Cruzeiro do Sul, Acre 21 de maio de 2026 01:11

Professores da rede municipal não aceitam proposta e greve continua em Cruzeiro do Sul

Durante Assembleia Geral, realizada na última terça-feira, os profissionais da educação da rede municipal de Cruzeiro do Sul, não aceitaram a proposta de reajuste salarial

Durante Assembleia Geral, realizada na tarde da última terça-feira (20), os profissionais da educação da rede municipal de Cruzeiro do Sul, não aceitaram a proposta de reajuste salarial encaminhada pela Gestão e a greve, continua. A principal reivindicação da categoria é o reajuste de 14,9% referente ao novo piso salarial anunciado pelo Ministério da Educação no início deste ano.

A paralisação já se estende por mais de 20 dias no município.

Conforme o presidente do Sinteac, Pedro Lima, a proposta feita pela prefeitura, não inclui os servidores de apoio administrativo e não oferece o pagamento do piso salarial aos professores provisórios, na sua integridade. Segundo Lima, seria o pagamento integral do reajuste de R$ 14,95 aos professores efetivos e temporários para o mês de agosto. “A diferença que nós temos, é que, esse valor para os professores permanentes é calculado em cima do atual piso, de R$ 1.884. Mas, para os professores provisórios seria calculado em cima do atual salário, de R$ 2.100”, explica.

Foto: Cedida

O segundo ponto, é que a gestão municipal já encaminhou para a Câmara Municipal o PL que legaliza o PCCR. A gestão também se compromete a voltar a discutir do mês de setembro a forma de pagamento do retroativo do reajuste do piso nacional para os educadores, tanto permanente, quanto aos provisórios. Já no último ponto, seria a criação de uma comissão permanente para tratar de forma continuada de ajustes no plano de educação para que possa, assim, viabilizar as condições de pagamento de reajustes futuros para toda a categoria.

As propostas debatidas na Assembleia foram:

• Para o efetivo, o pagamento integral dos 14, 95 para Agosto.
• O provisório, reajuste de 14,95 de aumento em cima do salário do atual concurso (R$ 2.100) para pagamento integral em Agosto.
• Para o apoio, não oferecem, declaram que não podem oferecer proposta e não cumprir.
• Formação de equipe de comissão para acompanhar de perto os interesses da categoria.

A greve da categoria iniciou no dia 1⁰ deste mês de junho e segue liderada por seu Sindicato que faz a defesa dos ganhos para todos os profissionais da referida rede de ensino.