A rebelião que aconteceu no começo da noite da última segunda-feira (2) no presídio de Cruzeiro do Sul deixou um rastro de caos e um saldo de 35 detentos feridos, celas completamente destruídas e um mistério mantido a sete chaves no ar pelos detentos. Qual terá sido a principal e real motivação da revolta que causou tanta destruição? É isso que a direção do presídio Manoel Neri está tentando descobrir. Enquanto as investigações estão sendo feitas uma obra está acontecendo no local com a finalidade de revitalizar o local destruído por seus 400 “moradores”.
O Diretor Elves Barros salientou o cuidado que está sendo tomado nas investigações para que tudo seja esclarecido o quanto antes.

“Por enquanto toda e qualquer visita está suspensa. Esses presos não estão recebendo visitas intimas e muito menos a visita social que acontece no final de semana. Não temos como receber pessoas de fora para cá. Passamos os últimos dias limpando entulhos, sujeira e metal do lugar. As celas de número 7 e 8 foram destruídas durante o motim”, conta o gestor.
“A motivação realmente continua sendo um grande mistério e não existe qualquer fundamento. Passamos três dias ouvindo algumas pessoas e há alegações a respeito da qualidade da comida. A comida que é servida pra eles é excelente, houve uma fiscalização aqui por alguns juízes e constataram que definitivamente não foi por causa da suposta má alimentação”, disse Elves Barros.
