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	<title>COLUNA DO TON &#8211; JURUÁ COMUNICAÇÃO</title>
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	<title>COLUNA DO TON &#8211; JURUÁ COMUNICAÇÃO</title>
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		<title>Acordo político no Acre: o Estado não cabe numa promessa</title>
		<link>https://juruacomunicacao.com.br/acordo-politico-no-acre-o-estado-nao-cabe-numa-promessa/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Elís Melo]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 02 Jul 2026 15:44:41 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[COLUNA DO TON]]></category>
		<category><![CDATA[ÚLTIMAS NOTÍCIAS]]></category>
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					<description><![CDATA[Acordos ajudam a vencer eleições, mas quando passam a comandar o governo, a política perde espaço e o cidadão vira sócio involuntário da conta. Durante uma campanha, quase tudo parece possível. No debate sobre acordo político no Acre, a primeira confusão é tratar toda negociação como política de Estado. Nem toda composição feita para vencer uma eleição serve, [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;"><strong>Acordos ajudam a vencer eleições, mas quando passam a comandar o governo, a <a title="Política" href="https://cidadeacnews.com.br/https://cidadeacnews.com.br/category/politica/">política</a> perde espaço e o cidadão vira sócio involuntário da conta.</strong></p>
<p style="text-align: justify;">Durante uma campanha, quase tudo parece possível.</p>
<p style="text-align: justify;">No debate sobre <strong>acordo político no Acre</strong>, a primeira confusão é tratar toda negociação como política de Estado. Nem toda composição feita para vencer uma eleição serve, depois, para governar com autonomia.</p>
<p style="text-align: justify;">Cabe aliado antigo, aliado novo, partido pequeno, grupo grande, militante de rotatória, operador de bastidor, empresário discreto, liderança de bairro e até aquele personagem que não entrega quase nada, mas fala como se tivesse carregado o Estado nas costas.</p>
<p style="text-align: justify;">A campanha é o tempo da promessa abundante.</p>
<p style="text-align: justify;">Cargo, espaço, secretaria, diretoria, influência, proteção, prestígio e lembrança futura entram no mesmo pacote. Tudo parece caber porque a conta ainda não chegou.</p>
<p style="text-align: justify;">Mas a vitória muda a natureza do jogo.</p>
<p style="text-align: justify;">Quando alguém vence, a promessa vira cobrança. Quem carregou bandeira quer ser lembrado. Quem ajudou nos bastidores quer espaço. Quem articulou quer influência. Quem apareceu na foto quer cadeira. Quem não fez quase nada também quer alguma coisa, porque no Acre até a ausência, às vezes, se apresenta como contribuição estratégica.</p>
<div style="text-align: justify;">
<h2 id="toc-leitura-ton-0">Leitura TON</h2>
<p>O verdadeiro debate não é se acordos existem. Todo governo faz acordos.</p>
<p>O debate começa quando o acordo deixa de ser instrumento da política e passa a ser o centro da decisão pública.</p>
<p>Quando isso acontece, o governo deixa de perguntar “o que é melhor para o Estado?” e começa a perguntar “quem ainda precisa ser acomodado?”.</p>
<p>No Acre, essa pergunta pesa ainda mais porque a política é próxima, pessoal e cobrável. O acordo não fica perdido no ar. Ele senta na sala, liga no telefone, cobra presença, pede espaço e lembra quem estava na caminhada.</p>
</div>
<h2 id="toc-o-que-esta-em-jogo-1" style="text-align: justify;">O que está em jogo</h2>
<p style="text-align: justify;">Política e acordo caminham juntos, mas não são a mesma coisa.</p>
<p style="text-align: justify;">A política nasce da responsabilidade de governar. O acordo nasce da necessidade de construir maioria.</p>
<p style="text-align: justify;">Os dois podem conviver. Em muitos momentos, precisam conviver. Nenhum governo administra sozinho. Nenhum grupo sustenta poder sem diálogo, composição e concessão.</p>
<p style="text-align: justify;">O problema começa quando a segunda passa a comandar a primeira.</p>
<p style="text-align: justify;">Quem está sentado na cadeira de governo não governa apenas para aliados. Governa para um Estado inteiro. Precisa olhar para municípios, servidores, produtores, empresários, estudantes, pacientes, orçamento, infraestrutura, segurança e para as consequências de cada decisão.</p>
<p style="text-align: justify;">Essa é a política.</p>
<p style="text-align: justify;">Já quem ainda deseja chegar ao poder costuma enxergar o cenário por outro ângulo. A preocupação imediata deixa de ser a gestão do Estado e passa a ser o espaço que ocupará quando a oportunidade surgir.</p>
<p style="text-align: justify;">É compreensível. Mas é perigoso.</p>
<h2 id="toc-quando-a-promessa-vira-divida-2" style="text-align: justify;">Quando a promessa vira dívida</h2>
<p style="text-align: justify;">É depois da eleição que a promessa troca de roupa.</p>
<p style="text-align: justify;">Na campanha, ela parecia esperança. Na posse, vira cobrança. Na gestão, pode virar pressão.</p>
<p style="text-align: justify;">É nesse momento que o eleito descobre uma verdade incômoda: ganhar eleição pode significar perder autonomia.</p>
<p style="text-align: justify;">Você chega ao governo já enrolado em acordo.</p>
<p style="text-align: justify;">Parte do espaço já foi prometido. Parte da agenda já está condicionada. Parte do palácio já tem dono antes mesmo da posse.</p>
<p style="text-align: justify;">A frase real nunca aparece no santinho, claro. Seria honestidade demais para uma peça de campanha. E honestidade em peça de campanha costuma ser tratada como erro de estratégia, essa pequena tragédia nacional.</p>
<blockquote><p>“Vamos ganhar. Quando eu estiver lá, a gente vê se consegue cumprir tudo que falamos.”</p></blockquote>
<p style="text-align: justify;">Só que governar é diferente de prometer.</p>
<div style="text-align: justify;">
<h2 id="toc-o-acre-por-dentro-3">O Acre por dentro</h2>
<p>No Acre, essa dinâmica tem uma peculiaridade: o tabuleiro político é pequeno demais para que todas as promessas sejam esquecidas e apertado demais para que todas sejam cumpridas.</p>
<p>Todo mundo conhece todo mundo. Todo mundo ouviu alguma promessa. Todo mundo lembra quem estava na caminhada. Todo mundo acha que carregou mais peso do que o outro.</p>
<p>Mas há uma camada mais concreta nessa história. No Acre, o padrão se repete há décadas: o grupo que ajuda a viabilizar uma vitória eleitoral passa a disputar a ocupação das estruturas de decisão, e o governante passa parte do mandato administrando a conta desses compromissos.</p>
<p>Não é preciso nomear personagens para enxergar o mecanismo. Ele aparece na lógica das composições, nas disputas por espaço, na pressão por cargos, nas mudanças de lado e na cobrança permanente de quem acredita ter participado da vitória.</p>
<p>O Estado é pequeno. A memória política é longa. E a fila de cobrança, como sempre, parece mais organizada do que muita fila de serviço público.</p>
</div>
<p style="text-align: justify;">Por isso, quando alguém diz que “os acordos foram quebrados”, muitas vezes está dizendo outra coisa: aquele pedido particular não aconteceu, não vai acontecer e talvez nunca tivesse condição real de acontecer.</p>
<p style="text-align: justify;">No fundo, parte do <strong>acordo político no Acre</strong> funciona assim: nasce como promessa ampla na campanha, vira expectativa na vitória e, depois, transforma-se em cobrança quando a máquina pública revela seus limites.</p>
<p style="text-align: justify;">O discurso fala em compromisso.</p>
<p style="text-align: justify;">A prática fala em interesse frustrado.</p>
<h2 id="toc-o-que-mudou-4" style="text-align: justify;">O que mudou</h2>
<p style="text-align: justify;">A política exige visão de longo prazo.</p>
<p style="text-align: justify;">O acordo costuma resolver apenas o próximo movimento.</p>
<p style="text-align: justify;">Governar significa fazer escolhas que nem sempre agradam aos aliados. Negociar, muitas vezes, significa evitar desagradar quem pode ser importante amanhã.</p>
<p style="text-align: justify;">O risco está justamente aí.</p>
<p style="text-align: justify;">Quando o governo passa a administrar credores antes de administrar problemas, a governabilidade vira refém da acomodação.</p>
<p style="text-align: justify;">A decisão pública vira cálculo privado.</p>
<p style="text-align: justify;">A escolha técnica vira ameaça política.</p>
<p style="text-align: justify;">E o Estado, que deveria ser servido, passa a servir.</p>
<div style="text-align: justify;">
<h2 id="toc-ponto-de-atencao-5">Ponto de atenção</h2>
<p>O problema do acordo não é existir.</p>
<p>O problema começa quando o acordo substitui a política.</p>
<p>Porque política pergunta: <strong>“O que é melhor para o Acre?”</strong></p>
<p>O acordo, muitas vezes, pergunta apenas: <strong>“Onde cada um vai sentar quando a conversa terminar?”</strong></p>
<p>E quando essa segunda pergunta manda mais que a primeira, o governo deixa de ser direção e passa a ser acomodação.</p>
</div>
<h2 id="toc-quem-ganha-e-quem-perde-6" style="text-align: justify;">Quem ganha e quem perde</h2>
<p style="text-align: justify;">Quem ganha força nesse modelo são os grupos que conseguem transformar participação eleitoral em cobrança permanente.</p>
<p style="text-align: justify;">Ganham os que sabem ocupar corredores, administrar dependências, criar expectativa e vender influência.</p>
<p style="text-align: justify;">Perdem espaço os critérios técnicos, o planejamento de longo prazo, a autonomia administrativa e o cidadão que nunca participou da reunião, mas sempre recebe a fatura.</p>
<p style="text-align: justify;">Quando o acordo engole a política, o governo vira balcão.</p>
<p style="text-align: justify;">E balcão não pensa Estado. Balcão distribui senha.</p>
<p style="text-align: justify;">Quando o balcão dos acordos se torna o centro do governo, a senha que vale mais não é a do cidadão. É a do aliado.</p>
<div style="text-align: justify;">
<h2 id="toc-frase-de-dominio-7">Frase de domínio</h2>
<p><strong>Um governo pode nascer de acordos, mas não pode ser governado por eles.</strong></p>
</div>
<h2 id="toc-a-implicacao-que-poucos-estao-observando-8" style="text-align: justify;">A implicação que poucos estão observando</h2>
<p style="text-align: justify;">A consequência mais profunda não aparece no primeiro dia.</p>
<p style="text-align: justify;">Ela aparece quando decisões deixam de ser tomadas pelo que o Estado precisa e passam a ser calculadas pelo que os grupos exigem.</p>
<p style="text-align: justify;">Aparece quando a escolha técnica vira ameaça.</p>
<p style="text-align: justify;">Aparece quando a prioridade pública precisa disputar espaço com compromissos de campanha.</p>
<p style="text-align: justify;">Aparece quando o governo começa a medir cada decisão não pelo impacto na sociedade, mas pelo tamanho da reação interna.</p>
<p style="text-align: justify;">É nesse ponto que a promessa vence a realidade.</p>
<p style="text-align: justify;">E quando a promessa vence a realidade, o Estado perde direção.</p>
<h2 id="toc-o-que-observar-agora-9" style="text-align: justify;">O que observar agora</h2>
<ul style="text-align: justify;">
<li><strong>Composição de governo:</strong> quem ocupa espaços estratégicos por competência e quem ocupa por dívida política.</li>
<li><strong>Autonomia da gestão:</strong> se decisões seguem planejamento público ou pressão de grupos.</li>
<li><strong>Reação dos aliados:</strong> quem começa a chamar de traição aquilo que talvez nunca coubesse no orçamento real do governo.</li>
<li><strong>Capacidade de entrega:</strong> se os acordos ajudam a governar ou apenas aumentam o número de credores políticos.</li>
<li><strong>Custo para o cidadão:</strong> onde a acomodação política reduz eficiência, prioridade e serviço público.</li>
<li><strong>Transparência dos compromissos:</strong> quais decisões poderiam ser explicadas publicamente e quais só sobrevivem no escuro dos bastidores.</li>
</ul>
<div style="text-align: justify;">
<h2 id="toc-a-pergunta-que-fica-10">A pergunta que fica</h2>
<p><strong>Se o acordo foi feito para vencer a eleição, quem garante que ele ainda serve para governar o Acre?</strong></p>
<p><strong>E se ele não pode ser explicado à sociedade, por que deveria continuar mandando no governo?</strong></p>
<p>A resposta não cabe em discurso fácil.</p>
<p>Todo governo precisa negociar. O problema é quando a negociação deixa de organizar apoio e passa a organizar dependência.</p>
<p>A saída não está em fingir que acordos não existem. Seria ingenuidade de cartilha. A saída está em submeter os acordos ao limite do interesse público.</p>
<p>Acordo que fortalece governabilidade pode servir ao Estado. Acordo que precisa permanecer escondido, custe o que custar, provavelmente já nasceu errado.</p>
<p>No fim, política é perguntar o que é melhor para o Estado.</p>
<p>Acordo, muitas vezes, é perguntar quem ficará sentado à mesa.</p>
<p>Quando os dois se equilibram, há governabilidade.</p>
<p>Quando o acordo engole a política, a sociedade entra com a parte mais criativa do contrato: paga a conta sem ter participado da reunião.</p>
</div>
<h2 id="toc-perguntas-frequentes-11" style="text-align: justify;">Perguntas frequentes</h2>
<div style="text-align: justify;">
<h3 id="toc-o-que-e-um-acordo-politico-12">O que é um acordo político?</h3>
<p>É uma negociação entre partidos, lideranças ou grupos para obter apoio, formar maioria ou garantir governabilidade. Nem todo acordo é ilegal ou negativo; ele faz parte da dinâmica democrática.</p>
