A movimentação começou cedo no Cartório Eleitoral da 4ª Zona. Os mesários e secretários de seções começam a chegar as 3:30 da manhã no cartório de cruzeiro do Sul. Os voluntários serão os responsáveis pelas seções que ficam em locais de difícil acesso nos cinco municípios da região do Juruá.
Para quem aceitou o desafio, o retorno para casa está marcado só para o dia 3 de outubro, na bagagem, além da urna, outros itens não podem faltar. “Nós a carne em conserva, calabresa, sardinha, macarrão e, carne de sol e outros itens, mas o que não pode faltar é o repelente e o incenso”, contou a servidora pública Celene Souza.

Na primeira etapa, o envio foi feito às comunidades indígenas e de difícil acesso dos municípios de Porto Walter e Marechal Thaumaturgo no alto Juruá. o cartório eleitoral da 4ª Zona contou com o apoio logístico da Força Aérea Brasileira, onde em alguns lugares só é possível chegar de helicóptero ou avião.
Agora foi a vez de atender as comunidades que ficam as margens dos rios e igarapés da região. Demétrios Nascimento, tinha como destino a comunidade Periquitos, que fica no rio Liberdade, ele teve que percorrer mais de 80km pela Br-364 até a ponte do Rio Liberdade, de lá foram mais de5 horas de barco até o destino.

“Nós chegamos no cartório antes das 4 horas da madrugada para poder organizar tudo direitinho e não esquecer nada. Tem que fazer tudo certinho para termos uma eleição tranquila”, disse.
Já para Solange Andrade a viagem foi mais cansativa. Do Porto do município de Rodrigues Alves, ela viajou cerca de 10 horas, em uma canoa pequena, até chegar à comunidade do Igarapé Cumprido, afluente do Rio Juruá-Mirim.
“A gente vai pelo rio Juruá, depois entra no Mirim, depois entramos no igarapé Cumprido até a comunidade Periquitos. Uma viagem difícil e cansativa”, enfatizou a professora que trabalha nas eleições como voluntário.
