Em Cruzeiro do Sul e região, os índices de suicídio têm crescido consideravelmente
O Setembro Amarelo marca a campanha de conscientização sobre a prevenção do suicídio. Durante todo o mês, a iniciativa tem como objetivo chamar a atenção para a importância de discutir e promover ações a respeito do suicídio.
Nesse sentido, em sua nona edição, o tema é “Se precisar, peça ajuda!”. Vale ressaltar que a campanha é realizada durante todo o mês de setembro, mas o Dia Mundial de Prevenção ao Suicídio é celebrado no dia 10/09 e endossado pela Organização Mundial da Saúde (OMS).
Segundo a OMS, são registrados mais de 700 mil suicídios em todo o mundo. Mas também informa que existem episódios subnotificados, o que pode chegar a mais de 1 milhão de casos. No Brasil, a estimativa é de 14 mil casos por ano, o que leva em média trinta e oito pessoas cometem suicídio por dia. Entre 2010 e 2019, o país registrou em torno de 112.230 mil mortes por suicídio.
Em Cruzeiro do Sul e região, os índices de suicídio têm crescido consideravelmente.
Confira os dados:
Em Cruzeiro do Sul foram registrados 9 casos esse ano, sendo:
1 em Janeiro;
2 em abril;
1 em maio;
1 em julho;
3 em agosto;
1 em setembro.
Em Feijó foram 2 casos:
1 em abril e outro em junho.
Mâncio Lima 02
1 em janeiro e outro agosto.
Tarauacá 03
1 Fevereiro;
1 Março;
1 Agosto.
Ageu Ferrai, coordenador municipal de Saúde Mental e neuropsicólogo, revela sua preocupação com o tema.
“Iniciamos no dia 4, segunda-feira, um trabalho de alinhamento do fluxo de atendimento a pessoas com ideação suicida. Este alinhamento envolveu órgãos como o Ciospe e o SAMU, criando um procedimento eficaz para direcionar essas pessoas para a rede de apoio, onde receberão os cuidados necessários”, afirmou.

Ferrai expressou sua preocupação especial com os casos que envolvem adolescentes. “Infelizmente, temos observado que os últimos casos registrados são de jovens. A adolescência já é uma fase emocionalmente desafiadora e hoje a tecnologia desempenha um papel importante na vida dos adolescentes. Eles estão mais envolvidos na internet, onde as informações circulam rapidamente. Recomendo que os pais estejam cientes do que seus filhos estão vendo na internet, quais vídeos estão assistindo e o que os motiva a passar cada vez mais tempo online”, concluiu.