A Copa do Mundo de 2026, que se encerra neste domingo (19), entrou para a história como a maior de todos os tempos. Apesar de ter proporcionado bons jogos, o torneio também ficou marcado por uma série de polêmicas desde antes da bola rolar.
Disputada nos Estados Unidos, México e Canadá, a competição teve forte influência política. Um dos episódios mais controversos ocorreu ainda antes do início do Mundial, durante o sorteio. Na ocasião, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, recebeu da Fifa um “Prêmio da Paz” pelo suposto papel no encerramento dos conflitos no mundo.
A relação de Trump com a Copa não parou por aí. Durante a competição, o atacante Folarin Balogun, destaque da seleção dos Estados Unidos, foi expulso na partida contra a Bósnia, pela fase de 16-avos de final.
Após a punição, Trump pediu à Fifa que anulasse o cartão vermelho para que o jogador pudesse atuar contra a Bélgica, nas oitavas de final. O pedido foi aceito, e Balogun entrou em campo, mas não conseguiu evitar a eliminação dos norte-americanos diante dos belgas.
A participação do Irã também gerou repercussão. A presença da delegação iraniana nos Estados Unidos foi cercada por restrições e questões diplomáticas, incluindo a exigência de deixar o país logo após o encerramento de seus compromissos e a necessidade de permanecer hospedada no México durante parte da competição.
Outra polêmica envolveu a arbitragem, especialmente em relação à Argentina, finalista do torneio. A seleção foi alvo de críticas por supostas decisões favoráveis, como marcação de faltas consideradas leves sobre Lionel Messi e a anulação de lances importantes dos adversários.
Nas quartas de final, o confronto entre Inglaterra e Noruega também provocou debates. Um gol inglês foi validado, apesar de imagens sugerirem um possível desvio da bola na “cable cam”, estrutura suspensa utilizada para a captação das imagens da transmissão.
O lance levantou questionamentos sobre a regularidade do gol e alimentou as discussões sobre a condução da arbitragem no Mundial.