Cruzeiro do Sul, Acre 21 de outubro de 2026 17:31

Bebê diagnosticado com sarampo no Acre está livre da doença e não transmite mais o vírus, mas segue em estado grave

A atualização foi repassada pela diretora de Atenção e Vigilância em Saúde da Secretaria de Estado de Saúde do Acre (Sesacre), Suane Oliveira, em entrevista concedida nesta quarta-feira, 21, ao portal A GAZETA.

“A criança, de 11 meses, foi atendida e permanece internada na UCI do Hospital da Criança. O exame mais recente teve resultado negativo para sarampo, e ela já não transmite a doença. Apesar disso, seu estado de saúde ainda é grave, porém estável, e segue sob cuidados da equipe de saúde”, informou.

O caso foi confirmado no dia 8 de outubro pela Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), juntamente com o diagnóstico de uma mulher de 30 anos. Os dois pacientes são moradores de Puerto Maldonado, no Peru, e foram atendidos em Rio Branco após passarem pelos municípios acreanos de Assis Brasil e Brasileia.

Inicialmente, os exames de RT-PCR apresentaram resultados detectáveis para o vírus do sarampo, posteriormente confirmados pela Fiocruz. A investigação epidemiológica foi iniciada para identificar o provável local de infecção e monitorar pessoas que tiveram contato com os pacientes.

Na última atualização concedida pela Sesacre, a mulher de 30 anos já havia recebido alta hospitalar, no dia 13, e era considerada curada da doença. Na ocasião, o bebê permanecia internado em estado grave, sem previsão de alta.

Ainda existe risco de transmissão no Acre?

Embora a criança já não transmita o vírus, a Sesacre mantém as ações de vigilância epidemiológica e prevenção para evitar o surgimento de novos casos, especialmente nas regiões de fronteira. Segundo Suane Oliveira, as medidas incluem o reforço da vacinação e o acompanhamento da situação epidemiológica.

“A criança já não oferece risco de transmissão. Mesmo assim, a vigilância epidemiológica e os órgãos de controle mantêm as medidas de prevenção, com vacinação e atenção reforçada nas áreas de fronteira, para reduzir o risco de novos casos”, explicou.

Desde a confirmação dos diagnósticos, equipes estaduais, municipais e do Ministério da Saúde atuam no monitoramento de contatos e na adoção de medidas preventivas.

Sintomas exigem atenção

O sarampo é uma doença infecciosa altamente contagiosa, transmitida pelo ar, principalmente quando uma pessoa infectada respira, tosse ou espirra.

De acordo com a diretora, os principais sinais de alerta incluem febre alta, tosse, coriza, olhos vermelhos e lacrimejantes, além de manchas avermelhadas pelo corpo, que geralmente começam no rosto e se espalham para outras regiões.

“Diante desses sinais, a orientação é procurar um serviço de saúde e informar sobre possível contato com um caso suspeito ou confirmado”, orientou.

A recomendação também vale para pessoas que apresentem sintomas após viagens ou contato com indivíduos que possam estar infectados, especialmente em regiões onde há circulação do vírus.

Vacinação é principal forma de prevenção

Suane Oliveira reforçou que a vacinação continua sendo a medida mais eficaz para evitar novos casos e reduzir o risco de complicações provocadas pela doença.

A vacina tríplice viral, disponibilizada gratuitamente pelo Sistema Único de Saúde (SUS), oferece proteção contra sarampo, caxumba e rubéola.

“A vacinação protege contra o sarampo e ajuda a reduzir a circulação do vírus e a ocorrência de casos graves. Manter a caderneta atualizada também contribui para proteger quem ainda não pode receber a vacina ou tem maior vulnerabilidade à doença”, destacou.

A orientação da Sesacre é que a população confira a caderneta de vacinação e procure uma unidade de saúde para verificar se as doses recomendadas estão em dia.