Cristiano Dias da Silva, 46 anos, foi encontrado morto dentro da cela do presídio Manoel Nery da Silva, nesta segunda-feira, 22. A família alega que houve negligência por parte da administração penitenciária.
Conforme a família, Cristiano era epilético e teria recebido uma dose excessiva de um remédio chamado Depakene, que pode causar efeitos colaterais graves.
Graciete da Silva Nascimento, prima de Cristiano, disse que visitou o apenado na última sexta-feira, 19, no hospital do Juruá, para onde ele foi levado após passar mal na prisão. Ela afirmou que ele não ficou internado e que estava sendo acompanhado por um cuidador na ala do presídio.
Já no sábado, 20, sua tia tentou visitá-lo, mas não foi autorizada a entrar. “Ele já estava se sentindo ruim e o presídio, para não se sentir um pouco culpado com a situação, não a deixou entrar”, conta Graciete.
Nesta segunda-feira, 22, por volta das 9h, ela recebeu uma ligação do diretor do presídio, Elves Barros, informando sobre a morte de Cristiano. Segundo Barros, o preso não atendeu ao chamado na conferência matinal e foi encontrado sem vida em sua cela. Ele disse que o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU) foi acionado e constatou o óbito. A causa da morte seria uma parada cardíaca, mas somente os exames cadavéricos poderão confirmar.
Graciete disse ainda que a família vai entrar com uma ação contra o Estado por conta da morte de Cristiano. Ela disse que tem o laudo médico e um relatório da assistência social do hospital que comprovam que ele era epilético e que estava tomando o Depakene. Ela acredita que houve negligência por parte do presídio e que o primo não recebeu a assistência adequada. “Ele era um ser humano, ele tinha direito à vida, ele tinha direito a um tratamento digno”, pontua.