Cruzeiro do Sul, Acre 19 de março de 2026 10:36

Curso de capacitação contra o Tráfico de Pessoas em Cruzeiro do Sul teve início nesta quarta-feira

A população de Cruzeiro do Sul está sendo convidada para participar do curso de Fortalecimento da Política de Enfrentamento ao Tráfico de Pessoas no Acre, no auditório da Fundação Elias Mansur. O evento, promovido pela Secretaria de Segurança Pública, busca capacitar profissionais e engajar a sociedade civil no combate a um dos crimes mais graves e silenciosos que violam direitos humanos.

O curso deu início nesta quarta-feira, 11, e vai até esta quinta-feira, 12. Das 8h até às 18h. Com uma carga horária de 16h, bem como certificado registrado no Ministério de Justiça de Segurança Pública.

Hany Cruz de Armas, diretora de Políticas Públicas de Segurança, Justiça e Integração Social, diz que é curso que traz uma missão ampla, pois é uma realidade do nosso estado. “Vale ressaltar que é um curso piloto no Brasil, sendo o primeiro estado a realizar esse curso. Já foi realizado em oito municípios”, explica.

“Hoje estamos abordando temas como a política nacional e estadual de enfrentamento, além do núcleo específico do Acre. É fundamental que a população compreenda que o tráfico de pessoas possui cinco principais finalidades: tráfico de órgãos, adoção ilegal, exploração sexual, trabalho escravo e servidão. É um crime que exige atenção de todos para que possamos construir uma rede de proteção eficaz”, afirmou.

Representando o secretário de Segurança Pública, o comandante-geral do Gefron, coronel Assis dos Santos, ressaltou a relevância do tema na região de fronteira. “O Acre é uma rota de migração e, por isso, temos que preparar nossas forças de segurança para identificar, prevenir e encaminhar as vítimas. Recentemente, a Polícia Rodoviária Federal identificou uma família que estava sendo vítima desse crime, o que evidencia a necessidade de capacitações como esta”, disse o coronel.

Lucas Guimarães, coordenador do Núcleo de Enfrentamento ao Tráfico de Pessoas da Secretaria de Estado de Assistência Social e Direitos Humanos, explicou a dinâmica do curso. “Participam forças de segurança, profissionais da assistência social, saúde e educação, tanto do estado quanto do município. As atividades incluem palestras, estudos de caso e trabalhos em grupo, visando promover a identificação e o acolhimento das vítimas. Embora o tráfico de pessoas ainda seja subnotificado no Acre, casos envolvendo trabalho análogo à escravidão e exploração de crianças e adolescentes já foram registrados”, relatou.

O curso reforça a importância da integração entre órgãos públicos e a sociedade civil para combater o tráfico de pessoas e prestar assistência adequada às vítimas, contribuindo para a construção de uma sociedade mais segura e consciente.