Cruzeiro do Sul, Acre 5 de novembro de 2026 19:35

Ney Amorim, Minoru e Moisés Diniz já têm destino praticamente definido no governo Mailza

Enquanto Mailza Assis ainda discute a composição do seu próximo governo, pelo menos três nomes já têm destino praticamente definido. É o que apurou o ContilNet junto a fontes confiáveis do Palácio Rio Branco.

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Palácio Rio Branco. Foto: Diego Gurgel/Secom

As discussões sobre quem vai ocupar cada cargo continuam, mas uma coisa é certa, conforme apurou a coluna: a governadora não abre mão de que as indicações e decisões sobre seu secretariado sejam suas, única e intransferivelmente. Mailza quer ter a palavra final sobre os nomes que vão compor sua gestão, sem aceitar imposições de aliados políticos.

Pelo menos três nomes já estão praticamente certos de que devem permanecer no primeiro e no segundo escalões do governo: Ney Amorim, Minoru Kinpara e Moisés Diniz.

Ney

Depois de ser derrotado nas eleições deste ano, mesmo tendo recebido 22.775 votos, o ex-candidato a deputado federal deve voltar para a pasta que comandava antes das eleições: a Secretaria de Esporte e Lazer.

Ney Amorim foi derrotado nas eleições desse ano/Foto: Reprodução

A expectativa era de que Ney fosse para a Casa Civil ou para a Secretaria de Governo (Segov), mas a informação repassada à coluna é a de que o ex-deputado voltará à cadeira que já ocupava no Executivo.

Só para relembrar: Ney é da cozinha da casa da governadora e considerado um dos seus conselheiros políticos.

Minoru

Também derrotado na disputa pela Câmara dos Deputados, com pouco mais de 20 mil votos, o professor aposentado da Ufac deve voltar a ocupar um cargo no governo, mas sem muitas novidades.

Kinpara teve votação expressiva/Foto: Reprodução

Minoru deve retornar ao comando da Fundação Elias Mansour (FEM), conforme apurado pela coluna. Havia especulações que apontavam para a ida do político ao comando da Educação, o que foi refutado pelas fontes ouvidas.

Moisés Diniz

Também candidato a deputado estadual em 2026, Moisés foi derrotado nas urnas, com 2.682 votos. Ele deve retornar ao posto que ocupava anteriormente, o de diretor-presidente da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Acre (Fapac).

Moisés Diniz. Foto: Cedida

Moisés se candidatou pelo PSD, partido de Petecão, mas esteve, desde o início, na base de Mailza.

Outros derrotados

A governadora Mailza Assis deve nomear outros candidatos derrotados nas eleições para ocupar cargos no governo, mas essa não é uma decisão que será tomada agora, conforme também apurou a coluna.

Um nome forte para ocupar um cargo na gestão é o da deputada estadual Michelle Melo.

Oposição pode ter uma baixa na Aleac

O que escutei nos bastidores, de fontes seguras, é que pelo menos dois deputados eleitos devem deixar a oposição e migrar para a base de apoio à governadora na Assembleia Legislativa do Acre (Aleac), mais à frente, quando os ânimos se acalmarem.

Esse movimento, caso se confirme, pode ampliar ainda mais a base de sustentação política de Mailza na próxima legislatura.

Em breve, jogo aqui os nomes.

Base

Fazia tempo que um governo não dispunha de uma base qualificada na Assembleia, que fosse para o debate e defendesse o Executivo com preparo e afinco.

Poucos nomes se salvam por ali, na atual legislatura. Na próxima, Mailza terá um escudeiro importante para essa função, com competência e repertório para isso: o deputado eleito Marcus Alexandre.

Mesmo sem disponibilidade para ser vice de Mailza, Marcus defendeu o nome da ex-deputada
Marcus Alexandre, do MDB | Foto: ContilNet

Com experiência no Executivo e trajetória política consolidada, Marcus chega à Aleac com condições de assumir um papel de destaque nos debates e na defesa das pautas do governo. É um nome que tem capacidade de articulação política e repertório para enfrentar discussões mais complexas no plenário.

Oposição

O governo terá como oposição nomes que seguem fortes e combativos: Edvaldo Magalhães (PCdoB) e Emerson Jarude (Novo) são os principais.

Ambos têm experiência no debate parlamentar e devem continuar exercendo um papel importante na fiscalização do Executivo. Uma oposição qualificada, aliás, é tão necessária quanto uma base governista preparada. É desse confronto de ideias, com argumentos e consistência, que a Assembleia precisa para elevar o nível dos debates políticos no Acre.