A menos de uma semana do segundo turno das eleições 2026, o aplicativo Pardal, do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), registrou 13 denúncias relacionadas a propagandas eleitorais entre 9 de outubro, data do início das campanhas, até a última terça-feira (20).
Os registros são feitos de forma anônima por eleitores por meio da plataforma e podem envolver diferentes tipos de propaganda considerados irregulares pela Justiça Eleitoral.
Segundo os dados da plataforma, ao todo, quatro dos 22 municípios aparecem com registros de denúncias. A capital Rio Branco concentra a maior parte dos registros, com dez casos.
Já os municípios de Acrelândia, Brasiléia e Cruzeiro do Sul, no interior do Acre, aparecem em seguida com uma denúncia registrada em cada.
Conforme a plataforma da Justiça Eleitoral, a maior parte das denúncias está relacionada a candidatos ao cargo de presidente, com oito registros.
Em seguida aparecem as denúncias relacionadas a partidos, coligações ou federações, com quatro registros. Já para o cargo de governo, há um registro de denúncia.
Entre os tipos de irregularidades registrados, os relacionados a bens públicos aparecem em primeiro lugar, com sete denúncias, o que equivale a 53,85% dos casos.
Também foram registradas duas denúncias (15,39%) envolvendo propaganda na internet. Em seguida estão as ocorrências relacionadas a vias públicas, distribuição de material gráfico, confecção, utilização ou distribuição de brindes, e adesivos em automóveis, com um registro cada. (Veja tabela completa abaixo)
Denúncias por tipo de irregularidade no Acre
| Tipo de irregularidade | Denúncias |
| Bens públicos | 7 |
| Propaganda na Internet | 2 |
| Vias públicas | 1 |
| Distribuição de material gráfico | 1 |
| Confecção, utilização ou distribuição de brindes | 1 |
| Adesivos em automóveis | 1 |
Como denunciar?
A maioria das denúncias chega à Justiça Eleitoral quando os eleitores identificam situações que podem estar em desacordo com as regras para propaganda eleitoral.
Para registrar uma irregularidade, o eleitor deve se identificar utilizando a conta Gov.br ou o aplicativo e-Título. A identidade do denunciante é resguardada por sigilo legal.
O sistema permite anexar fotos, vídeos, arquivos de áudio ou links que comprovem a suspeita de ilegalidade. Ao registrar uma denúncia, a pessoa deve escrever a suposta irregularidade.
Em seguida, um agente automatizado faz uma classificação preliminar da ocorrência em duas categorias: propaganda eleitoral irregular na internet e demais modalidades de irregularidades. Ao concluir o procedimento, é emitido um número de protocolo para acompanhamento.
As denúncias registradas no Pardal são, em um primeiro momento, verificadas e o candidato recebe uma notificação para resolver a irregularidade. Caso ele não cumpra, pode sofrer multa.