Cruzeiro do Sul, Acre 22 de julho de 2026 16:25

No Senado dos EUA, Greer diz que desmatamento deu “vantagem” ao Brasil

O chefe do Escritório do Representante Comercial dos Estados Unidos (USTR), Jamieson Greer, participou de uma sessão do comitê de finanças do Senado americano nesta quarta-feira (22/7) que debateu o novo tarifaço de Donald Trump, onde alegou que o desmatamento florestal do Brasil da aos agricultores brasileiros uma “vantagem” competitiva sobre os americanos.

O USTR foi o órgão responsável pela investigação dos EUA que resultou tarifas de 25% a produtos brasileiros e diversos outros países, que entrou em vigor nesta quarta.

O governo dos EUA justificou as tarifas extras contra o Brasil a partir de uma investigação baseada na Seção 301 da Lei de Comércio de 1974, que concluiu que o Brasil adota “práticas comerciais desleais”, citando o Pix e o desmatamento florestal.

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), no mês passado, rebateu as acusações do governo americano sobre o desmatamento e divulgou dados que demonstram a redução nas taxas de desmatamento na Amazônia e no Cerrado brasileiro. O governo brasileiro também negou que o Pix seja uma vantagem desleal contra empresas americanas, como citado na investigação do USTR.

Diversos membros da comissão questionaram a efetividade da política comercial de Trump. O senador democrata Michael Bennet a Greer que a excessividade de tarifas fez com que os EUA perdessem para o Brasil a liderança do comércio global agrícola.

“A realidade é que estamos perdendo a liderança global da agricultura para o Brasil como resultado da falha das políticas de comércio relativas à China. E a punição que eles decidiram fazer, é uma punição contro nossos fazendeiros, e a liderança americana da agricultura. Esse é o resultado dessa política de comércio”, disse Bennet a Greer.