Cruzeiro do Sul, Acre 11 de março de 2026 01:17

Mais um caso suspeito de varíola dos macacos é notificado no AC e já são quatro em investigação

Mais uma notificação da doença do macaco foi registrada em Rio Branco. A Secretaria de Saúde do Acre (Sesacre) confirmou, nesta terça-feira (12), que esta é a quinta notificação, sendo que um caso já foi descartado. Então, quatro casos seguem em investigação, sendo dois em Rio Branco e dois em Cruzeiro do Sul.

O paciente é um homem jovem, que deu entrada em um hospital da rede privada de Rio Branco apresentando febre, cansaço físico, lesões na pele e bolhas espalhadas pelos braços, abdômen e pescoço. O rapaz confirmou ter viajado ao exterior recentemente.

“Nós já temos cinco casos suspeitos de monkeypox; um já foi descartado por critério epidemiológico e temos dois casos em investigação em Rio Branco e dois em Cruzeiro do Sul. Este último em Rio Branco é de um homem jovem, que viajou para o exterior, apresentou febre, cansaço físico, pápulas pelos braços, abdômen e pescoço, e procurou atendimento médico na rede privada. Ele passa bem, está em isolamento domiciliar e estamos aguardando maiores detalhes do município de Rio Branco”, disse Débora dos Santos, chefe do Centro de Informações Estratégicas de Vigilância em Saúde.

Casos

No final de julho, a Secretaria Municipal de Saúde de Cruzeiro do Sul confirmou que investiga dois casos suspeitos de varíola dos macacos na cidade. Com mais essas duas notificações, o estado tinha três casos suspeitos em análise, já que as amostras de um paciente de Rio Branco já foram enviadas para análise.

A secretária de Saúde da cidade, Valéria Lima, explica que se trata de duas mulheres que não viajaram e nem tiveram contato próximo com pessoas que estiveram no exterior. Porém, por questão de protocolo, foi necessário coletar as amostras.

Antes disso, no dia 14 de junho, a Secretaria de Saúde do Acre (Sesacre) confirmou que investigava o primeiro caso da doença no estado. O paciente era um homem de 30 anos, que deu entrada em uma unidade de saúde e apresentou sintomas leves, segundo informação repassada por meio do Centro de Informações Estratégicas em Vigilância de Saúde do Acre (Cievs).

Porém, no dia 6 de julho, a Sesacre confirmou que as amostras do primeiro caso suspeito de varíola dos macacos, que estava em investigação no estado, em laboratório em Minas Gerais, deram negativo para a doença.

Macaco não é transmissor

Apesar do nome da doença, Mesquita destaca que a doença não tem ligação com o macaco e que é considerada leve. Ele faz o alerta para que as pessoas não venham fazer algum tipo de mal ao animal.

“Na verdade, foi consenso para definição do nome para Monkeypox justamente pelos macacos não terem envolvimento nesse processo de transmissão e para evitar que as pessoas façam esse mal com o macaco. Eles não são reservatórios da doença, não fazem essa transmissão direta, então, por isso, que decidiu-se pela comunidade científica que o nome seria Monkeypox para evitar esse estigma aos animais que não tem nada a ver”, pontua o chefe do Departamento de Vigilância em Saúde do estado, Gabriel Mesquita.

Ele destaca ainda que a transmissão da doença é feita de forma bem direta, com contato muito próximo.

“É uma doença de transmissão baixa, lenta, e é preciso ter um contato muito próximo, toque na pele, com secreção que sai da fístulas, secreções orais, então é uma doença que pode ser facilmente evitada com uso de máscara, evitar estar muito próximo a pessoas que estiveram em região que está tendo essa circulação de casos”, orienta.

Sintomas e transmissão

Os sintomas iniciais da varíola dos macacos costumam ser febre, dor de cabeça, dores musculares, dor nas costas, gânglios (linfonodos) inchados, calafrios e exaustão.

Dentro de 1 a 3 dias (às vezes mais) após o aparecimento da febre, o paciente desenvolve uma erupção cutânea, geralmente começando no rosto e se espalhando para outras partes do corpo.

As lesões passam por cinco estágios antes de cair, segundo o Centro de Controle de Doenças (CDC) dos Estados Unidos. A doença geralmente dura de 2 a 4 semanas.

O que é um diferencial indicativo: o desenvolvimento de lesões – lesões na cavidade oral e na pele. Elas começam a se manifestar primeiro na face e vão se disseminando pro tronco, tórax, palma da mão, sola dos pés”, completa Trindade, que é consultora do grupo criado pelo Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovações para acompanhar os casos de varíola dos macacos.

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