar atenção para o movimento — Foto: Arquivo pessoal

Na última quarta-feira (13), os servidores fizeram uma carreata dentro do campus em Rio Branco. Além das reivindicações de âmbito nacional, os servidores colocaram em pautas algumas necessidades locais, como:

  • Recomposição no quadro de servidores
  • Construção do Hospital Universitário da Ufac
  • Criação de uma moradia estudantil para alunos de cidades do interior
  • Debate de política de combate ao assédio moral dentro da universidade.

“De modo geral é isso, tem muita coisa, mas é isso que pedimos. Tentamos negociar com o governo federal em março do ano passado, por meio de mesas gerais de negociações com todo o funcionalismo público. A gente vem nesse processo de dialogar com o governo federal desde março do ano passado”, lamentou.