Cruzeiro do Sul, Acre 15 de maio de 2026 16:43

Presos envolvidos em rebelião do presídio de segurança máxima no Acre são transferidos em avião da PF

Presos envolvidos na rebelião que ocorreu no presídio de segurança máxima Antônio Amaro, em Rio Branco, em julho deste ano, estão sendo transferidos do Acre em uma operação das forças de segurança. Um avião da Polícia Federal chegou na capital acreana na terça-feira (26) para fazer o transporte dos detentos para outro estado. A informação foi confirmada ao g1pela Secretaria de Segurança Púbica do Acre (Sejusp), que deve dar mais detalhes em coletiva ainda nesta quarta.

A operação ainda está em andamento desde a madrugada desta quarta-feira (27). Ainda não foi divulgado o número total de presos que vão ser transferidos e nem para qual estado.

Investigações após rebelião

Já se passaram dois meses da rebelião no presídio Antônio Amaro, que resultou na morte de cinco detentos e a Polícia Civil ainda não concluiu as investigações. Ainda não se sabe como os presos tiveram acesso às armas, a real intenção deles e nem como eles conseguiram tomar os pavilhões do presídio de segurança máxima da capital acreana.

O prazo inicial das investigações era de 30 dias.

Nessa terça (26), o Iapen informou que ainda não foram concluídos os inquéritos. O delegado responsável pelo caso, Roberth Alencar afirmou que as investigações estão avançando e que o novo prazo é de 60 dias. “É uma investigação muito complexa, porque envolve uma instituição pública. Não é uma fato passional que já se sabe quem é o autor”, afirmou.

Sem dar mais detalhes, o governo do Acre informou que já foi notificado pelo Ministério Público do Acre (MP-AC) e que dentro do prazo estabelecido pelo órgão vai se posicionar.

Imagens mostram momento em que presos saem das celas e rendem outro detento e policial penal — Foto: Reprodução

Na rebelião, cinco presos foram mortos por membros de uma facção rival – três deles foram decapitados. Toda a dinâmica e motivação devem ser esclarecidas nos inquéritos abertos pela Polícia Civil.