</div>
<div style="text-align: justify;">
<h3 id="toc-qual-a-diferenca-entre-politica-e-acordo-13">Qual a diferença entre política e acordo?</h3>
<p>Política busca governar pensando no interesse público e no conjunto da sociedade. O acordo organiza interesses específicos para construir apoio político. O problema surge quando o acordo passa a determinar as decisões do governo.</p>
</div>
<div style="text-align: justify;">
<h3 id="toc-por-que-acordos-politicos-sao-feitos-durante-as-eleicoes-14">Por que acordos políticos são feitos durante as eleições?</h3>
<p>Porque nenhum grupo político governa sozinho. Durante as campanhas, candidatos constroem alianças para ampliar apoio eleitoral e aumentar suas chances de vitória.</p>
</div>
<div style="text-align: justify;">
<h3 id="toc-todo-acordo-politico-precisa-ser-cumprido-15">Todo acordo político precisa ser cumprido?</h3>
<p>Nem sempre. Muitos acordos são condicionados à realidade administrativa, ao orçamento disponível e à capacidade de governar. Promessas feitas na campanha podem se tornar inviáveis após a posse.</p>
</div>
<div style="text-align: justify;">
<h3 id="toc-o-que-acontece-quando-o-acordo-substitui-a-politica-16">O que acontece quando o acordo substitui a política?</h3>
<p>As decisões deixam de priorizar o interesse público e passam a atender compromissos internos de poder, reduzindo a autonomia do governo e aumentando a pressão por cargos e espaços.</p>
</div>
<div style="text-align: justify;">
<h3 id="toc-quem-paga-a-conta-quando-um-governo-administra-acordos-em-vez-de-politicas-publicas-17">Quem paga a conta quando um governo administra acordos em vez de políticas públicas?</h3>
<p>O principal impacto recai sobre a sociedade. Quando decisões técnicas cedem espaço a interesses políticos, serviços públicos, investimentos e prioridades do Estado podem ser afetados.</p>
</div>
<div style="text-align: justify;">
<h3 id="toc-por-que-a-politica-no-acre-possui-caracteristicas-diferentes-18">Por que a <a title="política no Acre" href="https://cidadeacnews.com.br/https://cidadeacnews.com.br/category/politica/">política no Acre</a> possui características diferentes?</h3>
<p>O Acre possui um ambiente político menor e mais próximo, onde lideranças, partidos e grupos mantêm relações duradouras. Isso torna os acordos mais visíveis e as cobranças mais frequentes.</p>
</div>
<div>
<h3 id="toc-e-possivel-governar-sem-fazer-acordos-19" style="text-align: justify;">É possível governar sem fazer acordos?</h3>
<p style="text-align: justify;">Na prática, é muito difícil. Governos precisam construir maiorias para aprovar projetos e administrar o Estado. O desafio não é eliminar os acordos, mas impedir que eles passem a comandar a política.</p>
</div>
]]></content:encoded>
					
		
		
		<post-id xmlns="com-wordpress:feed-additions:1">152434</post-id>	</item>
		<item>
		<title>O poder que ficou preso ao governo anterior</title>
		<link>https://juruacomunicacao.com.br/o-poder-que-ficou-preso-ao-governo-anterior/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Elís Melo]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 15 Jun 2026 15:34:57 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[COLUNA DO TON]]></category>
		<category><![CDATA[ÚLTIMAS NOTÍCIAS]]></category>
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					<description><![CDATA[Coluna do Ton Há cargos que permanecem no organograma, mas parecem presos ao ciclo político anterior; em governo de continuidade, a pergunta é quem ficou inteiro para servir ao novo momento. Por Eliton Lobato Muniz — Cidade AC News 14 de junho de 2026 Há cargos que permanecem na estrutura, mas parecem ter saído junto [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;"><strong>Coluna do Ton</strong></p>
<header><em>Há cargos que permanecem no organograma, mas parecem presos ao ciclo político anterior; em governo de continuidade, a pergunta é quem ficou inteiro para servir ao novo momento.</em></p>
<p style="padding-left: 40px; text-align: right;"><strong>Por Eliton Lobato Muniz — Cidade AC News</strong></p>
</header>
<p style="text-align: justify;"><span id="more-150754"></span></p>
<header><time datetime="2026-06-14">14 de junho de 2026</time></p>
</header>
<p>Há cargos que permanecem na estrutura, mas parecem ter saído junto com quem deixou o poder.</p>
<p style="text-align: justify;">No papel, continuam ali. Têm sala, função, assinatura, equipe, agenda e lugar no organograma. Mas, na prática, carregam uma espécie de ausência. Como se o cargo estivesse no governo atual, enquanto a cabeça, o impulso e o centro de lealdade ainda estivessem presos ao ciclo anterior.</p>
<p style="text-align: justify;">Esse é um dos fenômenos mais delicados da transição política.</p>
<p style="text-align: justify;">Nem toda permanência significa continuidade.</p>
<p style="text-align: justify;">Às vezes, a pessoa fica, mas o comando vai embora. Fica o nome. Fica a cadeira. Fica o crachá. Mas desaparece a energia de decisão, a leitura do momento e a disposição de servir plenamente ao novo eixo de poder.</p>
<p style="text-align: justify;">E quando isso acontece, não é preciso anúncio público. A estrutura sente.</p>
<p style="text-align: justify;">As atitudes mudam. A velocidade cai. A resposta fica hesitante. A equipe percebe a falta de centro. Os aliados procuram outro caminho. Os adversários notam o vazio. E o governo começa a sofrer não por falta de cargo ocupado, mas por excesso de cargo sem presença real.</p>
<p style="text-align: justify;">Na política, uma caneta sem tinta não precisa ser quebrada. Basta que ninguém mais acredite que ela escreve.</p>
<p style="text-align: justify;">O ponto não é pessoal. É institucional.</p>
<p style="text-align: justify;">Todo governo que passa por transição precisa saber distinguir quem ficou para servir ao novo momento de quem ficou apenas porque ainda não conseguiu sair do anterior. Essa diferença parece pequena no discurso, mas é enorme na prática. Uma coisa é preservar experiência, memória administrativa e estabilidade. Outra é manter peças que já não operam com presença, convicção ou autoridade.</p>
<p style="text-align: justify;">Há pessoas que aceitam o presente com o corpo, mas continuam vinculadas ao passado pelo gesto, pela memória, pela obediência invisível ou pelo cálculo de sobrevivência.</p>
<p style="text-align: justify;">É aí que mora o risco.</p>
<p style="text-align: justify;">Porque um governo novo, mesmo quando nasce dentro do mesmo grupo político, precisa de gente com leitura do agora. Não pode ser conduzido por quem ainda espera sinal de quem já saiu da cadeira principal.</p>
<p style="text-align: justify;">Lealdade é virtude quando está a serviço de uma missão clara. Mas lealdade deslocada vira paralisia. E paralisia, dentro de governo, se transforma em ruído, atraso e perda de autoridade.</p>
<p style="text-align: justify;">A pergunta não é quem ficou. A pergunta é: quem ficou inteiro?</p>
<p style="text-align: justify;">Porque ocupar cargo não basta. É preciso estar presente no tempo político que se abriu.</p>
<p style="text-align: justify;">Se o governo mudou de comando, alguns espaços também precisam mudar de espírito.</p>
<p style="text-align: justify;">Do contrário, a estrutura passa a viver uma contradição silenciosa: serve ao presente com a forma, mas continua presa ao passado pelo reflexo.</p>
<p style="text-align: justify;">E aqui está o ponto que precisa ser dito com serenidade, porque a serenidade às vezes corta mais do que o grito: façam alguma coisa.</p>
<p style="text-align: justify;">Se é governo de continuidade, então que a continuidade tenha comando. Se não é mais, então que se tenha coragem de dizer.</p>
<p style="text-align: justify;">O que não funciona é manter um governo tentando andar para frente enquanto parte da máquina ainda pede licença ao passado para dar o próximo passo.</p>
<p style="text-align: justify;">O governo de continuidade não se mede apenas pelos nomes que permanecem, mas pela capacidade desses nomes de responder ao novo momento. Continuidade não é repetição automática. Continuidade exige comando, presença e adaptação.</p>
<p style="text-align: justify;">Quando cargos continuam na estrutura, mas perdem força real de decisão, o problema deixa de ser individual e passa a ser político-administrativo. A máquina começa a trabalhar com sinais contraditórios. Uns olham para o presente. Outros ainda consultam o passado. No meio disso, a gestão perde velocidade.</p>
<p style="text-align: justify;">Em política, demora também comunica. Hesitação também comunica. Ausência também comunica. E talvez seja justamente por isso que alguns silêncios acabam dizendo mais do que muitas notas oficiais.</p>
<p style="text-align: justify;">Esse é o Ton da Conversa!</p>
]]></content:encoded>
					
		
		
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		<item>
		<title>Ansiedade e depressão exigem atenção: procure ajuda profissional</title>
		<link>https://juruacomunicacao.com.br/ansiedade-e-depressao-exigem-atencao-procure-ajuda-profissional/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Elís Melo]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 15 Jun 2026 15:25:06 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[COLUNA DO TON]]></category>
		<category><![CDATA[ÚLTIMAS NOTÍCIAS]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://juruacomunicacao.com.br/?p=150745</guid>

					<description><![CDATA[Ansiedade e depressão podem afetar adultos, crianças e adolescentes. Na Policlínica Mais Saúde, em Rio Branco, o paciente encontra cuidado integral, atendimento humanizado e profissionais capacitados em mais de 10 especialidades. A ansiedade e depressão podem comprometer o sono, o rendimento escolar, o trabalho, os relacionamentos, a convivência familiar e a qualidade de vida. Quando os sintomas persistem, causam [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;">Ansiedade e depressão podem afetar adultos, crianças e adolescentes. Na Policlínica Mais <a title="Saúde" href="https://cidadeacnews.com.br/saude/">Saúde</a>, em <a title="Rio Branco" href="https://cidadeacnews.com.br/acre/rio-branco/">Rio Branco</a>, o paciente encontra cuidado integral, atendimento humanizado e profissionais capacitados em mais de 10 especialidades.</p>
<p style="text-align: justify;">A <strong>ansiedade e depressão</strong> podem comprometer o sono, o rendimento escolar, o trabalho, os relacionamentos, a convivência familiar e a qualidade de vida. Quando os sintomas persistem, causam sofrimento ou começam a limitar a rotina, a orientação mais segura é procurar avaliação profissional.</p>
<div style="text-align: justify;">
<p>Por <strong>Policlínica Mais Saúde</strong><br />
| Informe de Saúde</p>
<p><img decoding="async" class="emoji" role="img" draggable="false" src="https://s.w.org/images/core/emoji/17.0.2/svg/1f4cd.svg" alt="📍" /> Rio Branco (AC) • Mais de 10 especialidades • Agendamento: <strong>(68) 9986-3090</strong></p>
</div>
<p style="text-align: justify;"><strong>Status da pauta:</strong> orientação educativa / serviço de saúde mental / atendimento adulto e infantil.</p>
<h2 id="toc-ansiedade-e-depressao-sinais-que-merecem-atencao-0" style="text-align: justify;">Ansiedade e depressão: sinais que merecem atenção</h2>
<p style="text-align: justify;">Sentir preocupação, tristeza, medo ou desânimo em alguns momentos da vida é comum. O problema começa quando esses sentimentos se tornam frequentes, intensos ou difíceis de controlar. A ansiedade pode aparecer como sensação constante de alerta, pensamentos acelerados, irritabilidade, aperto no peito, falta de ar, tensão muscular, insônia e dificuldade de concentração.</p>
<p style="text-align: justify;">A depressão pode se manifestar como tristeza persistente, perda de interesse por atividades antes prazerosas, cansaço intenso, alteração no sono, mudança de apetite, isolamento, baixa autoestima, sensação de culpa e dificuldade para realizar tarefas simples.</p>
<p style="text-align: justify;">Esses sinais não devem ser tratados como fraqueza, drama ou falta de força de vontade. Saúde mental também precisa de escuta, avaliação e cuidado técnico. O cérebro, infelizmente para os fãs do “é só reagir”, não obedece frase motivacional de internet.</p>
<h2 id="toc-quando-procurar-um-profissional-1" style="text-align: justify;">Quando procurar um profissional</h2>
<p style="text-align: justify;">A ajuda profissional deve ser considerada quando os sintomas duram vários dias ou semanas, atrapalham a rotina, prejudicam o trabalho, os estudos, o convívio familiar ou provocam sofrimento intenso.</p>
<p style="text-align: justify;">Também é importante procurar atendimento quando há crises de ansiedade, choro frequente, irritabilidade fora do padrão, isolamento, queda no desempenho escolar, mudanças bruscas de comportamento, pensamentos negativos recorrentes ou sensação de que a pessoa não consegue mais lidar sozinha com o que está sentindo.</p>
<p style="text-align: justify;">O acompanhamento pode envolver psicólogo, psiquiatra, pediatra, neuropediatra ou outros profissionais de saúde, dependendo da idade, dos sintomas e da necessidade de cada paciente.</p>
<h2 id="toc-ansiedade-e-depressao-em-adultos-2" style="text-align: justify;">Ansiedade e depressão em adultos</h2>
<p style="text-align: justify;">Nos adultos, ansiedade e depressão muitas vezes aparecem associadas à sobrecarga de responsabilidades, pressão no trabalho, problemas financeiros, conflitos familiares, luto, exaustão emocional ou histórico de sofrimento não tratado.</p>
