A falta de mediadores nas escolas de Cruzeiro do Sul e região está privando muitas crianças autistas de iniciar seus estudos, gerando preocupação entre as famílias.
A presença desses profissionais é crucial para garantir um ambiente inclusivo e apoiar o desenvolvimento escolar dos alunos com Transtorno do Espectro Autista (TEA).
Mães, como Maria Priscila e Maria de Lurdes Costa, têm buscado apoio no Ministério Público devido à ausência desses mediadores, enquanto outras, como Jucinelde Pinho dos Santos, enfrentam a demora na contratação. Mesmo diante das dificuldades, algumas, como Maria Luciana, optam por enviar seus filhos para a escola, confiando nas promessas de solução feitas pelas autoridades educacionais.
Além da escassez de mediadores, a dificuldade com o transporte público agrava a situação, tornando desafiador garantir a frequência escolar dos alunos autistas.
Em resposta às preocupações crescentes, a Secretaria Municipal de Educação anunciou que está finalizando o processo de alocação de mediadores e assistentes educacionais, prevendo sua presença nas salas de aula a partir da próxima segunda-feira, dia 25.
Ainda assim, há um número significativo de alunos aguardando a contratação desses profissionais, com processos burocráticos que podem levar até 60 dias para serem concluídos, conforme explicado pelo coordenador interino do núcleo de educação estadual, Aderlan Gomes.