Cruzeiro do Sul, Acre 11 de março de 2026 04:26

Secretária adjunta executiva é exonerada da Saúde do Acre

O governo do Acre exonerou mais uma servidora da Secretaria de Estado de Saúde do Acre (Sesacre). Nesta segunda-feira (18), Muana da Costa Araújo deixou o cargo de secretária adjunta executiva da pasta. A exoneração foi publicada no Diário Oficial do Estado (DOE).

Muana estava no cargo desde 13 de julho de 2021. O decreto tem efeito desde o dia 19 de julho e não especifica o motivo da saída.

A reportagem entrou em contato com a ex-secretária adjunta executiva e aguarda retorno.

Muana é natural de Cruzeiro do Sul, no interior do Acre, bióloga de formação, e também atuou na Diretoria Administrativa da Sesacre entre 2020 e 2021. Além disso, ela é entomóloga e especialista em processos educacionais em saúde.

Em junho do ano passado, Muana assumiu interinamente como secretária de Saúde do Acre após a saída de Alysson Bestene.

Mortes de crianças

No último dia 11, a secretária adjunta de Assistência à Saúde da Sesacre, Adriana Lobão, deixou a pasta após um ano no cargo. A exoneração, a pedido, foi publicada também no DOE. Em maio, Adriana Lobão recebeu um áudio da diretora do Pronto-Socorro de Rio Branco, Dora Vitorino, alertando sobre a falta de leitos pediátricos na unidade de saúde.

g1 confirmou, na época, que o áudio tinha sido gravado dias antes de a Saúde abrir novos leitos no Pronto-Socorro. Nele, Dora relatava que estavam chegando crianças para serem intubadas e que não tem onde colocá-las. Além disso, pede celeridade na abertura dos leitos e diz que não sabe mais o que fazer, inclusive, descreveu a situação das equipes médicas em não conseguir atender a demanda.

A mensagem circulou nas redes sociais em meio à morte de crianças por síndromes respiratórias e denúncias de falta de estrutura nos hospitais para atender esse público. O estado contabiliza 12 mortes de crianças com doenças respiratórias.

Após as denúncias, o Conselho Regional de Medicina do Acre (CRM-AC) fez uma fiscalização no pronto-socorrro da capital. Uma das principais irregularidades encontradas, segundo o conselho, foi com relação ao local de atendimento da pediatria, que não há um consultório e, por isso, as crianças são atendidas no corredor da unidade.

A 1ª Promotoria de Justiça Especializada de Defesa da Saúde, do Ministério Público do Acre, apura se houve omissão no atendimento a crianças e a disponibilidade de leitos de pediatria, medicamentos e insumos da rede pública estadual, destinados ao atendimento de crianças acometidas de vírus respiratórios.