Cruzeiro do Sul, Acre 19 de outubro de 2026 16:21

Mãe de bebê desaparecida no Acre tem prisão preventiva decretada

A investigação sobre o desaparecimento de uma bebê de 9 meses em Manoel Urbano, no interior do Acre, teve um novo desdobramento com a conversão da prisão temporária da mãe em preventiva. A medida foi cumprida na última quinta-feira (15), no Complexo Prisional de Rio Branco, com apoio da Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP).

De acordo como  g1 Acre, a decisão ocorreu após a conclusão do inquérito policial, conforme informou o delegado Odilon Neto. A mãe é investigada por abandono de incapaz. O irmão dela, tio da menina e suspeito de ter levado a criança para uma região de mata, também continua preso preventivamente.

Mesmo com as prisões, o paradeiro da bebê permanece desconhecido. As buscas na floresta foram encerradas em 29 de setembro, depois de cinco dias de trabalhos que envolveram equipes de resgate e equipamentos como drones. O fim da operação, porém, não encerrou a investigação sobre o caso.

A criança desapareceu em 23 de setembro. Conforme o relato apresentado pela mãe à Polícia Civil, ela havia deixado a filha em uma chácara e saído para a cidade na companhia de um familiar. Quando voltou, disse ter percebido que o irmão havia saído com a menina em direção a uma área de mata.

A comunicação do desaparecimento às autoridades ocorreu no dia 24. O tio foi preso no dia seguinte, enquanto a mãe foi detida em 27 de setembro. Os nomes dos dois não foram divulgados, o que também impediu a identificação de suas defesas.

O encerramento das buscas provocou uma nova cobrança do Ministério Público do Acre (MP-AC). O órgão solicitou esclarecimentos aos responsáveis pela operação para saber quais providências haviam sido tomadas diante de uma decisão judicial que determinava a continuidade das diligências.

A Justiça também estabeleceu medidas para proteger os outros dois filhos da mulher, de 2 e 6 anos. A determinação prevê o acompanhamento da situação familiar pela rede de proteção, com atenção às condições de segurança, aos cuidados oferecidos e à garantia dos direitos das crianças.

Na área criminal, a Polícia Civil informou que trabalha com diferentes possibilidades para esclarecer o desaparecimento e não descarta a hipótese de violência sexual. Em coletiva realizada em 28 de setembro, o secretário de Segurança Pública do Acre, coronel José Américo Gaia, afirmou que as equipes consideravam a possibilidade de a menina não estar mais viva, levando em conta o período sem notícias e a pouca idade da criança.

O delegado-geral da Polícia Civil, Pedro Paulo Buzolin, também declarou que não havia informações que indicassem o envolvimento do pai no desaparecimento.