<p style="text-align: justify;">Algumas pessoas seguem trabalhando, cuidando da família e cumprindo compromissos, mas internamente vivem cansadas, irritadas, desanimadas ou em estado constante de tensão. Por isso, muitos pacientes demoram a procurar ajuda, mesmo quando os sinais já estão interferindo na vida diária.</p>
<p style="text-align: justify;">Quanto antes houver avaliação, maiores são as chances de organizar um plano de cuidado adequado. O atendimento profissional ajuda a compreender sintomas, identificar fatores de risco, orientar mudanças de rotina e, quando necessário, encaminhar para acompanhamento especializado.</p>
<h2 id="toc-ansiedade-e-depressao-em-criancas-e-adolescentes-3" style="text-align: justify;">Ansiedade e depressão em crianças e adolescentes</h2>
<p style="text-align: justify;">Em crianças e adolescentes, os sinais podem ser diferentes dos observados em adultos. Nem sempre a criança consegue dizer que está triste, ansiosa ou angustiada. Muitas vezes, o sofrimento aparece como irritabilidade, queda no rendimento escolar, medo de separação, dores sem causa aparente, alterações no sono, mudanças no apetite, agressividade, isolamento ou recusa em ir à escola.</p>
<p style="text-align: justify;">Na adolescência, também podem surgir perda de interesse, crises de choro, explosões emocionais, baixa autoestima, dificuldade de concentração, isolamento intenso e mudanças bruscas de comportamento.</p>
<p style="text-align: justify;">Por isso, pais e responsáveis devem observar sinais persistentes. A avaliação profissional infantil ajuda a diferenciar fases normais do desenvolvimento de quadros que precisam de acompanhamento.</p>
<h2 id="toc-cuidado-integral-em-saude-mental-4" style="text-align: justify;">Cuidado integral em saúde mental</h2>
<p style="text-align: justify;">Não existe uma única resposta para todos os casos. Cada pessoa tem uma história, uma rotina, uma idade, uma condição emocional e uma necessidade específica. O que funciona para um paciente pode não funcionar para outro.</p>
<p style="text-align: justify;">Por isso, o cuidado precisa ser individualizado. A avaliação profissional permite observar sintomas, contexto familiar, histórico de saúde, intensidade do sofrimento e possíveis caminhos de tratamento.</p>
<p style="text-align: justify;">Em alguns casos, o acompanhamento psicológico pode ser suficiente. Em outros, pode ser necessário acompanhamento médico, psiquiátrico, pediátrico, neuropediátrico ou multiprofissional.</p>
<h2 id="toc-na-policlinica-mais-saude-5" style="text-align: justify;">Na Policlínica Mais Saúde</h2>
<figure id="attachment_243244" class="wp-caption alignnone" style="text-align: justify;" aria-describedby="caption-attachment-243244">
<p><figure id="attachment_243244" aria-describedby="caption-attachment-243244" style="width: 1420px" class="wp-caption alignnone"><img data-recalc-dims="1" fetchpriority="high" decoding="async" class="wp-image-243244 size-full" title="Captura de Tela 2026 06 12 às 00.34.11" src="https://i0.wp.com/cidadeacnews.com.br/wp-content/uploads/2026/06/Captura-de-Tela-2026-06-12-as-00.34.11.png?resize=800%2C993&#038;ssl=1" sizes="(max-width: 1420px) 100vw, 1420px" srcset="https://cidadeacnews.com.br/wp-content/uploads/2026/06/Captura-de-Tela-2026-06-12-as-00.34.11.png 1420w, https://cidadeacnews.com.br/wp-content/uploads/2026/06/Captura-de-Tela-2026-06-12-as-00.34.11-645x800.png 645w, https://cidadeacnews.com.br/wp-content/uploads/2026/06/Captura-de-Tela-2026-06-12-as-00.34.11-825x1024.png 825w, https://cidadeacnews.com.br/wp-content/uploads/2026/06/Captura-de-Tela-2026-06-12-as-00.34.11-768x953.png 768w, https://cidadeacnews.com.br/wp-content/uploads/2026/06/Captura-de-Tela-2026-06-12-as-00.34.11-1238x1536.png 1238w, https://cidadeacnews.com.br/wp-content/uploads/2026/06/Captura-de-Tela-2026-06-12-as-00.34.11-338x420.png 338w, https://cidadeacnews.com.br/wp-content/uploads/2026/06/Captura-de-Tela-2026-06-12-as-00.34.11-150x186.png 150w, https://cidadeacnews.com.br/wp-content/uploads/2026/06/Captura-de-Tela-2026-06-12-as-00.34.11-300x372.png 300w, https://cidadeacnews.com.br/wp-content/uploads/2026/06/Captura-de-Tela-2026-06-12-as-00.34.11-696x864.png 696w, https://cidadeacnews.com.br/wp-content/uploads/2026/06/Captura-de-Tela-2026-06-12-as-00.34.11-1068x1325.png 1068w" alt="Captura de Tela 2026 06 12 às 00.34.11" width="800" height="993" /><figcaption id="caption-attachment-243244" class="wp-caption-text">Captura de Tela 2026 06 12 às 00.34.11</figcaption></figure></figure>
<p style="text-align: justify;">A <strong>Policlínica Mais Saúde</strong>, em Rio Branco, atua promovendo bem-estar e cuidado integral. A unidade atende mais de <strong>10 especialidades</strong> e oferece suporte para pacientes adultos e infantis que precisam de avaliação em saúde mental, comportamento, desenvolvimento, sintomas emocionais e sofrimento psicológico.</p>
<p style="text-align: justify;">Na Policlínica Mais Saúde, o paciente encontra profissionais capacitados para acolher, avaliar e orientar casos de ansiedade, depressão e alterações emocionais em diferentes fases da vida.</p>
<p style="text-align: justify;">O atendimento ajuda o paciente e a família a entenderem melhor os sinais, organizarem o cuidado e definirem os próximos passos com responsabilidade.</p>
<div style="text-align: justify;">
<p><strong>Agende sua consulta:</strong> procure a Policlínica Mais Saúde, em Rio Branco, e marque sua avaliação pelo telefone <strong><a href="tel:+556899863090">(68) 9986-3090</a></strong>.</p>
<p><strong>WhatsApp:</strong> <a href="https://wa.me/message/R3XMXRFU4EU4N1" target="_blank" rel="noopener">clique aqui para agendar pelo WhatsApp</a>.</p>
</div>
<h2 id="toc-por-que-nao-adiar-o-cuidado-6" style="text-align: justify;">Por que não adiar o cuidado</h2>
<figure id="attachment_243246" class="wp-caption alignnone" style="text-align: justify;" aria-describedby="caption-attachment-243246">
<p><figure id="attachment_243246" aria-describedby="caption-attachment-243246" style="width: 1068px" class="wp-caption alignnone"><img data-recalc-dims="1" decoding="async" class="wp-image-243246 size-full" title="Paciente recebe acolhimento profissional para ansiedade e depressão" src="https://i0.wp.com/cidadeacnews.com.br/wp-content/uploads/2026/06/Paciente-recebe-acolhimento-profissional-para-ansiedade-e-depressao.jpeg?resize=800%2C600&#038;ssl=1" sizes="(max-width: 1068px) 100vw, 1068px" srcset="https://cidadeacnews.com.br/wp-content/uploads/2026/06/Paciente-recebe-acolhimento-profissional-para-ansiedade-e-depressao.jpeg 1068w, https://cidadeacnews.com.br/wp-content/uploads/2026/06/Paciente-recebe-acolhimento-profissional-para-ansiedade-e-depressao-1024x768.jpeg 1024w, https://cidadeacnews.com.br/wp-content/uploads/2026/06/Paciente-recebe-acolhimento-profissional-para-ansiedade-e-depressao-768x576.jpeg 768w, https://cidadeacnews.com.br/wp-content/uploads/2026/06/Paciente-recebe-acolhimento-profissional-para-ansiedade-e-depressao-560x420.jpeg 560w, https://cidadeacnews.com.br/wp-content/uploads/2026/06/Paciente-recebe-acolhimento-profissional-para-ansiedade-e-depressao-80x60.jpeg 80w, https://cidadeacnews.com.br/wp-content/uploads/2026/06/Paciente-recebe-acolhimento-profissional-para-ansiedade-e-depressao-150x113.jpeg 150w, https://cidadeacnews.com.br/wp-content/uploads/2026/06/Paciente-recebe-acolhimento-profissional-para-ansiedade-e-depressao-300x225.jpeg 300w, https://cidadeacnews.com.br/wp-content/uploads/2026/06/Paciente-recebe-acolhimento-profissional-para-ansiedade-e-depressao-696x522.jpeg 696w, https://cidadeacnews.com.br/wp-content/uploads/2026/06/Paciente-recebe-acolhimento-profissional-para-ansiedade-e-depressao-265x198.jpeg 265w" alt="Paciente recebe acolhimento profissional para ansiedade e depressão" width="800" height="600" /><figcaption id="caption-attachment-243246" class="wp-caption-text">Paciente recebe acolhimento profissional para ansiedade e depressão</figcaption></figure></figure>
<p style="text-align: justify;">Adiar o cuidado pode fazer com que sintomas leves se tornem mais intensos. Em adultos, isso pode afetar trabalho, relacionamentos, sono e produtividade. Em crianças e adolescentes, pode comprometer o desenvolvimento, a aprendizagem, a convivência familiar e a socialização.</p>
<p style="text-align: justify;">Procurar ajuda não é exagero. É prevenção. É cuidado. E cuidado, ao contrário de palpite de internet, tem método, escuta e responsabilidade.</p>
<h2 id="toc-o-que-fazer-em-caso-de-urgencia-7" style="text-align: justify;">O que fazer em caso de urgência</h2>
<p style="text-align: justify;">Se houver risco imediato, pensamento de autoagressão, ameaça à própria vida, confusão intensa, surto, tentativa de suicídio ou comportamento fora de controle, procure atendimento de urgência imediatamente, acione o SAMU pelo <strong>192</strong> ou vá ao pronto atendimento mais próximo.</p>
<p style="text-align: justify;">Em situações de sofrimento emocional intenso, também é possível buscar apoio no <strong>CVV pelo telefone 188</strong>, serviço gratuito de apoio emocional disponível 24 horas.</p>
<p style="text-align: justify;">A mensagem principal é simples: ansiedade e depressão merecem atenção profissional. Não é preciso esperar o quadro piorar para buscar ajuda.</p>
<p style="text-align: justify;">Adultos, crianças e adolescentes podem apresentar sinais diferentes, mas todos precisam ser levados a sério quando o sofrimento começa a interferir na vida diária.</p>
<p style="text-align: justify;">Cuidar da saúde mental é parte do cuidado com a vida.</p>
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		<title>A vida das mães atípicas no Acre: o cuidado invisível que sustenta famílias, terapias e uma luta diária por direitos</title>
		<link>https://juruacomunicacao.com.br/a-vida-das-maes-atipicas-no-acre-o-cuidado-invisivel-que-sustenta-familias-terapias-e-uma-luta-diaria-por-direitos/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Elís Melo]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 15 Jun 2026 15:10:12 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[COLUNA DO TON]]></category>
		<category><![CDATA[ÚLTIMAS NOTÍCIAS]]></category>
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					<description><![CDATA[Mães atípicas no Acre vivem rotina de cuidado e luta Com o maior percentual de pessoas diagnosticadas com autismo no país, segundo dados do Censo 2022 divulgados pelo governo estadual, o Acre enfrenta um desafio que começa dentro de casa, mas exige resposta pública em saúde, educação, assistência social e inclusão. As mães atípicas no Acre vivem uma rotina [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p style="padding-left: 40px; text-align: justify;"><em>Mães atípicas no Acre vivem rotina de cuidado e luta</em><span id="more-150738"></span></p>
<p style="text-align: justify;"><em>Com o maior percentual de pessoas diagnosticadas com autismo no país, segundo dados do Censo 2022 divulgados pelo governo estadual, o Acre enfrenta um desafio que começa dentro de casa, mas exige resposta pública em saúde, educação, assistência social e inclusão.</em></p>
<p style="text-align: justify;">As <strong>mães atípicas no Acre</strong> vivem uma rotina que mistura cuidado permanente, busca por diagnóstico, terapias, escola, transporte, renda, saúde mental e defesa de direitos. Em muitos casos, são elas que sustentam a agenda dos filhos, enfrentam filas, cobram laudos, procuram especialistas, negociam adaptações escolares e reorganizam a vida familiar em torno de necessidades que não cabem no horário comercial.</p>
<p style="text-align: justify;">O tema ganhou ainda mais relevância com os dados do Censo 2022. Segundo divulgação do governo estadual com base no IBGE, o Acre tinha 13.224 pessoas com diagnóstico declarado de Transtorno do Espectro Autista, o equivalente a 1,6% da população, maior percentual entre os estados brasileiros. Entre crianças e jovens de 0 a 14 anos, eram 7.231 pessoas com diagnóstico declarado. Também foram identificados cerca de 5,8 mil estudantes de 6 anos ou mais com diagnóstico de autismo no estado.</p>
<p style="text-align: justify;">Esses números dizem muito. Mas ainda não mostram tudo. Atrás de cada diagnóstico existe uma casa reorganizada, uma mãe que precisou aprender termos técnicos, uma família que mudou rotina, uma escola que precisa se adaptar e uma rede pública que nem sempre chega na velocidade da necessidade.</p>
<h2 id="toc-o-que-e-maternidade-atipica-0" style="text-align: justify;">O que é maternidade atípica</h2>
<p style="text-align: justify;">Maternidade atípica é uma expressão usada para descrever a experiência de mães que cuidam de filhos com deficiência, transtornos do neurodesenvolvimento, doenças raras, síndromes, condições crônicas ou necessidades permanentes de cuidado. No debate público, o termo aparece com frequência ligado ao autismo, mas não se limita ao Transtorno do Espectro Autista.</p>
<p style="text-align: justify;">O ponto central é a sobrecarga. A mãe atípica muitas vezes acumula funções que deveriam ser compartilhadas por família, escola, sistema de saúde, assistência social e políticas públicas. Ela vira cuidadora, secretária de consultas, mediadora de crises, defensora de direitos, pesquisadora improvisada e, quando sobra algum tempo, pessoa. A humanidade criou a palavra “rede” justamente para evitar que uma mulher vire a rede inteira sozinha. Pelo visto, ainda estamos testando esse conceito básico.</p>
<h2 id="toc-o-dado-central-1" style="text-align: justify;">O dado central</h2>
<p style="text-align: justify;">O principal dado público disponível mostra que o Acre tem uma presença expressiva de pessoas diagnosticadas com autismo. Segundo o recorte divulgado pelo governo estadual, 1,6% da população acreana declarou diagnóstico de TEA no Censo 2022, o que corresponde a 13.224 pessoas. Entre crianças e adolescentes de 0 a 14 anos, foram mais de 7,2 mil diagnósticos declarados.</p>
