Cruzeiro do Sul, Acre 30 de setembro de 2026 18:05

Plano de copiloto era derrubar avião da Flydubai, diz Netanyahu

O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, afirmou que o copiloto que atacou o comandante de um voo da Flydubai foi preso e será interrogado pelas autoridades sauditas.

Segundo Netanyahu, um dos pilotos esfaqueou o outro durante o voo, quando a aeronave se aproximava de seu destino. “Aparentemente, ele tentou derrubar o avião com seus ocupantes”, afirmou o primeiro-ministro em uma mensagem em vídeo.

O suspeito seria o copiloto da aeronave e, segundo autoridades israelenses, é cidadão de Omã. Um passageiro teria ajudado a imobilizá-lo após o ataque, enquanto outros integrantes da tripulação conseguiram assumir o controle e estabilizar o avião.

O voo FZ1073, da Flydubai, seguia de Dubai para Tel Aviv quando o incidente ocorreu. A aeronave emitiu um sinal de emergência e, minutos depois, acionou o código 7500, usado internacionalmente para indicar um possível sequestro de avião, segundo dados públicos de rastreamento.

O avião chegou a perder cerca de 4.200 metros de altitude em segundos antes de ser desviado para a Arábia Saudita. A aeronave pousou com segurança no aeroporto de Tabuk, no noroeste do país.

A Flydubai confirmou que um integrante da tripulação desviou e pousou a aeronave na Arábia Saudita após uma briga na cabine. Segundo a companhia, o avião foi “devidamente controlado” por outros membros da tripulação que estavam a bordo.

Os dois pilotos ficaram feridos e foram levados a um hospital.

A companhia aérea afirmou que enviou duas aeronaves de substituição a Tabuk para auxiliar os passageiros e a tripulação.

As autoridades israelenses investigam o caso como uma possível tentativa de sequestro da aeronave.

A Flydubai afirmou que as causas e as motivações do incidente ainda são desconhecidas e estão sendo investigadas. A empresa pediu que não sejam feitas especulações antes da conclusão das apurações.

Também não foram divulgados oficialmente a identidade do suspeito, detalhes sobre a arma usada no ataque ou como ela teria sido levada para dentro da aeronave. O número exato de passageiros a bordo também não foi informado, embora a companhia tenha afirmado que todos estão seguros e foram contabilizados.

Após o pouso, Israel chegou a avaliar o envio de uma aeronave militar ou civil para buscar os passageiros em território saudita. Segundo uma autoridade israelense, no entanto, a Arábia Saudita recusou a entrada de aviões israelenses para realizar o transporte. Os dois países não mantêm relações diplomáticas oficiais.