O salário mínimo poderá subir dos atuais R$ 1.621 para R$ 1.741 a partir de janeiro de 2027. O novo valor foi confirmado nesta segunda-feira (24) pelo ministro da Fazenda, Dario Durigan, e será incluído pelo governo no Projeto de Lei Orçamentária Anual (PLOA) de 2027, que será encaminhado ao Congresso Nacional.
A projeção representa um aumento de R$ 120, ou 7,4%, em relação ao piso atual. O valor também é R$ 24 maior do que a estimativa apresentada pelo governo em abril, quando a previsão era de um salário mínimo de R$ 1.717.
Apesar da nova estimativa, o valor ainda não é definitivo e poderá ser alterado até a aprovação final do Orçamento. O novo piso, caso confirmado, entrará em vigor em 1º de janeiro de 2027.
Durigan anunciou a projeção após participar de uma reunião com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e outros integrantes da equipe econômica, no Palácio do Planalto, para discutir os números do Orçamento do próximo ano.
Como é calculado
O reajuste segue a política de valorização do salário mínimo, que considera a inflação acumulada em 12 meses até novembro do ano anterior e o crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) de dois anos antes.
Para chegar à nova estimativa, o governo considera uma inflação de 4,93% no período de 12 meses até novembro e o crescimento de 2,3% registrado pelo PIB brasileiro em 2025, segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
A projeção de inflação aumentou diante da possibilidade de impactos do fenômeno El Niño sobre os preços dos alimentos, segundo a Secretaria de Política Econômica do Ministério da Fazenda.
Impacto nas contas públicas
O salário mínimo não afeta apenas os trabalhadores que recebem o piso nacional. O valor também serve de referência para despesas obrigatórias do governo, como aposentadorias e outros benefícios pagos pelo Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), além do Benefício de Prestação Continuada (BPC).