<p style="text-align: justify;">Esse dado pressiona diretamente a rede de saúde, educação e assistência. Diagnóstico sem terapia adequada vira angústia. Terapia sem continuidade vira frustração. Escola sem apoio vira exclusão disfarçada de matrícula. E mãe sem suporte vira sistema público ambulante, sustentando no corpo aquilo que deveria ser política estruturada.</p>
<h2 id="toc-a-rotina-que-nao-aparece-no-calendario-oficial-2" style="text-align: justify;">A rotina que não aparece no calendário oficial</h2>
<figure id="attachment_243348" class="wp-caption alignnone" style="text-align: justify;" aria-describedby="caption-attachment-243348">
<p><figure id="attachment_243348" aria-describedby="caption-attachment-243348" style="width: 1152px" class="wp-caption alignnone"><img data-recalc-dims="1" decoding="async" class="wp-image-243348 size-full" title="A vida das mães atípicas no Acre" src="https://i0.wp.com/cidadeacnews.com.br/wp-content/uploads/2026/06/A-vida-das-maes-atipicas-no-Acre-1.png?resize=800%2C644&#038;ssl=1" sizes="(max-width: 1152px) 100vw, 1152px" srcset="https://cidadeacnews.com.br/wp-content/uploads/2026/06/A-vida-das-maes-atipicas-no-Acre-1.png 1152w, https://cidadeacnews.com.br/wp-content/uploads/2026/06/A-vida-das-maes-atipicas-no-Acre-1-993x800.png 993w, https://cidadeacnews.com.br/wp-content/uploads/2026/06/A-vida-das-maes-atipicas-no-Acre-1-1024x825.png 1024w, https://cidadeacnews.com.br/wp-content/uploads/2026/06/A-vida-das-maes-atipicas-no-Acre-1-768x619.png 768w, https://cidadeacnews.com.br/wp-content/uploads/2026/06/A-vida-das-maes-atipicas-no-Acre-1-521x420.png 521w, https://cidadeacnews.com.br/wp-content/uploads/2026/06/A-vida-das-maes-atipicas-no-Acre-1-150x121.png 150w, https://cidadeacnews.com.br/wp-content/uploads/2026/06/A-vida-das-maes-atipicas-no-Acre-1-300x242.png 300w, https://cidadeacnews.com.br/wp-content/uploads/2026/06/A-vida-das-maes-atipicas-no-Acre-1-696x561.png 696w, https://cidadeacnews.com.br/wp-content/uploads/2026/06/A-vida-das-maes-atipicas-no-Acre-1-1068x860.png 1068w" alt="A vida das mães atípicas no Acre" width="800" height="644" /><figcaption id="caption-attachment-243348" class="wp-caption-text">A vida das mães atípicas no Acre</figcaption></figure></figure>
<p style="text-align: justify;">A rotina de uma mãe atípica pode começar antes do amanhecer. Preparar alimentação, organizar medicamento quando existe prescrição, antecipar crises sensoriais, conferir roupa, material escolar, documentos, laudos, terapias e transporte. Depois vêm os deslocamentos, as consultas, as faltas no trabalho, as esperas e a cobrança constante por atendimento.</p>
<p style="text-align: justify;">Quando a criança tem autismo, TDAH, deficiência intelectual, atraso de linguagem ou outra condição que demanda acompanhamento, a família precisa lidar com múltiplas frentes: neuropediatria, psicologia, fonoaudiologia, terapia ocupacional, psicopedagogia, fisioterapia, escola, benefício social e adaptação da rotina doméstica.</p>
<p style="text-align: justify;">Não é apenas cansaço físico. É uma vigilância permanente. Muitas mães dormem pouco, comem mal, deixam de cuidar da própria saúde, abandonam carreira, reduzem renda e vivem em estado de alerta. O filho precisa de cuidado, mas a mãe também. Só que a mãe costuma aparecer no sistema apenas como acompanhante, não como pessoa em sofrimento.</p>
<h2 id="toc-saude-mental-das-maes-atipicas-3" style="text-align: justify;">Saúde mental das mães atípicas</h2>
<p style="text-align: justify;">A maternidade atípica pode trazer impacto direto sobre a saúde mental. Ansiedade, exaustão, isolamento, culpa, medo do futuro e sensação de abandono são relatos frequentes em famílias que vivem cuidado intensivo. O peso aumenta quando faltam diagnóstico rápido, terapias, acolhimento escolar e rede familiar.</p>
<p style="text-align: justify;">O cuidado com a mãe não é detalhe. É parte do cuidado com a criança. Uma mãe exausta, sem apoio e sem orientação adequada, tende a enfrentar mais dificuldade para manter a rotina terapêutica, lidar com crises e sustentar a própria vida emocional.</p>
<p style="text-align: justify;">Por isso, políticas voltadas a mães atípicas precisam ir além da criança. Apoio psicológico, grupos de acolhimento, orientação jurídica, capacitação, renda, transporte e prioridade em serviços são elementos que podem reduzir a sobrecarga. Sem isso, o discurso de inclusão vira uma faixa bonita colocada na porta de um prédio onde ninguém atende.</p>
<h2 id="toc-educacao-inclusiva-matricula-nao-basta-4" style="text-align: justify;">Educação inclusiva: matrícula não basta</h2>
<p style="text-align: justify;">Na escola, o desafio aparece de outra forma. A matrícula de uma criança com TEA ou deficiência é apenas o primeiro passo. Inclusão exige planejamento pedagógico, mediador quando necessário, professor orientado, adaptação de atividades, diálogo com a família e respeito às necessidades da criança.</p>
<p style="text-align: justify;">A Prefeitura de Rio Branco mantém o Centro de Atendimento ao Autista Mundo Azul como referência municipal, com ações de conscientização, oficinas e serviços voltados a crianças com TEA e suas famílias. Em março de 2026, a gestão municipal anunciou programação especial em alusão à Semana do Autismo no espaço, com atividades educativas e serviços de saúde.</p>
<p style="text-align: justify;">Mas o problema da inclusão escolar não se resolve apenas com programação pontual. O que define a vida da mãe atípica é a segunda-feira comum: o dia da crise na entrada da escola, da adaptação que não foi feita, do mediador que faltou, da professora sem suporte, da mãe chamada no meio do expediente para buscar a criança.</p>
<h2 id="toc-quando-a-justica-entra-na-fila-5" style="text-align: justify;">Quando a Justiça entra na fila</h2>
<p style="text-align: justify;">A judicialização também aparece nesse cenário. Em abril de 2026, o TJAC informou decisão que identificou falhas no atendimento a autistas e determinou a elaboração de uma política pública estruturada, com cronogramas claros, metas mensuráveis e previsão de recursos financeiros para assegurar atendimento a jovens autistas que buscam o SUS no estado.</p>
<p style="text-align: justify;">Essa decisão revela uma camada importante: quando famílias precisam recorrer à Justiça para garantir atendimento, o problema já ultrapassou a esfera individual. Não se trata de uma mãe “insistente”. Trata-se de uma rede que não respondeu antes da judicialização.</p>
<p style="text-align: justify;">Em 2024, decisão da 2ª Vara da Infância e da Juventude de Rio Branco também determinou a apresentação de plano para atender crianças e adolescentes com TEA em fila de espera de centro especializado, com redução do tempo de espera de novos pacientes para no máximo 30 dias.</p>
<p style="text-align: justify;">Quando a fila vira processo, a política pública já chegou atrasada.</p>
<h2 id="toc-programas-e-iniciativas-no-acre-6" style="text-align: justify;">Programas e iniciativas no Acre</h2>
<p style="text-align: justify;">O Acre tem iniciativas voltadas ao tema. O governo estadual destaca o Programa Mentes Azuis, lançado em 2024 pela Fapac, que oferece bolsas de pesquisa científica para mães atípicas com filhos autistas, buscando inclusão social e melhoria da qualidade de vida dessas famílias.</p>
<p style="text-align: justify;">Em outubro de 2025, o governo lançou a Caravana do TEA dentro do Programa Mentes Azuis, com oficinas práticas e capacitação para famílias e profissionais, voltadas a TEA, TDAH e TOD. A primeira cidade a receber a ação foi Rio Branco, com previsão de percorrer os 22 municípios do estado.</p>
<p style="text-align: justify;">Também existem instrumentos de acesso a direitos, como a Carteira Estadual da Pessoa com TEA, a e-Ceptea, disponível pelo Portal de Serviços do Acre e presencialmente na OCA. Segundo o governo, o documento garante prioridade em serviços públicos e privados, acesso a programas de inclusão e gratuidade em transportes públicos.</p>
<p style="text-align: justify;">Essas iniciativas importam. Mas precisam ser avaliadas por alcance, continuidade e resultado. Programa bom não é o que rende foto em evento. É o que chega na mãe que está sozinha em casa tentando organizar terapia, escola, transporte e comida.</p>
<h2 id="toc-o-que-falta-perguntar-7" style="text-align: justify;">O que falta perguntar</h2>
<p style="text-align: justify;">O debate sobre mães atípicas no Acre precisa sair do elogio genérico e entrar nas perguntas concretas. Quantas crianças aguardam terapia? Qual é o tempo médio de espera? Quantas têm mediador escolar? Quantas mães deixaram o emprego para cuidar dos filhos? Quantas recebem apoio psicológico? Quantas vivem sem rede familiar?</p>
<p style="text-align: justify;">Também é preciso saber como os municípios do interior estão estruturados. Uma mãe em Rio Branco já enfrenta barreiras. Uma mãe em município distante, sem especialistas próximos, enfrenta outra camada de isolamento. No Acre, a distância não é detalhe geográfico. É parte do problema público.</p>
<h2 id="toc-impacto-para-o-leitor-8" style="text-align: justify;">Impacto para o leitor</h2>
<p style="text-align: justify;">Para o leitor, esse dossiê mostra que a maternidade atípica não é um tema privado. Ela envolve saúde pública, educação inclusiva, assistência social, mercado de trabalho, transporte, renda, moradia, infância e direitos humanos.</p>
<p style="text-align: justify;">Quando uma mãe atípica adoece, a família inteira sente. Quando uma criança fica sem terapia, o desenvolvimento pode ser prejudicado. Quando a escola não inclui, a exclusão se apresenta com uniforme. Quando o Estado demora, a mãe antecipa a política pública com o próprio corpo.</p>
<h2 id="toc-o-que-observar-agora-9" style="text-align: justify;">O que observar agora</h2>
<p style="text-align: justify;">Os próximos pontos de acompanhamento são a execução da política pública determinada pela Justiça, a expansão real da Caravana do TEA, o funcionamento da e-Ceptea, a oferta de atendimento especializado, as filas de terapia, o apoio psicológico às mães e a presença de mediadores nas escolas.</p>
<p style="text-align: justify;">O Cidade AC News deve acompanhar esse tema como linha permanente, não apenas como pauta de abril ou de evento. Mãe atípica não existe só no mês de conscientização. Ela acorda todos os dias dentro de uma rotina que não espera campanha terminar.</p>
<h2 id="toc-metodo-cidade-ac-news-10" style="text-align: justify;">Método Cidade AC News</h2>
<p style="text-align: justify;">Este dossiê foi construído a partir de dados públicos, fontes institucionais identificadas, decisões judiciais, contexto local e análise de consequência. Quando houver entrevistas diretas com mães, especialistas ou gestores, o texto poderá ser atualizado para formato de Reportagem Especial com personagens e escuta própria.</p>
<h2 id="toc-sobre-o-cidade-ac-news-11" style="text-align: justify;">Sobre o Cidade AC News</h2>
<p style="text-align: justify;">O Cidade AC News trabalha com informação, contexto e consequência. Nosso compromisso é separar fato de opinião, dado de interpretação e notícia de direcionamento, para que o leitor compreenda o que está em jogo sem abrir mão do próprio julgamento.</p>
<p style="text-align: justify;">Não prometemos neutralidade artificial. Prometemos clareza, responsabilidade pública e leitura honesta dos acontecimentos que afetam o Acre.</p>
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		<title>A história que a manchete não conta sobre a doação do imóvel à Assembleia de Deus em Feijó</title>
		<link>https://juruacomunicacao.com.br/a-historia-que-a-manchete-nao-conta-sobre-a-doacao-do-imovel-a-assembleia-de-deus-em-feijo/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Elís Melo]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 10 Jun 2026 15:58:23 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[COLUNA DO TON]]></category>
		<category><![CDATA[ÚLTIMAS NOTÍCIAS]]></category>
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					<description><![CDATA[A autorização para doação de um imóvel do Estado à Assembleia de Deus em Feijó não começou agora. A lei encerra uma discussão patrimonial aberta há mais de uma década, envolvendo comodato vencido, sede construída pela própria igreja, atuação social e regularização jurídica. A notícia de que o Governo do Acre autorizou a doação de imóvel Assembleia de [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;">A autorização para doação de um imóvel do Estado à Assembleia de Deus em Feijó não começou agora. A lei encerra uma discussão patrimonial aberta há mais de uma década, envolvendo comodato vencido, sede construída pela própria igreja, atuação social e regularização jurídica.</p>
<div>
<p style="text-align: justify;">A notícia de que o Governo do Acre autorizou a <strong>doação de imóvel Assembleia de Deus Feijó</strong> pode provocar leitura apressada.</p>
<p style="text-align: justify;">Lida apenas pela manchete, a informação parece simples: o Estado decidiu transferir um imóvel público para uma instituição religiosa.</p>
<p style="text-align: justify;">Mas a história é mais longa.</p>
<p style="text-align: justify;">E, como quase sempre acontece, a manchete mostra o ato final, não o caminho inteiro.</p>
