As intensas chuvas que têm atingido a região nos últimos dias já provocam sérios prejuízos e dificultam o deslocamento de moradores em diversos ramais e também em ruas da zona urbana de Mâncio Lima, interior do Acre. Somente nas últimas 24 horas, o volume registrado foi de 80 milímetros e a Prefeitura montou uma força-tarefa para atuar de forma emergencial, buscando garantir condições mínimas de tráfego e segurança, principalmente para as comunidades da zona rural, que são as mais afetadas.
Na zona urbana, os impactos são significativos. Em várias ruas principais, crateras têm se aberto devido à força das enxurradas, comprometendo a estrutura viária e destruindo bueiros e bocas de lobo. A Prefeitura mantém uma força-tarefa atuando nos pontos mais críticos, realizando intervenções emergenciais para garantir o tráfego e a segurança da população. No entanto, a intensidade das chuvas tem dificultado o trabalho: em algumas situações, os reparos são realizados durante a manhã, mas, já no período da tarde, novas chuvas acabam destruindo parte do que foi recuperado, exigindo retrabalho contínuo das equipes.
Na zona rural a situação é crítica em vários pontos. No Ramal do Banho, a ponte do Igarapé Preto, que passava por manutenção preventiva teve os trabalhos interrompidos devido à forte enxurrada, o que acabou comprometendo o acesso e deixando o ramal temporariamente isolado. No local, também há registros de casas alagadas e prejuízos em plantações.
Já no Ramal do Barão, principal acesso à Terra Indígena Puyanawa, trechos ficaram completamente inundados e intrafegáveis devido a elevação do Igarapé Berkua, obrigando moradores a se arriscarem ao atravessar áreas alagadas. Diante da impossibilidade de circulação do transporte escolar, as aulas foram temporariamente paralisadas para garantir a segurança de alunos e profissionais da educação.

Outro ponto crítico é o Ramal dos Caetanos, onde o Igarapé Branco transbordou. Sem capacidade para escoar o grande volume de água, o igarapé invadiu propriedades, atingindo plantações e áreas produtivas.
Diversos piscicultores também registraram prejuízos significativos com o transbordamento de açudes e o rompimento de pequenas barragens, provocados pelo grande volume de água. A piscicultura, que é uma das principais atividades econômicas do município, foi diretamente impactada, afetando a produção e gerando perdas para dezenas de famílias que dependem da atividade para sua subsistência e renda.
O secretário municipal de Articulação Institucional, José Luiz Bentes acompanha de perto a situação junto com a Defesa Civil Municipal, visitando os ramais afetados, dialogando com lideranças comunitárias e coordenando ações paliativas emergenciais.
“Estamos nos ramais, ouvindo as comunidades e buscando soluções imediatas para minimizar os impactos. Sabemos das dificuldades que os moradores estão enfrentando e a Prefeitura está mobilizada para dar uma resposta rápida, mesmo diante de um cenário tão desafiador”, destacou o secretário.

Além das ações emergenciais, a gestão municipal segue realizando levantamentos detalhados dos danos e monitorando o comportamento dos rios e igarapés, especialmente diante da previsão de continuidade das chuvas nas próximas horas. O objetivo é garantir assistência às famílias atingidas e evitar agravamento da situação.
A Defesa Civil Municipal, também reforçou o alerta para os próximos dias. “Temos indicativo de chuvas até a próxima segunda-feira, com a umidade do ar chegando a 100%, o que mantém a condição favorável para precipitações contínuas. A orientação é que as populações afetadas redobrem os cuidados com seus bens, especialmente em áreas de risco, como açudes, rios e igarapés, buscando reduzir o nível da água quando possível, além de ter muita atenção ao atravessar áreas inundadas, evitando maiores prejuízos”, destacou.”’Permanecemos em alerta máximo, com equipes mobilizadas para atuar rapidamente nas áreas afetadas e reduzir os transtornos causados pelas chuvas, priorizando a segurança da população e o restabelecimento dos acessos”; concluiu o coordenador Enilson Puyanawa.