Uma nova onda polar chega ao Acre nesta quarta-feira, 23, e deve mudar as condições do tempo em boa parte do estado. Segundo o pesquisador meteorológico Davi Friale, o fenômeno terá fraca intensidade e não deve provocar friagem, mas o choque com o ar quente e úmido presente na região pode favorecer chuvas intensas, ventanias e raios.
De acordo com a previsão, os efeitos devem ser mais perceptíveis em Rio Branco, Brasileia e nos demais municípios do leste e sul do Acre, onde o calor deve diminuir e as temperaturas ficarão mais amenas. Na manhã de quinta-feira, 24, as mínimas nessas áreas devem variar entre 18°C e 21°C.
Friale afirma que esta será a 13ª onda polar registrada no Acre em 2026. A chegada do sistema ocorre no início da primavera, que começa após o encerramento do inverno nesta terça-feira, 22.
Possibilidade de temporais
O encontro da massa de ar polar com o ar quente e úmido que permanece sobre a região poderá provocar chuva forte em diferentes pontos do estado.
A previsão indica maior possibilidade de temporais principalmente em municípios do centro do Acre e do Vale do Juruá, com ocorrência de chuvas intensas acompanhadas de ventanias e descargas elétricas.
O cenário pode provocar transtornos, como alagamento de ruas, transbordamento de pequenos córregos e queda de galhos e árvores, além do risco associado aos raios.
Na segunda-feira, 21, Rio Branco já registrou ventos fortes, com rajadas de 60,1 km/h, segundo dados da estação meteorológica oficial.
Setembro já supera média de chuva
A chegada da nova onda polar ocorre em um mês que já apresenta volume de chuva acima da média em Rio Branco. Conforme os dados do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) citados por Friale, até as 14h desta terça-feira, 22, foram acumulados 125 milímetros de chuva na capital.
O volume representa 33,5% acima da média histórica para setembro, que é de 93,6 milímetros.
Inverno terminou com chuva acima da média
O inverno, encerrado nesta terça-feira, também apresentou um volume de chuva superior ao esperado. De acordo com Friale, o período acumulou 283,6 milímetros entre junho, julho, agosto e setembro, considerando os registros até o dia 22.
O acumulado ficou 26,8% acima da média de 223,6 milímetros considerada para o período, incluindo setembro completo.
O pesquisador também destacou a umidade relativa mínima do ar. Em setembro, até o momento, o menor índice registrado foi de 30%, no dia 1º. Segundo ele, nos anos anteriores os índices ficaram abaixo de 25%, chegando a 19% em 2025.