Dados do Instituto do Homem e Meio Ambiente da Amazônia (Imazon), divulgados na última segunda-feira (27), apontam que três cidades do Acre aparecem entre as 10 que mais desmataram na Amazônia entre agosto de 2025 e março deste ano.
As cidades de Feijó, Tarauacá e Rio Branco somaram 101,84 quilômetros quadrados de derrubadas neste período.
Feijó desmatou 43,49 km²; Tarauacá 32,28 km²; e Rio Branco 26,07 km². As outras cidades foram Caracaraí (RR), Rorainópolis (RR), Colniza (MT), São Félix do Xingu (PA), Nova Ubiratã (MT), Portel (PA) e Canutama (AM).
Entre agosto de 2025 e março de 2026, o Acre teve uma redução de 32% no número de desmatamento, comparado ao mesmo período do ano passado, com 193 km².
Com relação as unidades de conservação, quatro estão situadas no Acre e outras quatro total ou parcialmente no Pará.
No Acre, foram a RESEX Chico Mendes com 12,61 km²; FES do Rio Gregório 4,48 km²; RESEX Alto Juruá 4,14 km²; FES do Mogno 3,12 km².
Degradação florestal atinge menor nível em mais de uma década
A degradação florestal na Amazônia somou 11 km² em março de 2026, o que representa uma redução de 95% em relação ao mesmo mês do ano anterior. O resultado também foi o menor já registrado para março nos últimos onze anos, desde 2014, indicando uma diminuição significativa desse tipo de impacto sobre a floresta.
Diferente do desmatamento, que corresponde à remoção total da cobertura vegetal, a degradação ocorre quando a floresta sofre danos parciais causados por fatores como queimadas e exploração madeireira. Mesmo sem a retirada completa da vegetação, essas alterações comprometem a integridade do ecossistema, reduzem a biodiversidade e aumentam a vulnerabilidade da área às mudanças climáticas e ao desmatamento.

