Diferente de outros anos, o Rio Juruá mesmo no período de chuva, em 2023, ainda não alcançou a cota de transbordamento que é de 13 metros, porém na última semana ultrapassou os 12 metros, invadindo quintais em ao menos quatro bairros.
O bairro Lagoa, no centro cidade, é um dos mais afetados. Dezenas de famílias para sair de casa precisam colocar o pé na água. A canoa nesse período acaba sendo primordial. A dona de casa Maria Deli Buções, de 62 anos, mora no bairro Lagoa há 4 décadas. Ela contou das dificuldades.
“Todo ano é uma luta. A gente perde quase tudo. Eu já perdi três guarda-roupas. Se a gente decide sair, quebra tudo carregando as coisas. Se ficar, tem que suspender os móveis, é outro problema. A água pode subir rápido e não dar tempo fazer nada”, contou dona Maria Delí.
Morando em um bairro alagadiço a mais de 40 anos ela já conhece muito bem o sobe-e-desce das águas, e é por isso que ela acredita que a água irá recuar nesse momento, voltando com mais força nos próximos meses.
“Não vai encher muito não. Esse é o primeiro repiquete. Ele vai vazar e aí depois enche de novo. Vamos pedir a Deus que não suba muito”, finalizou.