<p style="text-align: justify;">A governadora Mailza Assis sancionou a <strong>Lei nº 4.809, de 3 de junho de 2026</strong>, que autoriza o Poder Executivo a doar um imóvel pertencente ao patrimônio estadual para a Igreja Evangélica Assembleia de Deus, em Feijó. A legislação está disponível no Portal da Legislação do Estado do Acre.</p>
<p style="text-align: justify;">A imprensa local registrou que a medida foi publicada no Diário Oficial e envolve área pública no município de Feijó.</p>
<p style="text-align: justify;">Também foi informado que a área tem mais de mil metros quadrados e que a lei prevê uso exclusivo para atividades religiosas, assistenciais e sociais, com reversão ao patrimônio público em caso de descumprimento.</p>
<p style="text-align: justify;">Esse é o fato formal.</p>
<p style="text-align: justify;">Mas ele não explica tudo.</p>
<blockquote><p><strong>Segundo relato apresentado pela instituição, o terreno já havia sido concedido à igreja por meio de comodato ainda durante o governo de Jorge Viana.</strong></p></blockquote>
<p style="text-align: justify;">Foi sobre essa área que a própria Assembleia de Deus construiu sua sede, com recursos próprios, investimento comunitário e trabalho desenvolvido ao longo dos anos.</p>
<p style="text-align: justify;">Ou seja, <strong>o Estado não construiu o templo</strong>.</p>
<p style="text-align: justify;">A igreja construiu.</p>
<p style="text-align: justify;">O que existia inicialmente era uma autorização de uso da área.</p>
<p style="text-align: justify;">Essa diferença é essencial para compreender o caso sem cair na tentação moderna de transformar toda manchete em julgamento instantâneo, esse esporte nacional sem árbitro e com plateia gritando no escuro.</p>
<div style="text-align: justify;">
<p><strong>A lei não iniciou essa história. Ela apenas encerrou um capítulo patrimonial que estava aberto desde o vencimento do comodato em 2013.</strong></p>
</div>
<h2 id="toc-o-que-a-manchete-nao-mostra-0" style="text-align: justify;">O que a manchete não mostra</h2>
<p style="text-align: justify;">O ponto decisivo da história está em 2013.</p>
<p style="text-align: justify;">Foi naquele ano que o contrato de comodato venceu.</p>
<p style="text-align: justify;">A partir dali, surgiu uma situação jurídica delicada.</p>
<p style="text-align: justify;">A Assembleia de Deus permanecia em uma área onde já estava instalada havia anos, com sede construída pela própria instituição, mas sem uma solução definitiva para a questão patrimonial.</p>
<p style="text-align: justify;">Segundo relato do pastor Rogelio Luiz, a igreja procurou a Procuradoria-Geral do Estado na época e teria recebido a informação de que não havia intenção do Estado em adotar medida que prejudicasse a instituição.</p>
<p style="text-align: justify;">Ainda assim, a ausência de regularização definitiva mantinha insegurança.</p>
<p style="text-align: justify;">Com o passar dos anos, começaram a circular rumores de que a área poderia retornar ao patrimônio estadual e que a estrutura construída pela própria igreja poderia se tornar objeto de discussão futura.</p>
<p style="text-align: justify;">Foi nesse contexto que a instituição passou a buscar uma solução administrativa e jurídica.</p>
<p style="text-align: justify;">O então governador Gladson Cameli, segundo o relato apresentado, chegou a manifestar disposição para buscar uma solução definitiva para o caso.</p>
<p style="text-align: justify;">Mas a regularização não foi concluída naquele momento.</p>
<p style="text-align: justify;">Posteriormente, já sob a gestão da governadora Mailza Assis, o processo voltou a avançar até a sanção da lei.</p>
<p style="text-align: justify;">A história, portanto, não começa com a publicação da norma.</p>
<p style="text-align: justify;">Começa no comodato.</p>
<p style="text-align: justify;">Passa pela construção da sede.</p>
<p style="text-align: justify;">Atravessa o vencimento contratual.</p>
<p style="text-align: justify;">Enfrenta anos de insegurança jurídica.</p>
<p style="text-align: justify;">E chega à autorização legislativa como etapa final de regularização.</p>
<h2 id="toc-interesse-social-entrou-como-fundamento-1" style="text-align: justify;">Interesse social entrou como fundamento</h2>
<p style="text-align: justify;">Outro ponto relevante é que o fundamento apresentado não se limita à atividade religiosa.</p>
<p style="text-align: justify;">Segundo as informações organizadas pela própria instituição, a Assembleia de Deus em Feijó desenvolveu, ao longo dos anos, ações voltadas para crianças, adolescentes, jovens, homens, mulheres e famílias em situação de vulnerabilidade.</p>
<p style="text-align: justify;">Entre as atividades relatadas estão distribuição de cestas básicas, palestras, cursos profissionalizantes, ações comunitárias, acolhimento, reabilitação, reintegração social, atendimentos médicos e serviços voltados à população.</p>
<p style="text-align: justify;">Além disso, a igreja informa manter atuação permanente em comunidades indígenas da região, alcançando mais de dez aldeias com templos construídos e acompanhamento contínuo.</p>
<p style="text-align: justify;">Esse conjunto de ações compõe a justificativa de interesse social associada à permanência da instituição na área.</p>
<p style="text-align: justify;">É legítimo discutir patrimônio público.</p>
<p style="text-align: justify;">É legítimo questionar critérios.</p>
<p style="text-align: justify;">É legítimo perguntar quais entidades recebem regularização, quais requisitos são usados e como o Estado mede interesse social.</p>
<p style="text-align: justify;">Mas uma discussão séria precisa partir da cronologia completa.</p>
<p style="text-align: justify;">Patrimônio público não deve ser tratado com improviso.</p>
<p style="text-align: justify;">Também não deve ser analisado com recorte preguiçoso.</p>
<p style="text-align: justify;">Se o debate público quer ser adulto, uma ambição ousada para os nossos tempos, precisa considerar fatos, documentos, contexto e consequência.</p>
<h2 id="toc-regularizacao-nao-e-caso-isolado-2" style="text-align: justify;">Regularização não é caso isolado</h2>
<p style="text-align: justify;">O caso de Feijó também precisa ser entendido dentro da política patrimonial e fundiária do Estado.</p>
<p style="text-align: justify;">O Instituto de Terras do Acre, o <strong>Iteracre</strong>, atua em processos de regularização fundiária e ordenamento de terras públicas. O próprio governo informa que o órgão promove a política de regularização fundiária no Acre desde sua criação pela Lei nº 1.373, de 2001.</p>
<p style="text-align: justify;">O portal do Iteracre também disponibiliza canais institucionais de atendimento, informações e acesso a serviços do órgão.</p>
<p style="text-align: justify;">Nos últimos anos, o Estado realizou diferentes ações de regularização fundiária, inclusive em Feijó, onde mil famílias receberam títulos definitivos em ação conduzida pelo Iteracre e pela Secretaria de Assistência Social e Direitos Humanos.</p>
<p style="text-align: justify;">Isso mostra que a regularização patrimonial não é instrumento criado apenas para uma instituição.</p>
<p style="text-align: justify;">Cada caso exige análise própria.</p>
<p style="text-align: justify;">Mas o instrumento administrativo e jurídico existe dentro da máquina pública.</p>
<p style="text-align: justify;">A análise jurídica, por sua vez, passa pelos órgãos competentes, incluindo a Procuradoria-Geral do Estado, quando envolve transferência patrimonial estadual.</p>
<p style="text-align: justify;">A autorização legal aprovada não elimina o dever de fiscalização.</p>
<p style="text-align: justify;">Ao contrário.</p>
<p style="text-align: justify;">Ela torna ainda mais importante acompanhar o cumprimento dos encargos previstos.</p>
<p style="text-align: justify;">Se a lei determina finalidade religiosa, assistencial e social, cabe ao Estado verificar se essa finalidade será mantida.</p>
<p style="text-align: justify;">Se houver descumprimento, a própria lei prevê reversão do imóvel ao patrimônio público, conforme noticiado pela imprensa local. O debate público continua necessário</p>
<p style="text-align: justify;">A regularização não encerra o debate público.</p>
<p style="text-align: justify;">Ela apenas muda o nível da discussão.</p>
<p style="text-align: justify;">A partir da sanção da lei, as perguntas corretas passam a ser mais objetivas.</p>
<p style="text-align: justify;">Qual foi a área transferida?</p>
<p style="text-align: justify;">Qual era a situação patrimonial anterior?</p>
<p style="text-align: justify;">Quais documentos instruíram o processo?</p>
<p style="text-align: justify;">Quais atividades sociais foram consideradas?</p>
<p style="text-align: justify;">Quais encargos foram estabelecidos?</p>
<p style="text-align: justify;">Como o Estado fiscalizará o cumprimento da finalidade prevista?</p>
<p style="text-align: justify;">Em que situações o imóvel poderá retornar ao patrimônio público?</p>
<p style="text-align: justify;">Essas perguntas são legítimas.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>O erro seria reduzir a história a uma frase curta: “o governo deu um imóvel para uma igreja”.</strong></p>
<p style="text-align: justify;">Essa frase pode até render engajamento.</p>
<p style="text-align: justify;">Mas não explica o processo.</p>
<p style="text-align: justify;">A história real informa que havia comodato antigo, sede construída pela própria instituição, vencimento contratual em 2013, insegurança jurídica, tratativas em governos diferentes, atuação social relatada e autorização legal posterior.</p>
<p style="text-align: justify;">O leitor tem direito à informação completa.</p>
<p style="text-align: justify;">Não à versão simplificada que cabe em indignação de bolso.</p>
<div style="text-align: justify;">
<p><strong>O ponto central não é negar o debate sobre patrimônio público.</strong></p>
<p><strong>O ponto central é lembrar que qualquer debate sério precisa considerar a cronologia inteira: comodato, construção própria, vencimento em 2013, insegurança jurídica, interesse social e regularização legal.</strong></p>
</div>
<h2 id="toc-fechamento-3" style="text-align: justify;">Fechamento</h2>
<p style="text-align: justify;">A doação do imóvel à Assembleia de Deus em Feijó não pode ser compreendida apenas pela manchete.</p>
<p style="text-align: justify;">A lei sancionada pela governadora Mailza Assis autorizou a transferência patrimonial, mas o caso começou muito antes.</p>
<p style="text-align: justify;">Começou com um comodato antigo.</p>
<p style="text-align: justify;">Passou pela construção da sede pela própria igreja.</p>
<p style="text-align: justify;">Chegou ao vencimento do contrato em 2013.</p>
<p style="text-align: justify;">Atravessou anos de insegurança jurídica.</p>
<p style="text-align: justify;">Passou por tratativas durante a gestão Gladson Cameli.</p>
<p style="text-align: justify;">Avançou sob a gestão Mailza Assis.</p>
<p style="text-align: justify;">E chegou agora à formalização legal.</p>
<p style="text-align: justify;">O debate sobre patrimônio público continua legítimo.</p>
<p style="text-align: justify;">A fiscalização continua necessária.</p>
<p style="text-align: justify;">Os critérios do Estado devem ser transparentes.</p>
<p style="text-align: justify;">Mas os fatos completos mostram que não se trata de uma história iniciada com a lei.</p>
<p style="text-align: justify;">A lei apenas encerra um capítulo aberto há mais de uma década.</p>
<p style="text-align: justify;">E, em temas públicos, entender a origem dos fatos é o mínimo antes de transformar a manchete em sentença.</p>
</div>
]]></content:encoded>
					
		
		
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		<item>
		<title>Transporte coletivo Rio Branco: crise expõe paralisia da Câmara</title>
		<link>https://juruacomunicacao.com.br/transporte-coletivo-rio-branco-crise-expoe-paralisia-da-camara/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Elís Melo]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 11 Mar 2026 15:47:55 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[COLUNA DO TON]]></category>
		<category><![CDATA[ÚLTIMAS NOTÍCIAS]]></category>
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					<description><![CDATA[Demissões, contratos emergenciais e ameaça de paralisação revelam impasse político que atravessa legislaturas; proposta alternativa de mobilidade é apresentada como caminho técnico para a capital acreana A crise no transporte coletivo de Rio Branco voltou ao centro do debate público após demissões de trabalhadores, incerteza sobre a operação do sistema e a continuidade de contratos [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;" data-start="137" data-end="354">Demissões, contratos emergenciais e ameaça de paralisação revelam impasse político que atravessa legislaturas; proposta alternativa de mobilidade é apresentada como caminho técnico para a capital acreana<span id="more-142398"></span></p>
<p style="text-align: justify;" data-start="423" data-end="813">A crise no transporte coletivo de Rio Branco voltou ao centro do debate público após demissões de trabalhadores, incerteza sobre a operação do sistema e a continuidade de contratos emergenciais. O episódio reacende uma discussão que atravessa mandatos consecutivos na Câmara Municipal sem solução definitiva e expõe a fragilidade do modelo de mobilidade urbana adotado pela capital acreana.</p>
<h2 style="text-align: justify;" data-section-id="10zwepl" data-start="820" data-end="845"><span id="O_QUE_ESTA_ACONTECENDO" class="ez-toc-section"></span>O QUE ESTÁ ACONTECENDO</h2>
