Nesta segunda-feira, 22, foi oficializada a parceria entre o Complexo Penitenciário do Juruá e a Federação das Indústrias do Acre, representada por três malharias de Cruzeiro do Sul. O objetivo é oferecer qualificação profissional às reeducandas, proporcionando conhecimento técnico e específico para que possam conseguir emprego após deixarem a unidade prisional.
As participantes do programa receberão uma quantia em dinheiro que poderá ser utilizada para a alimentação de seus filhos, familiares e para a compra de materiais pessoais. Nove reeducandas, que concluíram o curso de costura em parceria com o SENAI, irão trabalhar na confecção do fardamento escolar.
As mulheres serão organizadas em grupos de três e cada equipe ficará responsável por uma empresa/malharia. A parceria tem previsão de durar 90 dias, podendo ser prorrogada por mais 90. Serão disponibilizadas 500 peças de cada empresa para serem confeccionadas por cada grupo, totalizando cerca de 1500 peças. Caso os trabalhos sejam concluídos antes do esperado, as malharias poderão repassar mais peças aos grupos de trabalho.
As detentas trabalharão 8 horas diárias, de segunda a sexta-feira. Serão pagos R$2,00 por cada peça, sendo que metade desse valor será destinado à família da reeducanda e a outra metade ficará com o presídio, que investirá o recurso na manutenção das máquinas e na melhoria estrutural do prédio destinado à sala de costura.

Ao final do trabalho, as malharias fornecerão às Para a empresária Milta Santos, é satisfatório participar do projeto. “Nós enquanto empresárias estamos abraçando esse trabalho. Não com uma visão empresarial, mas também social. Vamos estar promovendo dignidade para essas mulheres ao saírem daqui e enfrentar a sociedade lá fora”, disse uma carta de recomendação. O trabalho será supervisionado pela profissional Mônica Maria Silva da Costa, que foi a professora cedida no curso oferecido pelo SENAI. A unidade prisional fornecerá a mão de obra e os maquinários. A cada 3 dias de trabalho, elas ganharão 1 dia de remissão, além de remuneração.
As detentas tem a oportunidade de aprender a como ter sua própria renda quando saírem. “Antes eu não trabalhava com nada, agora aprendendo esse novo oficio tenho a oportunidade de conseguir um trabalho lá fora e sustentar minha família”, disse uma das mulheres.
Para a empresária Milta Santos, é satisfatório participar do projeto. “Nós enquanto empresárias estamos abraçando esse trabalho. Não com uma visão empresarial, mas também social. Vamos estar promovendo dignidade para essas mulheres ao saírem daqui e enfrentar a sociedade lá fora”, disse