Cruzeiro do Sul, Acre 18 de março de 2026 22:09

Acreano que administrava grupo de ódio no Twitter é exposto

O acreano Jason Lucas (nome social), homem trans de 22 anos, que até 2021 administrava um grupo de ódio com integrantes do Brasil inteiro, agora é alvo de acusações, ameaças e exposição numa das redes sociais mais usadas do mundo – o Twitter. As acusações já se aproximam de meio milhão de visualizações.

Grupo focava comentários odiosos

Jason Lucas diz que até 2021, moderava um grupo fechado no Twitter com dezenas de usuários brasileiros, geralmente com perfis fakes, que se dedicavam a comentários racistas, homofóbicos e outros, especialmente focado em artistas k-pop – gênero musical sul-coreano. “Não fazíamos ataques diretos a uma pessoa, mas comentávamos sobre ela dentro da nossa bolha. Falávamos da aparência das pessoas, que parecia um macaco, comentários pesados”, explica Jason.

Prints vazados revelaram cicatriz de suástica

Um print vazado por um usuário do Twitter revelou que Jason Lucas enviou ao grupo uma foto de sua mão marcada por uma cicatriz no formato de uma suástica – símbolo do orgulho nacionalista alemão e do repúdio ao povo judeu.

Foto: Reprodução

Para a reportagem, Jason confirmou a autenticidade da foto. Segundo ela, quando ainda menor de idade, por falta de conhecimento, cortou a própria pele para marcar o símbolo, mas disse que cobriu a marca com tatuagem ao tomar conhecimento do significado da suástica.

Acusação de relacionamento tóxico e ameaças

Em 2021, uma ex-namorada de Jason disse aos membros do grupo que vivia em um relacionamento tóxico. Como vingança, segundo Jason, as pessoas começaram a selecionar expor suas conversas do grupo, no Twitter, e fomentar ataques nas redes sociais.