Um motorista da Polícia Civil de Goiás, identificado como João Lourenço de Oliveira, de 64 anos, foi morto pelo filho, Flávio Lourenço de Oliveira, na capital goiana. Em depoimento, o suspeito confessou o crime e disse que agiu por “ganância”, mas que está arrependido.
O motorista estava desaparecido desde sábado (13/6) e o corpo dele foi localizado nessa segunda-feira (15/6), após o filho indicar o local, segundo a Polícia Civil. De acordo com a investigação, João Lourenço foi morto com um tiro na cabeça, disparado por Flávio. A principal motivação apontada pela polícia seria o roubo e venda da caminhonete da vítima.
Após matar o pai, Flávio contou ter enrolado o corpo em lençóis, tapetes e toalhas, arrastou-o até a caminhonete e o abandonou em uma área de mata. Além do filho, cinco pessoas foram presas pelo crime, sendo quatro homens e uma mulher.
Pai morto a tiros
Em depoimento, Flávio contou como agiu no dia do crime após ir armado até a casa do pai. O homem contou que teve um desentendimento com João Lourenço, motivado por questões financeiras, e “sem pensar” atirou na cabeça do homem após o atrito.
Na casa de Flávio, os policiais encontraram o celular da vítima quebrado e vestígios de sangue. Também foram levados um notebook, cartões bancários e a caminhonete de João. O veículo, avaliado em R$ 90 mil, teria sido repassado por R$ 50 mil.
As investigações apontam a participação de cada um dos presos: um homem teria alugado a arma utilizada no crime e participado da ação. Outras três pessoas são suspeitas de receptação da caminhonete, enquanto uma sexta pessoa é investigada por supostamente tentar esconder o comparsa, o que configura favorecimento pessoal.