O presidente Luiz Inácio Lula da Silva participou na tarde desta terça-feira (16) da chamada “foto de família”, momento que reúne todos os chefes de governo que participam da cúpula do G7, em Évian-les-Bains, na França.Nas imagens disponibilizadas por agências internacionais, Lula não tem qualquer tipo de interação com o americano Donald Trump, tanto durante o posicionamento dos líderes para a fotografia quanto após o registro da imagem.
Ainda sobre a foto, Lula conversou nesses momentos mais demoradamente com o presidente do Conselho Europeu, Antônio Costa, e também com a chefe da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen.
Logo após a foto, todos os presentes participaram de uma reunião de trabalho, sobre cooperação internacional para o desenvolvimento. Lula então discursou, com diversas frases que pareceram críticas a Donald Trump, também presente no encontro.
Disse, por exemplo, que combate ao crime organizado precisa ser feito com respeito à soberania dos Estados. Também, em um contexto de guerra tarifária dos Estados Unidos, criticou o protecionismo e o unilateralismo. E também atacou as guerras.
“Outros temas, como o combate aos crimes transnacionais, também devem fazer parte da agenda de desenvolvimento. Um deles, é o desafio do crime organizado, que aterroriza comunidades e desvia recursos públicos que deveriam ser direcionados para a construção de escolas, hospitais e estradas. Esse esforço deve levar em conta do respeito à soberania dos Estados”, afirmou.
O governo Trump designou recentemente o Comando Vermelho e o Primeiro Comando da Capital como organizações terroristas, abrindo espaço para intervenções econômicas contra o Brasil e, em um caso mais extremo, de uma ação militar.
“O neoliberalismo agravou a desigualdade econômica e a crise política que hoje assolam as democracias. Agora, o protecionismo e o unilateralismo ressurgem como respostas falaciosas para a complexidade dos nossos problemas”, afirmou, em outro momento.
No mês passado, o Brasil foi alvo de duas novas tarifas. Uma delas relacionada à uma ampla investigação de práticas comerciais apontadas como desleais, que levou à possibilidade de aplicação de uma tarifa extra de 25%.
Além disso, o Brasil, outros 59 países e a União Europeia foram alvos de uma outra tarifa, de 12,5%, por importar produtos fruto de trabalho escravo.