Como já é tradição antiga nas terras do Juruá, depois de toda eleição o poeta popular Chico Gatão volta a aparecer. E desta vez não foi diferente.
Assim que a apuração do primeiro turno de 2026 terminou, o velho Chico sentou na beira do rio, pegou o caderno amarelado e escreveu de novo a famosa balsa dos derrotados. A mesma brincadeira de sempre: imagina os candidatos que não venceram embarcando numa balsa de madeira e descendo o rio até Mana Capu, deixando para trás as urnas e as esperanças.
A balsa de 2026 já está rodando de boca em boca e nas redes. Nela, segundo o verso do Chico Gatão, seguem:
- Tião Bocalom
- Thor Dantas
- Gladson Cameli
- Jorge Viana
- Sérgio Petecão
- Eduardo Velloso e mais uns quantos que também ficaram pelo caminho.
O texto do Chico, como sempre, veio em forma de verso simples e irônico, contando a “viagem” da balsa, o barulho do motorzinho, o silêncio dos passageiros e o rio que não perdoa quem perdeu.
Mais uma vez o Juruá ri, comenta e espalha. A tradição continua firme: depois da urna, vem a balsa. E o Chico Gatão, de novo, foi o responsável por botar todo mundo nela.