O Acre registrou 76 focos de calor nesta quinta-feira, 3, segundo boletim divulgado pelo programa VIGIAR, da Secretaria de Estado de Saúde do Acre (Sesacre). Feijó liderou o número de registros, com 35 focos, seguido por Tarauacá, que contabilizou 18. As informações foram obtidas a partir dos dados do Banco de Dados de Queimadas (BDQueimadas), conforme o monitoramento realizado no dia 3 de setembro.
O boletim também aponta alterações na qualidade do ar em municípios acreanos. Dos municípios analisados, 17, o equivalente a 77%, apresentaram níveis classificados como moderados para a concentração de material particulado PM2,5.
Outros cinco municípios, correspondentes a 23%, apresentaram situação considerada ruim, segundo a classificação utilizada no boletim. São eles Mâncio Lima, Rodrigues Alves, Cruzeiro do Sul, Tarauacá e Feijó.
Mâncio Lima apresentou o maior índice de concentração de material particulado entre os municípios listados, com 62,94 microgramas por metro cúbico. Em seguida aparecem Cruzeiro do Sul, com 57,71 µg/m³; Rodrigues Alves, com 54,22 µg/m³; Feijó, com 53,52 µg/m³; e Tarauacá, com 50,53 µg/m³.
Entre as regionais de saúde, a maior média de PM2,5 foi registrada na Regional do Juruá/Tarauacá/Envira, com 50,16 µg/m³. A Regional do Baixo Acre e Purus apresentou média de 25,73 µg/m³, enquanto a Regional do Alto Acre registrou 25,09 µg/m³.
Rio Branco registrou concentração de 19,66 µg/m³ de PM2,5. Outros municípios também apresentaram índices elevados, como Manoel Urbano, com 49,08 µg/m³, Sena Madureira, com 47,66 µg/m³, Assis Brasil, com 35,11 µg/m³, Marechal Thaumaturgo, com 34,42 µg/m³ e Porto Walter, com 37,75 µg/m³.
Orientações à população
Diante da presença de fumaça e da concentração de partículas no ar, o boletim do VIGIAR recomenda que a população mantenha janelas fechadas nos horários críticos para reduzir a entrada de fumaça nos ambientes.
Entre as demais orientações estão a ingestão regular de líquidos, o uso de máscaras N95 ou PFF2 ao sair em áreas com fumaça visível e a suspensão de exercícios ao ar livre em dias de alerta.
Pessoas com doenças crônicas devem manter medicações de resgate acessíveis e monitorar possíveis sintomas. O documento também orienta a procura por atendimento médico em casos de falta de ar, dor no peito ou tosse persistente.
O boletim utiliza dados do Sistema de Informações Ambientais Integrado à Saúde (SISAM) e do Banco de Dados de Queimadas, ambos vinculados ao monitoramento realizado com informações do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE).