O bloco Unidos do Fuxico foi o ganhador da enquete do g1 sobre os sambas-enredos as escolas que devem desfilar este ano. A disputa foi entre os blocos 6 é Demais, Unidos do Fuxico e Sambase, já que este ano dois blocos, Saúde e Prevenção no Barão (SPB) e Sem Limites optaram por não participar alegando falta de dinheiro e de incentivo do poder público para ajudar na compra de materiais, de abadás, fantasias e toda estrutura necessária para promover um belo desfile.
O concurso é promovido pela prefeitura, por meio da Fundação Municipal de Cultura, Esporte e Lazer Garibaldi Brasil (FGB). As inscrições foram feitas entre 18 e 27 de janeiro. Este ano, o 1º lugar receberá R$ 6 mil, o 2º R$ 5 mil e o 3º lugar R$ 4 mil. O desfile começa às 18h.
Na enquete do g1, foram 10.208 votos, sendo que 7.941, ou seja, 77,79% foram para o bloco Unidos do Fuxico. Em 2º lugar, ficou o bloco Sambase, que teve 15,75% (1.608) e por último ficou o bloco Seis é Demais, com 659 votos – 6,46% dos votos.
Bloco busca o tricampeonato
“Ilu-ayê mãe África. Símbolo de um povo guerreiro. Berço sagrado da humanidade”. É assim que o bloco Unidos do Fuxico começa o samba-enredo em busca do tricampeonato no concurso de desfile de blocos em Rio Branco.
O bloco existe há mais de 25 anos e é originário do Bairro Quinze, no Segundo Distrito da capital acreana. A aposta desse ano é retratar as culturas, crenças e tradições dos povos africanos.
O compositor do samba-enredo é Chagas Fernandes, com adaptação de Rayson Mello. Já os intérpretes são Chagas Fernandes, Xandy, Clara, Rayson Mello. O grupo vai levar para a avenida a memória do intérprete Messias, que faleceu no infarto.
“Pensamos em retratar esse tema por conta desse povo sofrido que chegou em nosso continente, povo que faz parte da nossa história. A história do Brasil se confunde com a dos africanos, eles fazem parte da nossa cultura e nosso desenvolvimento. E queremos retratar essa história em forma de carnaval, na avenida. Nossas expectativas para esse ano são as maiores e melhores possíveis para fazer um grande desfile de carnaval”, disse o presidente do bloco, Wellington Fraga.
Fraga disse ainda que o tema é importante também para discutir questões como a discriminação e o racismo, que estão enraizado na sociedade. Ele lembrou do episódio que marcou essa semana em que uma mulher foi flagrada cometendo racismo contra um motoboy em Rio Branco.
“Queremos dizer que não compactuamos com o racismo, vivemos em um país multicultural, onde temos negros, brancos, índios, cabocos. Então, nosso tema vem em meio a essa polêmica que abre nossos olhos ainda mais para a necessidade de combater esse tipo de crime”, afirmou.
É nessa aposta que o grupo vai desfilar na competição dos blocos, que ocorre na terça-feira (21) no estacionamento do Estádio Arena da Floresta.