<p style="text-align: justify;" data-start="847" data-end="1145">Nos últimos dias, trabalhadores do sistema de transporte coletivo procuraram vereadores relatando demissões e insegurança sobre o futuro da operação. Paralelamente, discussões sobre a situação da empresa responsável pelo serviço e sobre a viabilidade econômica do sistema voltaram à pauta política.</p>
<p style="text-align: justify;" data-start="1147" data-end="1342">O sistema de ônibus da cidade opera sob contratos emergenciais sucessivos, modelo que especialistas em gestão pública consideram um indicativo de instabilidade estrutural na concessão do serviço.</p>
<h2 style="text-align: justify;" data-section-id="fts8er" data-start="1349" data-end="1372"><span id="POR_QUE_ISSO_IMPORTA" class="ez-toc-section"></span>POR QUE ISSO IMPORTA</h2>
<p style="text-align: justify;" data-start="1374" data-end="1557">O transporte coletivo é considerado um serviço público essencial. Em cidades como Rio Branco, milhares de trabalhadores e estudantes dependem diariamente dos ônibus para deslocamento.</p>
<p style="text-align: justify;" data-start="1559" data-end="1627">Quando o sistema entra em crise, os efeitos se espalham rapidamente:</p>
<ul style="text-align: justify;" data-start="1629" data-end="1801">
<li data-section-id="1l03xwr" data-start="1629" data-end="1669">
<p data-start="1631" data-end="1669">aumento da insegurança para usuários</p>
</li>
<li data-section-id="xsjf9n" data-start="1670" data-end="1703">
<p data-start="1672" data-end="1703">impacto na rotina de trabalho</p>
</li>
<li data-section-id="1byyqe" data-start="1704" data-end="1744">
<p data-start="1706" data-end="1744">instabilidade na operação do serviço</p>
</li>
<li data-section-id="bua564" data-start="1745" data-end="1801">
<p data-start="1747" data-end="1801">tensão entre operadores, poder público e trabalhadores</p>
</li>
</ul>
<p style="text-align: justify;" data-start="1803" data-end="2034">Para analistas de mobilidade urbana, o desafio enfrentado por Rio Branco reflete um problema comum em cidades médias brasileiras: a dificuldade de manter sistemas de transporte sustentados apenas pela tarifa paga pelos passageiros.</p>
<h2 style="text-align: justify;" data-section-id="1ye4p6i" data-start="2041" data-end="2074"><span id="A_CRITICA_A_PARALISIA_POLITICA" class="ez-toc-section"></span>A CRÍTICA À PARALISIA POLÍTICA</h2>
<p style="text-align: justify;" data-start="2076" data-end="2295">O episódio também reacendeu críticas à lentidão política no enfrentamento do problema. A pauta do transporte coletivo tem sido discutida há anos no Legislativo municipal sem que uma solução estrutural seja implementada.</p>
<p style="text-align: justify;" data-start="2297" data-end="2438">Reuniões, audiências públicas e debates têm sido realizados ao longo das legislaturas, mas a questão permanece sem encaminhamento definitivo.</p>
<p style="text-align: justify;" data-start="2440" data-end="2672">Para críticos do modelo atual, a repetição do debate revela falta de capacidade institucional para enfrentar uma política pública complexa que exige planejamento técnico, decisão política e coordenação entre Executivo e Legislativo.</p>
<h2 style="text-align: justify;" data-section-id="1lb1w92" data-start="2679" data-end="2704"><span id="O_ERRO_DO_MODELO_ATUAL" class="ez-toc-section"></span>O ERRO DO MODELO ATUAL</h2>
<p style="text-align: justify;" data-start="2706" data-end="2821">O sistema atual de transporte coletivo da capital acreana depende quase exclusivamente da tarifa paga pelo usuário.</p>
<p style="text-align: justify;" data-start="2823" data-end="2939">Em cidades com população e demanda limitadas, esse modelo tende a enfrentar dificuldades operacionais e financeiras.</p>
<p style="text-align: justify;" data-start="2941" data-end="3105">Custos de combustível, manutenção de frota, folha de pagamento e variações no número de passageiros tornam o equilíbrio econômico da operação cada vez mais difícil.</p>
<p style="text-align: justify;" data-start="3107" data-end="3160">Quando isso ocorre, surgem os sintomas já conhecidos:</p>
<ul style="text-align: justify;" data-start="3162" data-end="3304">
<li data-section-id="eabbwt" data-start="3162" data-end="3192">
<p data-start="3164" data-end="3192">empresas alegando prejuízo</p>
</li>
<li data-section-id="198ercx" data-start="3193" data-end="3223">
<p data-start="3195" data-end="3223">demissões de trabalhadores</p>
</li>
<li data-section-id="1j4l4yc" data-start="3224" data-end="3266">
<p data-start="3226" data-end="3266">necessidade de renegociação contratual</p>
</li>
<li data-section-id="14vk6wn" data-start="3267" data-end="3304">
<p data-start="3269" data-end="3304">instabilidade recorrente no sistema</p>
</li>
</ul>
<h2 style="text-align: justify;" data-section-id="155pnlo" data-start="3311" data-end="3350"><span id="A_SOLUCAO_QUE_COMECA_A_SER_DISCUTIDA" class="ez-toc-section"></span>A SOLUÇÃO QUE COMEÇA A SER DISCUTIDA</h2>
<p style="text-align: justify;" data-start="3352" data-end="3513">Especialistas em mobilidade urbana defendem que cidades do porte de Rio Branco precisam adotar modelos híbridos de financiamento e gestão do transporte coletivo.</p>
<p style="text-align: justify;" data-start="3515" data-end="3565">Entre as medidas consideradas mais eficazes estão:</p>
<p style="text-align: justify;" data-start="3567" data-end="3723"><strong data-start="3567" data-end="3598">Redesenho da rede de linhas</strong><br data-start="3598" data-end="3601" />Reorganização técnica das rotas para eliminar sobreposição de trajetos, melhorar frequência e reduzir custos operacionais.</p>
<p style="text-align: justify;" data-start="3725" data-end="3909"><strong data-start="3725" data-end="3772">Criação de um fundo municipal de mobilidade</strong><br data-start="3772" data-end="3775" />Estrutura financeira que complementa a receita do sistema com fontes públicas e urbanas, diminuindo a dependência exclusiva da tarifa.</p>
<p style="text-align: justify;" data-start="3911" data-end="4082"><strong data-start="3911" data-end="3976">Novo modelo de concessão baseado em custos operacionais reais</strong><br data-start="3976" data-end="3979" />Contratos mais transparentes e previsíveis, capazes de garantir estabilidade financeira para o sistema.</p>
<div class="flex flex-col text-sm pb-25">
<article class="text-token-text-primary w-full focus:outline-none [--shadow-height:45px] has-data-writing-block:pointer-events-none has-data-writing-block:-mt-(--shadow-height) has-data-writing-block:pt-(--shadow-height) [&amp;:has([data-writing-block])&gt;*]:pointer-events-auto scroll-mt-[calc(var(--header-height)+min(200px,max(70px,20svh)))]" dir="auto" tabindex="-1" data-turn-id="request-WEB:b9e23cb4-2659-4388-856d-1047d1877de9-23" data-testid="conversation-turn-20" data-scroll-anchor="true" data-turn="assistant">
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<p style="text-align: justify;" data-start="26" data-end="311">No canal <strong data-start="131" data-end="152">O Ton da Conversa</strong>, Eliton Lobato Muniz aprofunda temas que impactam a política, a economia e a vida pública do estado — sempre com foco em <strong data-start="274" data-end="310">análise, contexto e consequência</strong>.</p>
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</div>
</div>
</div>
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</div>
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		<title>Coluna do Ton- Infraestrutura do Acre: 7 verdades incômodas sobre um estado que pode perder o trem do Pacífico</title>
		<link>https://juruacomunicacao.com.br/coluna-do-ton-infraestrutura-do-acre-7-verdades-incomodas-sobre-um-estado-que-pode-perder-o-trem-do-pacifico/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Jarline]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 05 Mar 2026 21:31:09 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[COLUNA DO TON]]></category>
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					<description><![CDATA[Por Eliton Lobato Muniz — Cidade AC News A infraestrutura do Acre voltou ao debate após declarações do ex-ministro Aldo Rebelo, que classificou o estado como praticamente interditado do ponto de vista logístico. A frase incomoda porque toca em algo que raramente se discute com honestidade: o Acre pode estar sentado sobre uma das posições geográficas mais estratégicas [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p data-start="504" data-end="548"><strong data-start="504" data-end="548">Por Eliton Lobato Muniz — Cidade AC News</strong></p>
<p data-start="550" data-end="987">A <strong data-start="552" data-end="578">infraestrutura do Acre</strong> voltou ao debate após declarações do ex-ministro <span class="hover:entity-accent entity-underline inline cursor-pointer align-baseline"><span class="whitespace-normal">Aldo Rebelo</span></span>, que classificou o estado como praticamente interditado do ponto de vista logístico. A frase incomoda porque toca em algo que raramente se discute com honestidade: o Acre pode estar sentado sobre uma das posições geográficas mais estratégicas do Brasil e, ao mesmo tempo, agir como se isso não tivesse importância alguma.</p>
<figure id="attachment_235050" class="wp-caption aligncenter" aria-describedby="caption-attachment-235050"><img data-recalc-dims="1" loading="lazy" decoding="async" class="size-thumbnail wp-image-235050" title="Infraestrutura do Acre: 7 verdades incômodas sobre um estado que pode perder o trem do Pacífico – Cidade AC News" src="https://i0.wp.com/cidadeacnews.com.br/wp-content/uploads/2026/03/ChatGPT-Image-4-de-mar.-de-2026-04_48_17-600x400.png?resize=600%2C400&#038;ssl=1" sizes="(max-width: 600px) 100vw, 600px" srcset="https://cidadeacnews.com.br/wp-content/uploads/2026/03/ChatGPT-Image-4-de-mar.-de-2026-04_48_17-600x400.png 600w, https://cidadeacnews.com.br/wp-content/uploads/2026/03/ChatGPT-Image-4-de-mar.-de-2026-04_48_17-1200x800.png 1200w, https://cidadeacnews.com.br/wp-content/uploads/2026/03/ChatGPT-Image-4-de-mar.-de-2026-04_48_17-1024x683.png 1024w, https://cidadeacnews.com.br/wp-content/uploads/2026/03/ChatGPT-Image-4-de-mar.-de-2026-04_48_17-768x512.png 768w, https://cidadeacnews.com.br/wp-content/uploads/2026/03/ChatGPT-Image-4-de-mar.-de-2026-04_48_17-150x100.png 150w, https://cidadeacnews.com.br/wp-content/uploads/2026/03/ChatGPT-Image-4-de-mar.-de-2026-04_48_17-300x200.png 300w, https://cidadeacnews.com.br/wp-content/uploads/2026/03/ChatGPT-Image-4-de-mar.-de-2026-04_48_17-696x464.png 696w, https://cidadeacnews.com.br/wp-content/uploads/2026/03/ChatGPT-Image-4-de-mar.-de-2026-04_48_17-1068x712.png 1068w, https://cidadeacnews.com.br/wp-content/uploads/2026/03/ChatGPT-Image-4-de-mar.-de-2026-04_48_17-219x146.png 219w, https://cidadeacnews.com.br/wp-content/uploads/2026/03/ChatGPT-Image-4-de-mar.-de-2026-04_48_17.png 1536w" alt="infraestrutura do Acre corredor logístico ligando o Brasil ao Pacífico através do trem simbólico da integração continental" width="600" height="400" /><figcaption id="caption-attachment-235050" class="wp-caption-text">infraestrutura do Acre corredor logístico ligando o Brasil ao Pacífico através do trem simbólico da integração continental</figcaption></figure>
<p data-start="989" data-end="1218">Nem sempre quem está no fim do mapa representa o elo mais fraco de um país. Em muitos casos representa exatamente o contrário: um território de fronteira que poderia se transformar em porta de entrada para novas rotas econômicas.</p>
<p data-start="1220" data-end="1295">No caso do Acre, a pergunta que começa a surgir é simples e desconfortável.</p>
<p data-start="1297" data-end="1415"><strong data-start="1297" data-end="1415">Estamos diante de uma oportunidade histórica ou diante de mais um caso clássico de inércia estratégica brasileira?</strong></p>
<hr data-start="1417" data-end="1420" />
<h2 data-start="1422" data-end="1499"><span id="Infraestrutura_do_Acre_e_o_erro_historico_de_olhar_apenas_para_o_Atlantico" class="ez-toc-section"></span>Infraestrutura do Acre e o erro histórico de olhar apenas para o Atlântico</h2>
<p data-start="1501" data-end="1689">Durante dois séculos o Brasil construiu sua lógica econômica voltada para o Atlântico. Portos, cadeias produtivas e corredores logísticos foram pensados para exportar pelo litoral sudeste.</p>
<p data-start="1691" data-end="1733">Esse modelo funcionou durante muito tempo.</p>
<p data-start="1735" data-end="1787">Mas o século XXI deslocou o eixo econômico do mundo.</p>
<p data-start="1789" data-end="1868">Hoje o centro da economia global está no <strong data-start="1830" data-end="1842">Pacífico</strong>, onde estão concentrados:</p>
<ul data-start="1870" data-end="1928">
<li data-start="1870" data-end="1879">
<p data-start="1872" data-end="1879">China</p>
</li>
<li data-start="1880" data-end="1900">
<p data-start="1882" data-end="1900">Sudeste Asiático</p>
</li>
<li data-start="1901" data-end="1910">
<p data-start="1903" data-end="1910">Japão</p>
</li>
<li data-start="1911" data-end="1928">
<p data-start="1913" data-end="1928">Coreia do Sul</p>
</li>
</ul>
<p data-start="1930" data-end="2016">Essas regiões concentram algumas das cadeias industriais mais sofisticadas do planeta.</p>
<p data-start="2018" data-end="2138">Nesse novo mapa econômico, a <strong data-start="2047" data-end="2073">infraestrutura do Acre</strong> passa a ganhar uma importância que durante décadas foi ignorada.</p>
<p data-start="2140" data-end="2302">O estado está localizado na extremidade ocidental do Brasil, mais próximo das rotas naturais de ligação com o Pacífico do que grande parte do território nacional.</p>
<p data-start="2304" data-end="2350">Em termos geográficos, o Acre não é periferia.</p>
<p data-start="2352" data-end="2376">É fronteira estratégica.</p>
<hr data-start="2378" data-end="2381" />
