Mesmo com o fim da greve do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), os beneficiários continuam chegando no dia anterior ou mesmo durante a madrugada para conseguir o atendimento, na agência do Centro de Rio Branco.
É o caso da segurada Ester Souza Dias que chegou na tarde dessa segunda-feira (23). Além disso, a reclamação é por não conseguirem fazer o agendamento on-line ou por telefone.
“Cheguei ontem [segunda, 23] às 17h30, fiquei a noite toda aqui, com medo e de olho vivo porque a qualquer momento pode acontecer alguma coisa. Disseram que se a gente não viesse, não conseguia ficha para receber o atendimento e eu vim. Não tentei pelo site, moro em ramal e fica muito ruim por telefone”, disse.
Os médicos peritos do instituto retomaram as atividades nessa segunda após o fim da greve da categoria que durou quase dois meses. Já os técnicos do administrativo retomam às suas atividades nesta terça-feira (24).
A assessoria de comunicação do INSS informou que o atendimento deve seguir por agendamento e demanda espontânea e que as reclamações ocorrem, mas o agendamento pode ser feito normalmente. Mesmo assim, quem precisou do atendimento, ainda enfrentou dificuldades.
“Estou à espera de uma ficha para atendimento. Mas, a gente chega às 4h da manhã e quando chega, eles dizem que é só são 10 fichas, então não tem condições. Já vim várias vezes, estou esperando ligação deles desde abril e até hoje nada. E até para marcar tem que vir porque por telefone não consegui, é meio complicado. A gente fica decepcionada porque falam uma coisa e quando chega aqui é totalmente diferente”, lamentou.
Claudine Juvenal também chegou na madrugada, às 4h, e tentou três vezes antes e disse que se não conseguir o atendimento vai dormir na borracharia ao lado, onde outras pessoas já dormiram durante a greve.
“Já tentei o agendamento, mas não tem vaga para Rio Branco, tinha para município. Já é a terceira vez que venho. Fico triste, revoltada porque passei a noite sem dormir para chegar cedo e encarar a fila e quando chega só tem 10 fichas e disseram que iam tentar me encaixar”, concluiu.
Colaborou Ágatha Lima, da Rede Amazônica Acre