O 2º Conselho Tutelar de Cruzeiro do Sul se manifestou sobre a denúncia de suposto abuso sexual de um menino de 11 anos dentro de uma instituição de acolhimento do município. A conselheira tutelar Alderlis Dantas informou que a criança foi transferida para outro abrigo no sábado, 17, após o órgão ser acionado para atender à ocorrência.
Segundo Alderlis, o Conselho Tutelar recebeu o chamado por meio do Centro Integrado de Operações de Segurança Pública (Ciosp). Ao chegar à instituição, os conselheiros encontraram familiares da criança e uma guarnição da Polícia Militar. “Entramos em contato com o responsável pela instituição de acolhimento e, no local, o Conselho Tutelar decidiu retirar a criança daquela instituição e colocá-la em outra, para separar a vítima do suposto violador”, explicou.
Ela ressaltou que o acolhimento institucional é uma medida excepcional e que o desligamento definitivo da criança depende de decisão judicial. Na segunda-feira, 19, o Conselho Tutelar encaminhou o caso à Polícia Civil e ao Ministério Público, por meio da Promotoria de Justiça especializada na defesa dos direitos da criança e do adolescente.
A conselheira destacou que cabe à Polícia Civil investigar a denúncia e adotar os procedimentos necessários para esclarecer o que aconteceu dentro da instituição.
Ela afirmou que o Conselho tem a responsabilidade de fiscalizar as entidades que atendem crianças e adolescentes e garantiu que não haverá tolerância com possíveis omissões.“Jamais compactuaremos com qualquer tipo de omissão ou negligência aos direitos da criança e do adolescente. Muito pelo contrário, nós encorajamos a sociedade a denunciar”, declarou.
O caso está sendo investigado pela Polícia Civil.
O caso
A tia do menino contou que ele morava com o pai em um bairro de Cruzeiro do Sul. Ele detinha a guarda judicial da criança até a última quinta-feira,15. “Até onde eu sei, ligaram da escola para o pai dele, pedindo que fosse buscá-lo ou levasse uma roupa, porque ele teria tomado banho na chuva. O pai disse que poderiam entregá-lo à polícia ou deixá-lo no abrigo e isso foi feito”, relatou ela.
O possível abuso sexual teria acontecido no mesmo dia em que o garoto chegou no abrigo.
O pai e a madrasta do garoto respondem na justiça por acusações de maus tratos.