Familiares e amigos de Fernando Júnior ocuparam a galeria da Casa na sessão desta terça (10)
O pai do jovem Fernando Júnior, morto após ser degolado com linha de cerol enquanto dirigia em Rio Branco, foi ouvido no plenário da Assembleia Legislativa do Acre (Aleac), nesta terça-feira (10).
Bastante emocionado, Fernando Roca cobrou que uma legislação mais dura sobre venda de cerol e soltura de pipas com linhas cortantes seja aprovada na Casa. Atualmente, dois projetos de lei sobre essa questão tramitam na Assembleia. São eles: um de autoria do deputado Fagner Calegário (Podemos), que apresentado ainda em agosto, antes da morte de Fernando, que regula um espaço para a soltura de pipas no Acre. O segundo, apresentado nesta terça na Casa, de autoria do deputado Afonso Fernandes, que proíbe a comercialização de linhas cortantes e a soltura de pipas em vias públicas.
“Se essa lei tivesse sido aprovada talvez salvaria o meu filho. Queria que vocês, deputados, se sensibilizassem e aprovassem essa lei. Meu filho não volta mais, mas talvez, outra pessoa nas venha perder o seu filho como eu perdi o meu”, disse Fernando no plenário.
“Meu filho morreu em 2 minutos, degolado por uma linha chilena. Que cortou a garganta dele. Essa linha chilena é assassina. Quem vende tem que ser multado, preso, caçado o alvará”, completou.
Ao final do discurso, Fernando foi abraçado por todos os parlamentares presentes na sessão ordinária.