O ministro da Ciência, Tecnologia e Inovações, Paulo César Rezende de Carvalho Alvim, chegou em Acre para cumprir agenda na capital acreana, Rio Branco. Na agenda oficial, ele começou acompanhando à Cerimônia de inauguração da Reestruturação do Núcleo de Apoio à Pesquisas do (Inpa) no Acre, que ocorreu no auditório do Parque Zoobotânico da Universidade Federal do Acre (Ufac).
Na oportunidade, Alvim também participou da assinatura da Carta de Intenção de Colaboração Técnica e Científica entre o Inpa e a Ufac. Também foi apresentado e discutido pelo pesquisador do Inpa Doutor José Francisco Gonçalves o projeto sobre reflorestamento.
Além do ministro, participaram do evento de inauguração do Inpa o secretário de estado de Indústria, Ciência e Tecnologia do Acre, Assurbanipal Barbary de Mesquita, a diretora do Inpa e líder de Grupo de Pesquisa pelo CNPQ, Antônia Maria Ramos, o secretário de Estruturas Financeiras e de Projetos, Marcelo Meirelles, e o vice-reitor da Ufac, Josimar Batista.
Em seu discurso, Alvim admitiu que ainda há defasagem de investimentos, principalmente do governo federal, na área de ciência e tecnologia e inovação na região, mas disse que está sendo estudado como os recursos vão ser usados e melhorados para a região.
“Nós já tínhamos uma ação aqui [Acre], um laboratório implantado, mas nós detectamos a importância, e é bom registrar que isso é uma demanda dos secretários da região Amazônica, e aí, nesse sentido, foi acertado por demanda do Concect [Conselho de Secretários de Ciência e Tecnologia], de a gente ampliar o esforço do ministério na região amazônica, pois é prioridade para o governo. É importante definir que já estamos investindo bastante na região, mas houve uma demanda concreta no sentido de ampliar.”
Sobre os cortes de verbas, o ministro afirmou que as pesquisas científicas não vão ser afetadas e que as verbas vão ser reduzidas por problemas orçamentários.
“Somos um governo e todo governo, às vezes, tem problemas orçamentários, então, a primeira questão é para que se atenda uma demanda dos servidores públicos federais de uma recuperação da remuneração, então, cumprir uma necessidade de incremento do orçamento. Você tem a Lei de Responsabilidade Fiscal e você tem que fazer remanejamentos orçamentários, então, nesse momento, está sendo feito um remanejamento orçamentário.”
Ele também falou sobre o corte de R$ 2,5 bilhões no orçamento de 2022 da principal fonte de recursos federais para a ciência, o Fundo Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (FNDCT) e afirmou que não vai ser esse valor.
“Estão falando de um corte de R$ 2,9 bilhões no orçamento do Ministério da Ciência e não é isso, a primeira coisa é que o corte que estamos sofrendo é de 0,4% no orçamento do ministério. Para isso estamos fazendo uma otimização de recursos, já foi conduzido pela nossa secretaria executiva no sentido de permitir esse ajuste que vamos fazer com detalhe e não penalizaremos nem as nossas unidades de pesquisas e vamos concentrar em gastos que são possíveis de a gente administrar”, garantiu.