<h2 data-start="2383" data-end="2446"><span id="Infraestrutura_do_Acre_ainda_revela_um_isolamento_estrutural" class="ez-toc-section"></span>Infraestrutura do Acre ainda revela um isolamento estrutural</h2>
<p data-start="2448" data-end="2526">Quando se observa a <strong data-start="2468" data-end="2494">infraestrutura do Acre</strong>, porém, o contraste é evidente.</p>
<p data-start="2528" data-end="2554">O estado ainda não possui:</p>
<ul data-start="2556" data-end="2690">
<li data-start="2556" data-end="2568">
<p data-start="2558" data-end="2568">ferrovia</p>
</li>
<li data-start="2569" data-end="2617">
<p data-start="2571" data-end="2617">corredor logístico internacional estruturado</p>
</li>
<li data-start="2618" data-end="2651">
<p data-start="2620" data-end="2651">hidrovia plenamente integrada</p>
</li>
<li data-start="2652" data-end="2690">
<p data-start="2654" data-end="2690">rodovias duplicadas de grande escala</p>
</li>
</ul>
<p data-start="2692" data-end="2743">Essa realidade cria um paradoxo difícil de ignorar.</p>
<p data-start="2745" data-end="2897">Um território que poderia participar de novas rotas comerciais globais continua funcionando, na prática, como uma ilha logística dentro do próprio país.</p>
<p data-start="2899" data-end="2929">Não se trata apenas de atraso.</p>
<p data-start="2931" data-end="2995">Trata-se de ausência de planejamento estratégico de longo prazo.</p>
<hr data-start="2997" data-end="3000" />
<h2 data-start="3002" data-end="3045"><span id="O_impacto_silencioso_do_Porto_de_Chancay" class="ez-toc-section"></span>O impacto silencioso do Porto de Chancay</h2>
<p data-start="3047" data-end="3155">Um fator que começa a mudar essa discussão é a construção do <span class="hover:entity-accent entity-underline inline cursor-pointer align-baseline"><span class="whitespace-normal">Porto de Chancay</span></span>, no Peru.</p>
<p data-start="3157" data-end="3281">O porto foi projetado para se tornar um dos principais hubs logísticos da América do Sul para exportação direta para a Ásia.</p>
<p data-start="3283" data-end="3369">Isso reduz distâncias comerciais e altera o desenho das rotas econômicas continentais.</p>
<p data-start="3371" data-end="3467">Quando um porto desse porte entra em operação, ele não afeta apenas o país onde está localizado.</p>
<p data-start="3469" data-end="3523">Ele reorganiza corredores logísticos em toda a região.</p>
<p data-start="3525" data-end="3609">E nesse cenário, a discussão sobre <strong data-start="3560" data-end="3586">infraestrutura do Acre</strong> deixa de ser regional.</p>
<p data-start="3611" data-end="3635">Passa a ser geopolítica.</p>
<hr data-start="3637" data-end="3640" />
<h2 data-start="3642" data-end="3703"><span id="Quando_o_Acre_ja_discutiu_ser_uma_plataforma_de_exportacao" class="ez-toc-section"></span>Quando o Acre já discutiu ser uma plataforma de exportação</h2>
<p data-start="3705" data-end="3802">Pouca gente lembra, mas o estado já discutiu projetos ambiciosos voltados para comércio exterior.</p>
<p data-start="3804" data-end="3954">Entre eles, a criação de uma <strong data-start="3833" data-end="3878">Zona de Processamento de Exportação (ZPE)</strong>, que poderia transformar o Acre em polo industrial voltado para exportação.</p>
<p data-start="3956" data-end="4072">A proposta chegou a envolver autoridades federais, incluindo o então ministro <span class="hover:entity-accent entity-underline inline cursor-pointer align-baseline"><span class="whitespace-normal">Alexandre Padilha</span></span>.</p>
<p data-start="4074" data-end="4093">A lógica era clara.</p>
<p data-start="4095" data-end="4142">Aproveitar a posição geográfica do estado para:</p>
<ul data-start="4144" data-end="4278">
<li data-start="4144" data-end="4176">
<p data-start="4146" data-end="4176">atrair indústria exportadora</p>
</li>
<li data-start="4177" data-end="4228">
<p data-start="4179" data-end="4228">integrar cadeias produtivas com países vizinhos</p>
</li>
<li data-start="4229" data-end="4278">
<p data-start="4231" data-end="4278">criar um corredor comercial voltado ao Pacífico</p>
</li>
</ul>
<p data-start="4280" data-end="4396">Mas como muitas iniciativas estruturais no Brasil, a proposta acabou dissolvida pela falta de continuidade política.</p>
<hr data-start="4398" data-end="4401" />
<h2 data-start="4403" data-end="4461"><span id="Infraestrutura_do_Acre_e_o_risco_da_inercia_estrategica" class="ez-toc-section"></span>Infraestrutura do Acre e o risco da inércia estratégica</h2>
<p data-start="4463" data-end="4538">O maior risco para regiões com potencial geográfico não é o atraso inicial.</p>
<p data-start="4540" data-end="4613">É a incapacidade de reagir quando o cenário internacional começa a mudar.</p>
<p data-start="4615" data-end="4658">Corredores logísticos não surgem por acaso.</p>
<p data-start="4660" data-end="4715">Eles são construídos com base em decisões estratégicas.</p>
<p data-start="4717" data-end="4887">Se a <strong data-start="4722" data-end="4748">infraestrutura do Acre</strong> não se conectar às novas rotas comerciais que estão surgindo na América do Sul, o fluxo econômico simplesmente encontrará outros caminhos.</p>
<p data-start="4889" data-end="4951">E quando isso acontece, oportunidades desaparecem por décadas.</p>
<hr data-start="4953" data-end="4956" />
<h2 data-start="4958" data-end="4988"><span id="O_Acre_e_a_metafora_do_trem" class="ez-toc-section"></span>O Acre e a metáfora do trem</h2>
<p data-start="4990" data-end="5031">Uma metáfora resume bem a situação atual.</p>
<p data-start="5033" data-end="5100">O mundo está reorganizando rotas comerciais em direção ao Pacífico.</p>
<p data-start="5102" data-end="5131">Portos estão sendo ampliados.</p>
<p data-start="5133" data-end="5179">Corredores bioceânicos estão sendo discutidos.</p>
<p data-start="5181" data-end="5231">Infraestruturas logísticas estão sendo planejadas.</p>
<p data-start="5233" data-end="5347">Se a <strong data-start="5238" data-end="5264">infraestrutura do Acre</strong> não acompanhar esse movimento, o estado pode se ver em uma posição desconfortável.</p>
<p data-start="5349" data-end="5405">Assistindo à transformação econômica acontecer ao redor.</p>
<p data-start="5407" data-end="5463">Como se o trem do desenvolvimento passasse pela estação.</p>
<p data-start="5465" data-end="5508">E o Acre permanecesse parado na plataforma.</p>
<p data-start="5510" data-end="5519">Acenando.</p>
<hr data-start="5521" data-end="5524" />
<h2 data-start="5526" data-end="5579"><span id="Infraestrutura_do_Acre_exige_decisao_nao_discurso" class="ez-toc-section"></span>Infraestrutura do Acre exige decisão, não discurso</h2>
<p data-start="5581" data-end="5693">A discussão sobre <strong data-start="5599" data-end="5625">infraestrutura do Acre</strong> não pode se limitar a disputas ideológicas ou narrativas políticas.</p>
<p data-start="5695" data-end="5749">Ela exige algo mais raro no debate público brasileiro.</p>
<p data-start="5751" data-end="5764">Planejamento.</p>
<p data-start="5766" data-end="5787">Visão de longo prazo.</p>
<p data-start="5789" data-end="5862">Capacidade de enxergar o território dentro do novo mapa econômico global.</p>
<p data-start="5864" data-end="5967">Porque, no fim das contas, a geografia ofereceu ao Acre uma posição que muitos países gostariam de ter.</p>
<p data-start="5969" data-end="6024">Mas geografia, por si só, não constrói desenvolvimento.</p>
<p data-start="6026" data-end="6079">O que constrói desenvolvimento é decisão estratégica.</p>
<p data-start="6081" data-end="6125">E essa decisão ainda parece estar em aberto.</p>
]]></content:encoded>
					
		
		
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		<title>Coluna Opinativa — Bocalom e o preço político da desordem</title>
		<link>https://juruacomunicacao.com.br/coluna-opinativa-bocalom-e-o-preco-politico-da-desordem/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Jarline]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 05 Mar 2026 21:29:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[COLUNA DO TON]]></category>
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					<description><![CDATA[A crise que envolve Tião Bocalom não é apenas ruído passageiro; é o colapso de uma arquitetura política construída sobre improviso, isolamento e narrativas que se esgotaram antes de entregar resultados. O prefeito assumiu que era possível governar Rio Branco com voluntarismo e discurso moralista, ignorando a necessidade elementar de articulação, método e coordenação institucional. [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<div class="vc_column tdi_84  wpb_column vc_column_container tdc-column td-pb-span7">
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<div class="td_block_wrap tdb_single_content tdi_100 td-pb-border-top td_block_template_1 td-post-content tagdiv-type" data-td-block-uid="tdi_100">
<div class="tdb-block-inner td-fix-index">
<div class="size-full [&amp;&gt;*:first-child]:mt-0 [&amp;&gt;*:last-child]:mb-0 space-y-2">
<p>A crise que envolve Tião Bocalom não é apenas ruído passageiro; é o colapso de uma arquitetura política construída sobre improviso, isolamento e narrativas que se esgotaram antes de entregar resultados. O prefeito assumiu que era possível governar Rio Branco com voluntarismo e discurso moralista, ignorando a necessidade elementar de articulação, método e coordenação institucional. O que se vê agora é o saldo previsível de uma lógica que trocou estrutura por teimosia.</p>
</div>
<div class="size-full [&amp;&gt;*:first-child]:mt-0 [&amp;&gt;*:last-child]:mb-0 space-y-2">
<div class="mx-auto mt-3 mb-2 w-full max-w-3xl">
<h3 class="text-xl font-semibold"><span id="Fatos" class="ez-toc-section"></span><span class="font-semibold">Fatos</span></h3>
</div>
</div>
<div class="size-full [&amp;&gt;*:first-child]:mt-0 [&amp;&gt;*:last-child]:mb-0 space-y-2">
<p>Bocalom enfrenta desgaste simultâneo com base, aliados tradicionais, setores empresariais e parte do eleitorado que antes o sustentava. Há perda de legitimidade, deterioração das relações com o Legislativo e dificuldade crescente de manter o próprio grupo coeso.</p>
</div>
<div class="size-full [&amp;&gt;*:first-child]:mt-0 [&amp;&gt;*:last-child]:mb-0 space-y-2">
<div class="mx-auto mt-3 mb-2 w-full max-w-3xl">
<h3 class="text-xl font-semibold"><span id="Contexto" class="ez-toc-section"></span><span class="font-semibold">Contexto</span></h3>
</div>
</div>
<div class="size-full [&amp;&gt;*:first-child]:mt-0 [&amp;&gt;*:last-child]:mb-0 space-y-2">
<p>O Acre vive um ciclo crítico: aumento de doenças respiratórias, instabilidade social, pressão sobre políticas de assistência e uma disputa antecipada por 2026. Nesse cenário, a administração municipal deveria ser vetor de estabilidade. Tornou-se o contrário: epicentro da confusão.</p>
</div>
<div class="size-full [&amp;&gt;*:first-child]:mt-0 [&amp;&gt;*:last-child]:mb-0 space-y-2">
<div class="mx-auto mt-3 mb-2 w-full max-w-3xl">
<h3 class="text-xl font-semibold"><span id="Padroes" class="ez-toc-section"></span><span class="font-semibold">Padrões</span></h3>
</div>
</div>
<div class="size-full [&amp;&gt;*:first-child]:mt-0 [&amp;&gt;*:last-child]:mb-0 space-y-2">
<p>O padrão repetido da crise é claro:</p>
</div>
<div class="size-full [&amp;&gt;*:first-child]:mt-0 [&amp;&gt;*:last-child]:mb-0 space-y-2">
<ul class="ml-1 list-outside list-disc">
<li class="py-0">Governança substituída por reação.</li>
<li class="py-0">Narrativa de vitimização ocupando o espaço que deveria ser de prestação de contas.</li>
<li class="py-0">Nomeações movidas por conveniência política, não por capacidade técnica.</li>
<li class="py-0">Tensões internas tratadas como complô, não como falha de gestão.</li>
</ul>
</div>
<div class="size-full [&amp;&gt;*:first-child]:mt-0 [&amp;&gt;*:last-child]:mb-0 space-y-2"></div>
<div class="size-full [&amp;&gt;*:first-child]:mt-0 [&amp;&gt;*:last-child]:mb-0 space-y-2">
<p>O resultado é um governo que passa mais tempo falando de si do que da cidade.</p>
</div>
<div class="size-full [&amp;&gt;*:first-child]:mt-0 [&amp;&gt;*:last-child]:mb-0 space-y-2">
<div class="mx-auto mt-3 mb-2 w-full max-w-3xl">
<h3 class="text-xl font-semibold"><span id="Consequencias" class="ez-toc-section"></span><span class="font-semibold">Consequências</span></h3>
</div>
</div>
<div class="size-full [&amp;&gt;*:first-child]:mt-0 [&amp;&gt;*:last-child]:mb-0 space-y-2">
<p>A crise não afeta apenas a biografia política de Bocalom — isso é detalhe. O impacto real recai sobre o cidadão comum, que enfrenta serviços travados, decisões lentas e uma prefeitura que opera em modo defensivo. Em vez de agenda pública, há guerra interna. Em vez de estratégia, há improviso. Em vez de soluções, há uma sucessão de remendos.</p>
</div>
<div class="size-full [&amp;&gt;*:first-child]:mt-0 [&amp;&gt;*:last-child]:mb-0 space-y-2"></div>
<div class="size-full [&amp;&gt;*:first-child]:mt-0 [&amp;&gt;*:last-child]:mb-0 space-y-2">
<p>Rio Branco perde ritmo num momento em que qualquer ganho marginal faz diferença: geração de emprego, expansão da saúde, segurança urbana, saneamento. A instabilidade municipal empurra o Acre para uma espiral de baixa governança que se conecta com crises maiores — sanitária, ambiental, social.</p>
</div>
<div class="size-full [&amp;&gt;*:first-child]:mt-0 [&amp;&gt;*:last-child]:mb-0 space-y-2">Próximos passos</div>
<div class="size-full [&amp;&gt;*:first-child]:mt-0 [&amp;&gt;*:last-child]:mb-0 space-y-2">
<p>Há três caminhos possíveis daqui para frente:</p>
</div>
<div class="size-full [&amp;&gt;*:first-child]:mt-0 [&amp;&gt;*:last-child]:mb-0 space-y-2">
