Cruzeiro do Sul, Acre 21 de outubro de 2026 16:41

Ligação de emergência auxilia no resgate de mulheres vítimas de violência no Acre; veja como denunciar

Em uma situação de violência contra a mulher, é necessário saber a quem recorrer de imediato. Nesses casos, cada informação pode ajudar a equipe policial a compreender a situação e a definir a melhor forma de agir.

🚨 Os chamados de emergência e as informações importantes para o atendimento das ocorrências são recebidos no Centro de Operações da Polícia Militar (Copom). Em situação de perigo imediato, a orientação é acionar o 190. Já para busca de informações, orientações e registar denúncias, pode ser utilizado o 180.

Segundo o coordenador do Copom, capitão da Polícia Militar (PM-AC) Nilton Amorim, a depender do procedimento adotado, enquanto o atendente continua a fazer perguntas à vítima, uma equipe policial já pode estar a caminho do local onde ela se encontra.

“Essa ocorrência é prioritária no nosso sistema e também na política da Polícia Militar. Nós nos preocupamos com o atendimento desse tipo de ocorrência e também essa é uma política nacional. Então, quando se liga para o 190 necessitando do apoio da Polícia Militar, nós temos a prioridade de enviar esse tipo de ocorrência”, disse.

Ligação de emergência auxilia no resgate de mulheres vítimas de violência no Acre — Foto: Nino Caré/Pexels
Ligação de emergência auxilia no resgate de mulheres vítimas de violência no Acre — Foto: Nino Caré/Pexels

De acordo com o capitão da PM, a solicitação de informações ajuda a polícia a entender a dinâmica e a gravidade da situação para que, assim, seja decidido quais recursos devem ser encaminhados para o atendimento.

“De repente, tem cárcere privado que é necessário levar outros tipos de equipamentos, outros tipos de planejamento. Até mesmo uma localidade, pode ser uma localidade isolada, é necessário até pensar em outro recurso, como um helicóptero, um barco ou um quadriciclo. Então, todas essas perguntas, elas não impedem o envio do recurso, mas sim a melhor forma de planejarmos e enviar o recurso de maneira mais célere”, afirmou.

➡️ Em uma situação de emergência, informar o endereço ou um ponto de referência, explicar o que está acontecendo e dizer se há feridos ou armas envolvidas, pode ajudar a direcionar o atendimento.

Conforme a analista criminal, sargento Nayara Araújo, sempre que possível, e sem aumentar os riscos, é importante que a mulher responda às perguntas do profissional e siga as orientações recebidas.

Segundo ela, a denúncia pode ser feita também por uma pessoa que presencia a agressão, ou que sabe que outra mulher está em situação de risco. A analista reforça que não é necessário ser a vítima para pedir ajuda diante de uma emergência.

“Muitas vezes o vizinho tem conhecimento de que a pessoa, a mulher, está sofrendo violência doméstica, um parente tem conhecimento de algum fato que esteja acontecendo. A grande maioria dos crimes são de ação pública incondicionada à representação, então não precisa ser a vítima, pode ser alguém que esteja fora dessa situação. Isso é muito importante porque pode fazer a diferença em relação à manutenção da integridade física daquela mulher e da vida dela”, detalhou.

Patrulha Maria da Penha faz policiamente especializado em casos de violência doméstica — Foto: Asscom/TJ-AC
Patrulha Maria da Penha faz policiamente especializado em casos de violência doméstica — Foto: Asscom/TJ-AC

De acordo com Nayara, a mulher em situação de violência pode buscar ajuda por diferentes canais, conforme a necessidade e a urgência do caso.

“Nós temos o 190, onde você vai só informar o endereço e a viatura mais próxima do local vai ser enviada para atender, para averiguar realmente a situação. E temos também outros meios que podem entrar em contato, como a própria Patrulha Maria da Penha, que é um policiamento especializado nesse tipo de atendimento, que tem todo um cuidado especial em checar, em falar com essa mulher, e tem esse cuidado de não revitimizar e fazer um atendimento especializado realmente para aquilo”, detalhou.

A PM do Acre disponibiliza os seguintes números para denunciar casos de violência contra a mulher:

  • (68) 99609-3901
  • (68) 99611-3224
  • (68) 99610-4372
  • (68) 99614-2935

 

Veja outras formas de denunciar:

  • Polícia Militar – 190: quando a criança está correndo risco imediato;
  • Samu – 192: para pedidos de socorro urgentes;
  • Delegacias especializadas no atendimento de crianças ou de mulheres;
  • Qualquer delegacia de polícia;
  • Secretaria de Estado da Mulher (Semulher): recebe denúncias de violações de direitos da mulher no Acre. Telefone: (68) 99930-0420. Endereço: Travessa João XXIII, 1137, Village Wilde Maciel.
  • Disque 100: recebe denúncias de violações de direitos humanos. A denúncia é anônima e pode ser feita por qualquer pessoa;
  • Profissionais de saúde: médicos, enfermeiros, psicólogos, entre outros, precisam fazer notificação compulsória em casos de suspeita de violência. Essa notificação é encaminhada aos conselhos tutelares e polícia;
  • WhatsApp do Ministério da Mulher, Família e Direitos Humanos: (61) 99656- 5008;
  • Ministério Público;
  • Videochamada em Língua Brasileira de Sinais (Libras).