Cruzeiro do Sul, Acre 16 de outubro de 2026 16:36

Desmatamento cai mais de 20% no Acre, mas estado ainda tem a 5ª maior área devastada da Amazônia Legal

O Acre registrou queda de 22,2% no desmatamento entre agosto de 2025 e julho de 2026, segundo dados divulgados nesta sexta-feira, 16, pelo Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe). A área desmatada no estado passou de 324 km² no período anterior para 252 km², uma redução de 72 km².

Apesar da queda, o Acre teve a quinta maior área desmatada entre os estados da Amazônia Legal no período de 2025/2026. O estado ficou atrás do Pará, que registrou 1.130 km²; Mato Grosso, com 849 km²; Amazonas, com 525 km²; e Roraima, com 286 km².

Os números do Acre acompanham a redução registrada em toda a Amazônia. Entre agosto de 2025 e julho de 2026, o bioma teve 3.335 km² de áreas desmatadas, queda de 41,8% em relação aos 5.731 km² contabilizados no ciclo anterior.

Os dados fazem parte do Programa de Monitoramento dos Biomas Brasileiros (BiomasBR), realizado pelo Inpe por meio do sistema Prodes. Na Amazônia, a série histórica é acompanhada desde 1988.

Acre tem quinta maior área desmatada

Entre os estados amazônicos, a maior redução proporcional foi registrada no Tocantins, com queda de 73,3%, seguido pelo Amapá, com 52,9%.

Roraima foi o único estado da região a apresentar aumento no desmatamento no período, com alta de 0,4%.

Mesmo com a redução de 22,2%, o Acre permaneceu entre os cinco estados com as maiores áreas desmatadas, com 252 km² registrados no ciclo mais recente.

Amazônia tem menor taxa da série histórica

Os 3.335 km² de desmatamento registrados na Amazônia entre agosto de 2025 e julho de 2026 representam o menor índice desde o início da série histórica do Prodes, em 1988.

Até então, o menor resultado havia sido registrado em 2012, quando o desmatamento atingiu 4.571 km².

No período mais recente, o Pará concentrou a maior área desmatada, com 1.130 km², seguido por Mato Grosso, com 849 km², e Amazonas, com 525 km².

De acordo com o Inpe, a estratégia de combate ao desmatamento envolve monitoramento por satélite, fiscalização, ordenamento territorial e incentivo a atividades produtivas sustentáveis.