Os servidores técnico-administrativos da Universidade Federal do Acre (Ufac) fazem um protesto na manhã desta quinta-feira (14), na entrada da universidade, em Rio Branco, como parte da greve nacional da categoria, que já dura 79 dias.
As aulas seguem normalmente, porém a paralisação afeta serviços de apoio na instituição como setores administrativos, bibliotecas, emissão de documentos e matrículas.
O movimento ocorre em adesão à greve coordenada pela Federação de Sindicatos de Trabalhadores Técnico-Administrativos em Instituições de Ensino Superior Públicas do Brasil (Fasubra), anunciada em fevereiro deste ano, e cobra o cumprimento integral do acordo firmado com o governo federal em 2024.
De acordo com levantamento divulgado pelo g1 no último dia 23 de abril, a greve dos técnicos-administrativos atingia ao menos 44 universidades federais no país.
Na Ufac, além das pautas nacionais, os servidores também reivindicam o avanço de demandas internas consideradas pendentes pela categoria.
Entre os pedidos estão a implementação do Reconhecimento de Saberes e Competências (RSC), mecanismo voltado à valorização da qualificação profissional dos servidores; a racionalização de cargos extintos; o reposicionamento de aposentados; além da defesa da jornada de 30 horas.

Integrante do comando de greve, o técnico-administrativo Alexandro Vaz afirmou que a categoria cobra apenas o cumprimento do que já havia sido acordado anteriormente.
“Hoje já faz 79 dias de greve e até agora o que tivemos foi mesa de conversa. Tentamos nos reunir com o governo, mas só tem protelado. Em momento nenhum chegou e bateu o martelo. O que estamos reivindicando aqui não é nada de novo, só queremos que o governo cumpra um acordo que foi feito em 2024 e que cumpriu apenas metade”, disse.
O protesto também trouxe impactos na rotina de estudantes. Com restrições de acesso em alguns pontos da universidade durante a mobilização, alunos precisam mudar a rotina de deslocamento. Victor Gabriel, estudante de química, relatou dificuldades para chegar até o bloco do curso.
“Eu normalmente entro com a moto e vou até o bloco, e hoje vou precisar ir andando. Dependendo do bloco fica muito distante. O meu é o primeiro, só que quem estuda mais lá para trás fica prejudicado porque ninguém entra”, afirmou.

Ainda entre as reinvindicações estão:
- Revisão da Resolução Consad 27/2023;
- Implantação de uma política de combate ao assédio moral e sexual dentro da universidade;
- Criação de normas internas para relotação e redução de carga horária de servidores com deficiência;
- Recomposição do quadro de técnicos-administrativos no Colégio de Aplicação (CAP);
- Implementação de políticas permanentes de assistência psicológica aos servidores.
Outras pautas também incluem a implantação do Programa de Gestão de Desempenho (PGD), melhoria das condições de trabalho em laboratórios, oferta de capacitações permanentes, criação de cotas para técnicos-administrativos em cursos de pós-graduação e ampliação da estrutura da Capsi, setor de atendimento psicológico da universidade.