A Polícia Civil do Acre prendeu, na tarde desta sexta-feira (18), um homem investigado por uma série de furtos de motocicletas em Cruzeiro do Sul. A prisão foi realizada pelo Núcleo Especializado de Investigação de Crimes Patrimoniais (Nepatri), em uma ação integrada com a Polícia Civil do Amazonas.
R. C. F. S. foi localizado na Comunidade Gama, no município de Guajará (AM), após meses de investigação. Contra ele havia três mandados de prisão, pelos crimes de furto, estupro e tentativa de homicídio. Ele também possui uma condenação de 8 anos e 6 meses de prisão.
As investigações apontaram ainda que o homem teria envolvimento em diversos crimes de estelionato. Segundo a Polícia Civil, em algumas situações relacionadas às motocicletas, ele utilizava mecanismos que dificultavam a comprovação imediata dos furtos, fazendo com que ocorrências anteriores fossem registradas e investigadas como estelionatos.
Mais de dez boletins de ocorrência relacionados ao investigado foram identificados pelos investigadores, apresentando características semelhantes de atuação. Conforme o Nepatri, o principal alvo seriam motocicletas mais antigas, especialmente modelos fabricados em 2014 ou anos anteriores.
Após os furtos, os veículos seriam levados para locais mais afastados e negociados com terceiros. As motocicletas eram apresentadas como veículos destinados ao uso em ramais ou como motos antigas com supostos problemas de documentação. Os compradores realizavam o pagamento e recebiam os veículos, mas posteriormente descobriam que se tratava de produtos de furto.
No caso mais recente investigado, o suspeito teria utilizado uma falsa negociação. Segundo a Polícia Civil, ele encontrou uma motocicleta anunciada no Facebook e entrou em contato com o proprietário se passando por interessado na compra.
O encontro ocorreu nas proximidades do Hospital do Juruá, em Cruzeiro do Sul. Durante a negociação, o investigado teria pedido para dar uma volta na motocicleta com a justificativa de verificar o veículo. De posse da moto, ele teria fugido do local.
Durante as diligências, os investigadores conseguiram identificar elementos que relacionavam o suspeito ao crime e descobriram que ele estaria escondido na Comunidade Gama, em Guajará, no Amazonas. As informações foram compartilhadas com a Polícia Civil daquele estado, que passou a atuar de forma integrada com os agentes acreanos.
Uma das motocicletas relacionadas aos crimes investigados também foi localizada e recuperada pela Polícia Civil do Amazonas.
Além dos crimes patrimoniais, as equipes receberam informações de que o investigado estaria circulando pela região do Estirão do Gama portando uma arma de fogo e teria ameaçado moradores. Segundo os levantamentos policiais, na tarde de quinta-feira (17), uma pessoa teria reconhecido uma motocicleta que seria produto de furto e, ao tentar recuperá-la, teria sido ameaçada pelo suspeito, que teria sacado e apontado uma arma de fogo.

Com o paradeiro confirmado, os policiais realizaram uma incursão na região e localizaram o investigado por volta das 15h desta sexta-feira (18). Durante a abordagem, segundo a Polícia Civil, ele resistiu à prisão e precisou ser contido com uso proporcional e progressivo da força.
Na ação, os policiais apreenderam uma pistola calibre .380, com sete munições intactas. A arma estava com a numeração suprimida e foi encaminhada para as providências periciais e legais.
Também foram apreendidos R$ 2.496 em espécie. Conforme os levantamentos preliminares, o dinheiro pode estar relacionado à comercialização das motocicletas furtadas, e sua origem será analisada durante o andamento das investigações.
A prisão foi resultado do trabalho desenvolvido pelo Nepatri de Cruzeiro do Sul ao longo de vários meses e da cooperação com a Polícia Civil do Amazonas, que possibilitou a localização do investigado fora do Acre e o cumprimento dos mandados de prisão.
A ação também resultou na recuperação de uma motocicleta, além da apreensão da arma, das munições e do dinheiro. Os fatos relacionados à arma de fogo, à numeração suprimida e à origem dos valores apreendidos continuarão sendo apurados pelas autoridades competentes.