A empresa MSM Industrial LTDA, que pertence ao empresário Jarbas Soster enviou um ofício ao Dnit (Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes), comunicando a intenção de se retirar do serviço de recuperação da BR 364. Avisou inclusive que pretende desmobilizar a estrutura e retirar as máquinas do local. De acordo com a empresa, apesar de haver um contrato em vigor, o governo não disponibilizou recursos para pagar o serviço.
Na semana passada um áudio do empresário Waldomiro Sóster, pai de Jarbas, esclareceu: “parabéns que vocês foram olhar lá, mas semana que vem o outro dinheiro já acaba. Já não tem mais dinheiro. Se não vier dinheiro acabou. Já para de novo. Os 30 milhões que veio já tá acabando (Sic)”, alertou.
Nesta segunda-feira, o empresário Jarbas Soster, postou em sua página no Facebook, o que chamou de “uma das dezenas de erosões” na BR.
A empresa MSM foi a que ganhou o trecho em discussão. A parte entre Rio Branco e Sena Madureira está sob a responsabilidade do BEC, Batalhão de Engenharia e Construção.
Na sessão desta terça-feira (10), o deputado de Feijó, Marcus Cavalcante (PDT), alertou que o trecho da BR entre a Comunidade do Massupira e o Rio Jurupari, localizados entre Manoel Urbano e Feijó, está intrafegável e corre o risco de fechar. O trecho em questão tem uma extensão de 30 km, segundo o parlamentar: “que o Dnit acione a empresa que ganhou a licitação daquela área”, pediu. De acordo com informações, em alguns trechos só passa um veículo por vez.
O Dnit no Acre não respondeu aos questionamentos e repassou o contato da assessoria de imprensa do órgão em Brasília. A responsável que está de férias, informou um e-mail disponibilizado para a imprensa, que ficou sem resposta até o fechamento da matéria.
Os moradores do Vale do Juruá temem voltar ao isolamento, principalmente com os altos preços dos produtos e do frete, que deve encarecer ainda mais se os caminhões precisarem levar dias ou semanas além, para vencer a distância com a capital Rio Branco. O problema atinge diretamente os municípios de Manoel Urbano, Feijó, Tarauacá, Cruzeiro do Sul, Mâncio Lima e Rodrigues Alves. Todos os que dependem da estrada para receber produtos e até combustível.
O impasse está gerado- a população precisa da estrada; a empresa, do dinheiro para trabalhar, e o Dnit de segurança que o serviço será feito a contento. No ano passado a empresa MSM Industrial LTDA foi acusada de não honrar o contrato de obras e passou por um procedimento administrativo por atrasos no cronograma de serviços entre Sena Madureira e Feijó.
“A empresa foi várias vezes acionada para retomada dos serviços e adequação do ritmo de obra, sendo alertada das consequências dos mesmos não ocorrerem de acordo com o cronograma previamente acordado, aproveitando a janela climática da região”.