A Br 364 é a ligação do vale do Juruá com o restante do Brasil. Sua utilidade vai desde o transporte para o abastecimento do comércio de Cruzeiro do Sul e dos municípios vizinhos, até deslocamentos mais cotidianos.
Nos últimos anos, a BR é algo que vem preocupando a população em geral. Quem faz diariamente a linha entre o Juruá e a capital percebe as diferenças de eficiência nos trabalhos: viagens mais longas, perigosas e cansativas. Pois a via apresenta uma grande quantidade de buracos e erros.
A média da vigem de ônibus da capital até Cruzeiro do Sul é em torno das 15horas de duração. Um dos trechos que mais se destacam na dificuldade de travessia é o de Feijó e Tarauaca “era um trecho que gastávamos em média 1h agora com essas condições estamos gastando em média 2h e 30min” disse um motorista de uma empresa rodoviária. Também existe destaque no trecho de Rio Branco e Sena Madureira e no de Feijó e Manoel Urbano.
O inverno regional traz preocupações com a condição do local.
A preocupação também está com os comerciantes, uma vez que, alimentos perecíveis estão sendo colocados em riscos com a sua qualidade. “Com dificuldades nos trajetos, o alimento tende a se tornar mais caro dentro das prateleiras. As empresas de fora não querem nem comercializar com a nossa região, pois elas sabem as condições em que ela se encontra, quando alguma quer comercializar, pede um preço extremamente alto” disse o empresário Neto, do mercantil Cohab.