No mês de março de 2022, bairros alagados e casas inteiras submersas eram a realidade de milhares de famílias ribeirinhas. No entanto, em 2023, o cenário é praticamente o oposto, haja vista o baixo nível do rio Juruá no mesmo período.
Em 2022, o rio estava acima da cota de transbordamento com cerca de 14 metros, desabrigando aproximadamente 28 mil pessoas, já em 2023 o nível não chega aos 10, sendo cerca de 8 metros.
Segundo o comandante do corpo de bombeiros, Josadac Cavalcante, as chuvas estão mais concentradas em Cruzeiro do Sul, não influenciando no nível do rio. Normalmente, chuvas nas cabeceiras são as mais impactantes. Além disso, quando o baixo Juruá, em direção ao Amazonas, está com o nível baixo, toda a água da cabeceira acaba passando e não elevando o nível em Cruzeiro do Sul.