O desaparecimento de uma bebê de nove meses em Manoel Urbano, no interior do Acre, completa 20 dias nesta terça-feira, 13, sem informações sobre o paradeiro da criança. A Polícia Civil informou que a investigação continua em andamento, mas não há novas informações sobre o caso até o momento.
A criança desapareceu no dia 24 de setembro, em uma área rural do município. O tio da bebê é apontado como suspeito de tê-la retirado da residência onde ela estava. Ele foi preso e, segundo as informações do caso, afirmou que estava sob efeito de drogas naquele momento.
Mesmo após a prisão, o homem não soube indicar onde a criança estaria. Ele alegou não se lembrar do que teria feito nem em qual região da mata poderia ter deixado a bebê.
As buscas começaram no dia seguinte ao desaparecimento, 25 de setembro, e mobilizaram Corpo de Bombeiros, Polícia Civil, Polícia Militar e voluntários, além do apoio de cães farejadores.
Mãe foi presa por suspeita de abandono de incapaz
Segundo os relatos sobre o caso, a mãe teria deixado a residência para comprar bebidas enquanto a bebê permanecia no local.
Buscas cobriram mais de 3,1 milhões de metros quadrados
As equipes realizaram cinco dias de varredura em uma área superior a 3,1 milhões de metros quadrados. Entre 25 e 29 de setembro, uma equipe do Corpo de Bombeiros formada por quatro profissionais percorreu 401 quilômetros durante as buscas.
O trabalho dos bombeiros na área foi encerrado no dia 29 sem que fossem encontradas pistas que levassem ao paradeiro da criança.
Ao portal A GAZETA, o Corpo de Bombeiros de Manoel Urbano informou que as buscas foram encerradas sem que surgissem informações sobre o que teria acontecido com a bebê.
Justiça determinou continuidade das buscas e proteção aos irmãos
Quatro dias após o desaparecimento, a Vara Única da Comarca de Manoel Urbano determinou a continuidade das buscas pela bebê e estabeleceu medidas de proteção para ela e seus dois irmãos, de 2 anos e 10 meses e aproximadamente 6 anos.
A decisão foi proferida no dia 28 de setembro após pedido apresentado pelo Ministério Público do Estado do Acre (MPAC), por meio da Promotoria de Justiça Cumulativa de Manoel Urbano.
Em relação à bebê, a determinação prevê que as buscas continuem com atuação conjunta dos órgãos de segurança e do Conselho Tutelar. Caso seja localizada, a criança deverá passar por avaliação antes que seja definida sua permanência com a pessoa que se apresentar para assumir os cuidados.
Também foram estabelecidas medidas para os dois irmãos. A criança de 2 anos e 10 meses deve permanecer sob acompanhamento da rede de proteção. Já a de aproximadamente 6 anos, que está aos cuidados de um familiar, deve permanecer nessa condição enquanto a situação da família é acompanhada pelos serviços responsáveis.
No dia 30 de setembro, a Promotoria solicitou ao Conselho Tutelar e aos órgãos de segurança informações atualizadas sobre as buscas e a localização da bebê. O acompanhamento ocorre no âmbito de uma Notícia de Fato instaurada pelo MPAC. O caso tramita sob segredo de Justiça.
A reportagem procurou o MPAC para saber se acompanha o caso, e aguarda retorno até última atualização desta matéria.
Nesta terça-feira, 13, 20 dias após o desaparecimento, a Polícia Civil informou ao portal A GAZETA que a investigação continua em andamento, mas não há novas informações sobre o paradeiro da bebê até o momento.