Cruzeiro do Sul, Acre 13 de março de 2026 09:46

Motoristas de Aplicativo da UNIMAAC alertam para o risco do uso de pipas com linhas de cerol e cobram mais fiscalização

Dois casos graves envolvendo o uso de linhas com cerol voltaram a expor o perigo dessa prática ilegal no Acre. Em menos de uma semana, uma mulher perdeu a vida e um motociclista escapou por pouco de uma tragédia semelhante. Ambos os episódios reacenderam os debates nas redes sociais para o uso das linhas cortantes, proibidas pela Lei Estadual nº 4.394, de 2024, que veta a fabricação, comercialização e utilização desses materiais no estado.

O caso mais recente ocorreu na tarde deste sábado, 19, em Cruzeiro do Sul. Jéssica Santos, 33 anos, bióloga e esposa de um policial militar, trafegava de moto por uma ladeira no bairro João Alves quando foi atingida no pescoço por uma linha com cerol.

A vítima não resistiu ao corte profundo e morreu antes de receber atendimento médico. O Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) foi acionado, mas apenas pôde constatar o óbito. A Polícia Militar isolou a área e acionou o Instituto Médico Legal (IML).

Três dias antes, na quarta-feira, 16, um motociclista foi ferido no pescoço ao ser atingido também por uma linha com cerol no município de Epitaciolândia, interior do Acre. Ele retornava do trabalho com o pai, no bairro Aeroporto, quando foi surpreendido pela linha cortante. Segundo relatos, ele conseguiu desviar instintivamente com a mão e parar a moto, o que evitou ferimentos ainda mais graves. Uma imagem do ferimento circulou em grupos de redes sociais e chamou atenção pela gravidade.

Preocupada com esse tipo de situação, a UNIMAAC (União dos Motoristas de Aplicativos do Estado do Acre), lançou uma nota alertando para os riscos de pipa com utilização de linha com cerol. E também pedindo mais fiscalização dos setores competentes.

Nota

“Uma arma nunca deixa de oferecer risco a terceiros, e como se desse uma arma para uma pessoa que não tem porte pra atirar em local distante, não deixa de ser um crime.

Nós da unimaac somos contra o uso de pipas na cidade, ou em pontos como dizem apropriados, pois quando uma pipa corta a outra, ela percorre grandes distâncias até km para tocar o solo ,mas sua linha dependendo da situação vai causando estragos, pois ela vai sim tocando o solo, causando curto circuito nas afiações e degolando pessoas também cortando tudo que passa em sua frente….até quando as autoridades vão ficar apoiando essa prática criminosa? Deixando pessoas em luto? Uma pipa não vale mais que uma vida , uma vida e preciosa, não tem preço…

Os motoqueiros principalmente que trabalham na rua pedem socorro”…..

Unimaac
Paulo farias,Rio Branco
Renarisson, cruzeiro do sul
Acre