Cruzeiro do Sul, Acre 12 de março de 2026 20:09

Aumento no ICMS da gasolina e energia é aprovado por deputados do Acre em sessão extraordinária

Com 14 votos a favor e sete contra, os deputados do Acre aprovaram o projeto de lei que trata do aumento de 17% para 19% no Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) sobre a gasolina, energia elétrica e outros itens.

A votação ocorreu na tarde desta sexta-feira (16) em uma sessão extraordinária na Assembleia Legislativa do Estado do Acre (Aleac).

Nas comissões, o PL foi aprovado com emendas, mas acabou não recebendo a aprovação da maioria dos deputados. Na quinta (15), o deputado Luis Tchê (PDT) protocolou um requerimento pedindo que a proposta fosse reapresentada para discussão e votação em sessão extraordinária nesta sexta.

A justificativa do projeto destaca que um estudo do Comitê Nacional dos Secretários de Fazenda dos Estados e do Distrito Federal apontou que a alíquota modal do ICMS para o estado recompor receita seria de R$ 20%, mas que a proposta é de 19%.

Deputados que votaram a favor:

• Cadmiel Bomfim (PSDB)

• Chico Viga (PHS)

• Fagner Calegário (PV)

• Meire Serafim (MDB)

• Luiz Gonzaga (PSDB)

• Gerlen Diniz (PP)

• Marcus Cavalcante (PTB)

• Whendy Lima (PSL)

• Bestene (PP)

• Pedro Longo (PDT)

• Antonio Pedro (DEM)

• Manoel Moraes (PSB)

• André Vale (PRB)

• Maria Antônia (PROS)

Deputados que votaram contra:

• Roberto Duarte (Republicanos)

• Edvaldo Magalhães (PC do B)

• Nenem Almeida (Podemos)

• Antônia Sales (MDB)

• Daniel Zen (PT)

• Jenilson Leite (PSB)

• Wagner Felipe (PR)

“Vai aumentar tudo no estado do Acre. Sabe quem vai pagar a conta? O povo do Acre. Vão dizer que os outros estados aumentaram e temos que aumentar. Mentira. Sabe qual o estado vai ser penalizado? O estado do Acre”, criticou no plenário o deputado Roberto Duarte, um dos que votou contra.

Na comissões, o líder do governo na Aleac e relator do PL, deputado Pedro Longo, afirmou que a proposta visa recompor as perdas de arrecadação referentes ao ICMS após a medida do governo federal.

Redução ICMS após lei federal

Após muita polêmica, chegando a dizer que não reduziria o ICMS até uma decisão da Justiça, o governo do Acre publicou em julho deste ano a redução das alíquotas de energia, comunicação e combustíveis, reduzindo a cobrança de 25% para 17%.

O estado acreano foi um dos últimos a seguir a lei federal porque aguardava a decisão do ministro Gilmar Mendes, que avaliava o pedido de inconstitucionalidade da lei após o pedido de onze estados.

Em nota, antes do decreto de julho, o secretário da Sefaz, Amarisio Freitas, explicou que essa redução iria gerar um impacto econômico muito grande na arrecadação do estado. Inicialmente, ele falou que o estado perderia R$ 230 milhões, mas depois, em um vídeo publicado pelo governo, ele disse que essa perda seria de R$ 250 milhões até dezembro deste ano.

Em agosto deste ano, o ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou que a União compensasse as perdas de arrecadação de três estados – entre eles o Acre – que tiveram mudanças nas regras do ICMS que incide sobre combustíveis, energia elétrica, transporte coletivo e telecomunicações.

Colaborou a repórter Consuela Gonzalez, da Rede Amazônica Acre.