De todo o lixo coletado no Acre, apenas 0,29% é recuperado para reciclagem. O percentual coloca o estado na 22ª posição entre as 27 unidades da Federação, segundo o Ranking de Competitividade dos Estados 2026, divulgado pelo Centro de Liderança Pública (CLP) nesta sexta-feira, 30. Os dados utilizados no indicador são referentes a 2024.
Com o resultado, o Acre aparece entre as seis unidades da Federação com os menores percentuais de recuperação de resíduos para reciclagem no país. O estado fica à frente somente de Alagoas, Bahia, Pará, Maranhão e Roraima.
Na Região Norte, o Acre ocupa a quinta posição entre os sete estados. Rondônia apresenta o melhor desempenho da região, seguida por Amazonas, Tocantins e Amapá.
O indicador considera a proporção de resíduos recicláveis secos e orgânicos recuperados em relação à quantidade total de resíduos coletados. Quanto maior o percentual recuperado, melhor a colocação no levantamento.
Amapá está pouco acima do Acre
Entre os estados do Norte, Rondônia aparece na melhor posição, ocupando o 10º lugar no ranking nacional, com 1,53% dos resíduos recuperados.
O Amazonas está na 13ª colocação, com 0,91%, seguido pelo Tocantins, em 14º, com 0,77%. O Amapá ocupa a 21ª posição nacional, com 0,36%, apenas 0,07 ponto percentual acima do Acre.
Pará e Roraima aparecem abaixo do Acre no levantamento.
Distrito Federal lidera ranking
Na outra ponta da lista, o Distrito Federal lidera o país, com 13,75% dos resíduos coletados recuperados para reciclagem.
O Paraná aparece em segundo lugar, com 7,59%, seguido pelo Rio Grande do Sul, com 4,72%. Santa Catarina ocupa a quarta posição, com 4,53%, enquanto Mato Grosso do Sul completa os cinco primeiros, com 2,63%.
O percentual registrado pelo Distrito Federal é mais de 47 vezes o índice de 0,29% registrado no Acre.
Como o indicador é calculado
O indicador de reciclagem integra o pilar de Sustentabilidade Ambiental do Ranking de Competitividade dos Estados. O pilar representa 10,4% da nota geral do levantamento e reúne 13 indicadores.
Segundo o CLP, os resultados estaduais são calculados a partir dos dados dos municípios, levando em consideração a participação de cada um na população da respectiva unidade da Federação.
As informações utilizadas têm como fontes o Sistema Nacional de Informações em Saneamento Básico (Sinisa) e o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), com dados referentes a 2024.
O Ranking de Competitividade dos Estados é publicado pelo CLP desde 2011 e conta com pesquisa técnica da Tendências Consultoria.