<ol class="ml-1 list-outside list-decimal">
<li class="py-0"><span class="font-semibold">Recomposição mínima</span>, que reduz o barulho, mas não resolve o problema estrutural.</li>
<li class="py-0"><span class="font-semibold">Crise prolongada</span>, que transforma a gestão em obstáculo político até as eleições.</li>
<li class="py-0"><span class="font-semibold">Substituição simbólica de liderança</span>, quando o próprio grupo decide que o custo de manter o prefeito é maior que o de deixá-lo isolado.</li>
</ol>
</div>
<div class="size-full [&amp;&gt;*:first-child]:mt-0 [&amp;&gt;*:last-child]:mb-0 space-y-2">
<p>A pergunta central não é mais se a crise existe, mas <span class="font-semibold">quanto tempo a cidade consegue pagar por ela</span>.</p>
</div>
<div class="size-full [&amp;&gt;*:first-child]:mt-0 [&amp;&gt;*:last-child]:mb-0 space-y-2">
<p>O desgaste de Bocalom não é um acidente; é um método que chegou ao limite.</p>
</div>
</div>
</div>
</div>
</div>
]]></content:encoded>
					
		
		
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		<item>
		<title>Coluna do Ton- Xadrez político acreano: Velloso muda de partido e altera disputa ao Senado</title>
		<link>https://juruacomunicacao.com.br/coluna-do-ton-xadrez-politico-acreano-velloso-muda-de-partido-e-altera-disputa-ao-senado/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Jarline]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 05 Mar 2026 21:28:08 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[COLUNA DO TON]]></category>
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					<description><![CDATA[O xadrez político acreano ganhou um novo movimento nesta semana com a filiação do deputado federal Eduardo Velloso ao Solidariedade durante a janela partidária. A mudança ocorreu após a federação formada por União Brasil e Progressistas vetar a possibilidade de o parlamentar disputar o Senado nas eleições de 2026. A decisão reorganiza parte do cenário eleitoral do [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p data-start="938" data-end="1257">O <strong data-start="940" data-end="967">xadrez político acreano</strong> ganhou um novo movimento nesta semana com a filiação do deputado federal Eduardo Velloso ao Solidariedade durante a janela partidária. A mudança ocorreu após a federação formada por União Brasil e Progressistas vetar a possibilidade de o parlamentar disputar o Senado nas eleições de 2026.</p>
<p data-start="1259" data-end="1528">A decisão reorganiza parte do cenário eleitoral do Acre e abre uma nova configuração de alianças dentro da política estadual. A saída do deputado da federação também modifica o equilíbrio interno da disputa majoritária e amplia o espaço para novos arranjos partidários.</p>
<hr data-start="1530" data-end="1533" />
<h2 data-start="1535" data-end="1583"><span id="Mudanca_ocorre_apos_veto_interno_da_federacao" class="ez-toc-section"></span><strong>Mudança ocorre após veto interno da federação</strong></h2>
<p data-start="1585" data-end="1780">A filiação foi confirmada na noite de quarta-feira (4) e marca a entrada de Eduardo Velloso no Solidariedade como primeiro parlamentar federal a ingressar na sigla durante esta janela partidária.</p>
<p data-start="1782" data-end="2017">O presidente nacional do partido, Paulinho da Força, afirmou que a chegada do parlamentar fortalece a presença do Solidariedade na região Norte e amplia a estratégia nacional da legenda em estados considerados politicamente relevantes.</p>
<p data-start="2019" data-end="2187">Nos bastidores, interlocutores políticos apontam que o veto da federação UB/PP à candidatura de Velloso ao Senado tornou sua permanência no bloco praticamente inviável.</p>
<hr data-start="2189" data-end="2192" />
<h2 data-start="2194" data-end="2239"><span id="Xadrez_politico_acreano_entra_em_nova_fase" class="ez-toc-section"></span><strong>Xadrez político acreano entra em nova fase</strong></h2>
<p data-start="2241" data-end="2358">O movimento passa a reposicionar o <strong data-start="2276" data-end="2303">xadrez político acreano</strong> porque altera a dinâmica da disputa ao Senado em 2026.</p>
<p data-start="2360" data-end="2553">Antes da mudança partidária, a disputa dentro da federação já era considerada sensível. A saída de Velloso reduz a competição interna e abre espaço para outros nomes dentro do bloco governista.</p>
<p data-start="2555" data-end="2619">Entre os nomes que aparecem no cenário político do estado estão:</p>
<ul data-start="2621" data-end="2732">
<li data-start="2621" data-end="2656">
<p data-start="2623" data-end="2656">a vice-governadora Mailza Assis</p>
</li>
<li data-start="2657" data-end="2680">
<p data-start="2659" data-end="2680">o senador Alan Rick</p>
</li>
<li data-start="2681" data-end="2732">
<p data-start="2683" data-end="2732">lideranças ligadas ao governador Gladson Cameli</p>
</li>
</ul>
<p data-start="2734" data-end="2841">A reorganização dessas forças políticas deve influenciar diretamente a formação de alianças para a eleição.</p>
<hr data-start="2843" data-end="2846" />
<h2 data-start="2848" data-end="2896"><span id="Solidariedade_passa_a_estruturar_base_no_Acre" class="ez-toc-section"></span><strong>Solidariedade passa a estruturar base no Acre</strong></h2>
<p data-start="2898" data-end="3109">Até então, o Solidariedade possuía presença eleitoral limitada no Acre. Com a filiação do deputado federal, o partido passa a construir sua estratégia política regional em torno da base eleitoral do parlamentar.</p>
<p data-start="3111" data-end="3203">A atuação de Velloso tem presença relevante em municípios importantes do estado, entre eles:</p>
<ul data-start="3205" data-end="3296">
<li data-start="3205" data-end="3219">
<p data-start="3207" data-end="3219">Rio Branco</p>
</li>
<li data-start="3220" data-end="3239">
<p data-start="3222" data-end="3239">Cruzeiro do Sul</p>
</li>
<li data-start="3240" data-end="3258">
<p data-start="3242" data-end="3258">Sena Madureira</p>
</li>
<li data-start="3259" data-end="3271">
<p data-start="3261" data-end="3271">Tarauacá</p>
</li>
<li data-start="3272" data-end="3285">
<p data-start="3274" data-end="3285">Brasiléia</p>
</li>
<li data-start="3286" data-end="3296">
<p data-start="3288" data-end="3296">Xapuri</p>
</li>
</ul>
<p data-start="3298" data-end="3474">A expectativa interna da legenda é ampliar a base municipal e atrair prefeitos e lideranças independentes que buscam novos espaços fora das federações partidárias tradicionais.</p>
<hr data-start="3476" data-end="3479" />
<h2 data-start="3481" data-end="3516"><span id="Efeito_dentro_da_federacao_UBPP" class="ez-toc-section"></span><strong>Efeito dentro da federação UB/PP</strong></h2>
<p data-start="3518" data-end="3622">A saída de Velloso também provoca reflexos dentro da federação formada por União Brasil e Progressistas.</p>
<p data-start="3624" data-end="3888">Sem a presença do deputado na disputa majoritária, cresce a possibilidade de novos nomes assumirem protagonismo dentro do bloco político. Entre eles aparece o deputado federal Ulysses Araújo, citado em discussões internas como alternativa para a disputa ao Senado.</p>
<p data-start="3890" data-end="4034">A definição final dependerá de articulações envolvendo lideranças partidárias e a posição do governador Gladson Cameli dentro do grupo político.</p>
<hr data-start="4036" data-end="4039" />
<h2 data-start="4041" data-end="4083"><span id="Proximos_movimentos_do_cenario_politico" class="ez-toc-section"></span><strong>Próximos movimentos do cenário político</strong></h2>
<p data-start="4085" data-end="4230">A filiação de Eduardo Velloso inaugura uma nova etapa do <strong data-start="4142" data-end="4169">xadrez político acreano</strong>, marcada por rearranjos partidários e negociações regionais.</p>
<p data-start="4232" data-end="4320">Nos próximos meses, o Solidariedade deve concentrar esforços em três frentes principais:</p>
<ul data-start="4322" data-end="4459">
<li data-start="4322" data-end="4366">
<p data-start="4324" data-end="4366">ampliar presença política nos municípios</p>
</li>
<li data-start="4367" data-end="4410">
<p data-start="4369" data-end="4410">atrair prefeitos e lideranças regionais</p>
</li>
<li data-start="4411" data-end="4459">
<p data-start="4413" data-end="4459">estruturar um palanque competitivo para 2026</p>
</li>
</ul>
<p data-start="4461" data-end="4649">Analistas políticos avaliam que as próximas pesquisas eleitorais e as movimentações partidárias ainda podem redesenhar o cenário político do Acre antes da definição final das candidaturas.</p>
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		<title>Coluna do Ton- “Rifado do PL”: o que a expressão revela sobre o isolamento político dentro da legenda</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Jarline]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 05 Mar 2026 21:25:46 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[COLUNA DO TON]]></category>
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					<description><![CDATA[ Charge reacende debate sobre o termo “rifado do PL” e expõe a mecânica de isolamento político dentro da legenda “Rifado pelo PL” Fatos A expressão “rifado do PL” voltou a circular após a difusão de uma charge que retrata um político isolado, lamentando ter sido descartado pela sigla. A imagem simboliza o momento em que o [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<div class="flex h-11 items-center gap-3 pt-1 pb-2">
<div class="flex items-center gap-2"><strong> Charge reacende debate sobre o termo “rifado do PL” e expõe a mecânica de isolamento político dentro da legenda</strong></div>
</div>
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<div class="prose prose-slate mx-auto w-full max-w-3xl space-y-3! wrap-break-word">
<div class="size-full [&amp;&gt;*:first-child]:mt-0 [&amp;&gt;*:last-child]:mb-0 space-y-2">
<div class="mx-auto mt-4 mb-2 w-full max-w-3xl">
<figure id="attachment_235212" class="wp-caption alignnone" aria-describedby="caption-attachment-235212"><img data-recalc-dims="1" loading="lazy" decoding="async" class="size-thumbnail wp-image-235212" title="“Rifado do PL”: o que a expressão revela sobre o isolamento político dentro da legenda – Cidade AC News" src="https://i0.wp.com/cidadeacnews.com.br/wp-content/uploads/2026/03/Generatedimage_1772686919023-600x400.png?resize=600%2C400&#038;ssl=1" alt="&quot;Rifado pelo PL&quot;" width="600" height="400" /><figcaption id="caption-attachment-235212" class="wp-caption-text">“Rifado pelo PL”</figcaption></figure>
</div>
</div>
<div class="size-full [&amp;&gt;*:first-child]:mt-0 [&amp;&gt;*:last-child]:mb-0 space-y-2">
<div class="mx-auto mt-3 mb-2 w-full max-w-3xl">
<h3 class="text-xl font-semibold"><span id="Fatos" class="ez-toc-section"></span><span class="font-semibold">Fatos</span></h3>
</div>
</div>
<div class="size-full [&amp;&gt;*:first-child]:mt-0 [&amp;&gt;*:last-child]:mb-0 space-y-2">
<p>A expressão <span class="font-semibold">“rifado do PL”</span> voltou a circular após a difusão de uma charge que retrata um político isolado, lamentando ter sido descartado pela sigla. A imagem simboliza o momento em que o partido retira apoio e afasta um nome que perdeu relevância, utilidade eleitoral ou alinhamento estratégico.</p>
</div>
<div class="size-full [&amp;&gt;*:first-child]:mt-0 [&amp;&gt;*:last-child]:mb-0 space-y-2">
<div class="mx-auto mt-3 mb-2 w-full max-w-3xl">
<h3 class="text-xl font-semibold"><span id="Contexto" class="ez-toc-section"></span><span class="font-semibold">Contexto</span></h3>
</div>
</div>
<div class="size-full [&amp;&gt;*:first-child]:mt-0 [&amp;&gt;*:last-child]:mb-0 space-y-2">
<p>O PL opera com centralização rígida e baixa tolerância a divergências públicas. Desde o último ciclo eleitoral, figuras desalinhadas ao núcleo dirigente vêm perdendo espaço. O processo costuma ser gradual: perda de voz, redução de visibilidade e retirada informal de proteção partidária — movimento que, quando evidente, recebe o rótulo de <span class="font-semibold">“rifado”</span>.</p>
</div>
<div class="size-full [&amp;&gt;*:first-child]:mt-0 [&amp;&gt;*:last-child]:mb-0 space-y-2"></div>
<div class="size-full [&amp;&gt;*:first-child]:mt-0 [&amp;&gt;*:last-child]:mb-0 space-y-2">
<div class="mx-auto mt-3 mb-2 w-full max-w-3xl">
<h3 class="text-xl font-semibold"><span id="Padroes" class="ez-toc-section"></span><span class="font-semibold">Padrões</span></h3>
</div>
</div>
<div class="size-full [&amp;&gt;*:first-child]:mt-0 [&amp;&gt;*:last-child]:mb-0 space-y-2">
<ul class="ml-1 list-outside list-disc">
<li class="py-0">Afastamento de quadros que não reforçam a narrativa dominante.</li>
<li class="py-0">Uso da vitimização como recurso final de comunicação pelos isolados.</li>
<li class="py-0">Sinalização interna e externa de disciplina partidária.</li>
<li class="py-0">Reorganização de forças a partir de conveniências eleitorais imediatas.</li>
</ul>
</div>
<div class="size-full [&amp;&gt;*:first-child]:mt-0 [&amp;&gt;*:last-child]:mb-0 space-y-2">
<div class="mx-auto mt-3 mb-2 w-full max-w-3xl">
<h3 class="text-xl font-semibold"><span id="Consequencias" class="ez-toc-section"></span><span class="font-semibold">Consequências</span></h3>
</div>
</div>
<div class="size-full [&amp;&gt;*:first-child]:mt-0 [&amp;&gt;*:last-child]:mb-0 space-y-2">
<p>Ser “rifado” significa deixar de ser ativo estratégico e tornar-se custo político. A figura isolada perde capacidade de articulação, apoio orgânico e presença no tabuleiro interno. Para o PL, o movimento funciona como mensagem disciplinadora e instrumento de controle narrativo.</p>
</div>
</div>
</div>
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